Os nerds mandam!!

A sempre bacanérrima Fast Company fala dos criadores que descobriram que as séries nerds são um grande negócio. Ok. Não é exatamente isso. A reportagem afirma que programas de TV que vão além do conteúdo televisivo, mas com inteligência e pertinência tendem a ser mais duradouros e a ganhar mais dinheiro tanto nos produtos periféricos quanto na venda de DVDs.

Assassinos da língua!

Raginha Bastos e Marcelo Mansfield matam a pau.

Visto na BAXT.

Lost S04e11

SENSACIONAL!

É impressionante como a medida que Lost vai focando mais e mais, vai ficando melhor e melhor, um grupo enorme de amigos meus começa a abandonar o barco.

Não vá embora. A cada episódio Carlton Cuse, David Lindelof e sua turma mostram que sabem exatamente o que estão fazendo. Que tudo foi pensado e idealizado. Que o final será sensacional. Que Lost é foda. É a série que vai ser lembrada por décadas e que vai marcar uma geração.

Apresento: Época São Paulo

Nesse video, a redação apresenta a nova revista. Eu sei que ficou um pouco longo, mas é porque o primeiro pede algumas informações extras. Veja e diga o que achou.

Control + Z

Quem trabalha regularmente com computadores, seja no word, no excell, no open office, no powerpoint, sabe muito bem para que serve control + Z. É o UNDO, desfazer, voltar. Save game. Morri. Volto e tento de novo, um pouquinho diferente, pra ver se consigo desta vez. Talvez seja uma das maiores conquistas do mundo digital. Undo. Errei, porra. De novo!

É quase um superpoder e nossa sociedade atual está apaixonada pelos superpoderes, talvez porque eles estão cada vez mais possíveis.

Quem melhor entendeu isso foi Steven Johnson no sensacional Cultura da Interface (Jorge Zahar). Ele não toca em todos esses tópicos aqui, mas fala de como viver com as interfaces digitais muda nosso modo de pensar e de entender o mundo. Escrever hoje é muito diferente de como era 20, 30 anos atrás. Eu, que tenho 35 anos, comecei escrevendo em uma máquina de escrever olivetti do meu pai (caramba, como eu queria achar essa máquina só pra ter de lembrança…). Depois, usei um TK95, um CP400, um MSX da Gradiente e entrei no mundo dos PCs e dos Macs. Nunca mais toquei numa máquina de escrever, embora a gente pague tributo a elas todos os dias ao usar os teclados dos computadores, não vamos esquecer.

No outro dia, eu estava trocando mensagens no MSN com outras três pessoas ao mesmo tempo. Estávamos tendo uma conversa intensa sobre um monte de tópicos no meio da redação sem que ninguém mais pudesse nos ouvir ou saber do que estávamos falando. É uma forma de telepatia de texto. o grande Arthur Clarke dizia que a tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da magia. Pense em celulares, palms, computadores, pense nos trajes capazes de resistir ao impacto de uma bala. Nos carros, nas supermotos, nos pequenos aviões etc. Quanto mais portátil, mais invisível, mais a coisa se parece com magia.

No meio disso tudo, gadgets portáteis viraram minha obsessão. Ter um celular com GPS, com o google o tempo todo funcionando, já me tirou e enrascadas (e estourou minhas contas telefonicas). Quando eu era moleque, tive brigas de abalar a amizado por me perder de amigos em shopping centers ou grandes eventos. Hoje isso é impensável. Todo mundo está a um telefonema, um contato eletro-telepático, de distância.

Mas em várias instâncias de nossas vidas a digitalização e o control + Z não chegaram. Nós ainda podemos morrer e, se dissermos uma bobagem na hora errada, é beeem difícil consertar. Um dia, com a gravação de backups periódicos, uma pessoa poderá, perfeitamente, voltar da morte com a perda de algumas horas ou dias de sua memória. Os embriões de tecnologia estão todos aí. Isso tudo vai acontecer mais cedo ou mais tarde.

A parte mais difícil é a de consertar as besteiras que dissemos, que fizemos para as pessoas. Acho difícil que eu possa comprar na Fnac ou nas Lojas Americanas um “apagador de bobagens ditas no calor da discussão”. Não que isso seja impossível de criar. Só acho que é coisa que a gente vai achar somente na Santa Ifigênia do futuro. Será uma tecnologia pirata, possível, mas irregular.

Que eu considero bobagem. Por que? Porque num futuro em que tudo pode ser refeito, repensado, redimensionado. Num futuro em que podemos voltar atrás nos nossos erros, porque não ficaríamos mais permissivos com essas falhas? Se a interface pode influenciar nossas mentes, por que não mudaríamos nosso jeito de ser para algo mais compreensivo com as falhas alheias? Ok, falei besteira. Peço desculpas. Me excedi. A compreensão do cérebro para chegar a essas tecnologias vai, naturalmente, revelando o quanto somos passionais e passíveis de erros. Sabendo disso tudo, conhecendo nossas limitações, nossos desequlíbrios químicos. Fica mais fácil entender o outro. E é mais fácil usar o control + Z. Aquele interno, que depende só da nossa boa vontade.

P.S.: Você nem pode imaginar por que eu comecei a pensar nisso tudo… Li no Omelete que o Flash clássico, Barry Allen, está de volta aos quadrinhos da DC. Para os mais puristas, é um absurdo total. Esse personagem foi uma das poucas mortes “definitivas” da história dos quadrinhos (foi morto em 1985, na Crise). Mas o Flash viaja no tempo e em dimensões paralelas. O que eu sempre achei estranho foi o personagem não voltar. Eu, hein…

O fato é que os quadrinhos lidam com essas idéias intensivamente e têm um termo para isso: ret con. É quando eles recontam alguma história do passado e reescrevem a realidade para se adequar a alguma novidade. Um dos exemplos típicos para o grande público foi quando, em Homem-Aranha 3, enfiaram o Homem de Areia no dia da morte do tio Ben, que nós tínhamos visto no primeiro filme. Ret con ruim.

Cinema virou a maior furada

Houve um tempo em que cinema era um programão para mim. Eu chegava a sair de um filme e engatar outro. Quando eu vim morar em São Paulo, com salário pequeninim, via três filmes num sábado.

Hoje, depois de um mês sem visitar uma sala de cinema que fosse, fui ver Homem de Ferro e gastei R$ 36 em duas entradas, R$ 15 das pipocas e refrigerantes e R$ 19 de estacionamento. R$ 70!! Se eu contar o jantar, a brincadeira vai para R$ 120! Pior, cheguei, não consegui a sessão que ia começar dali a uma hora e comprei para as 21h. Fiquei três horas no shopping esperando. Insuportável.

Homem de Ferro é boa surpresa

Que surpresa agradável esse Homem de Ferro, hein! Fui ver esperando pouco e dei de cara com um filme redondo, todo encaixadinho, divertido, bem feito. Talvez por isso tudo, seja um filme sem assinatura. John Favreau, o diretor, faz tudo certinho. Até demais.

A grande virtude do filme está no elenco impecável. Roberto Downey Jr. é a alma. Diferente de Tobey Maguire em Homem-Aranha, que pode ser trocado sem grandes problemas, é difícil imaginar Homem de Ferro sem Downey Jr. Perfeito. Jeff Bridges é um vilão de primeira. Aparece pouco e bem. Os efeitos são impecáveis.

Homem-Aranha tinha uma das melhores cenas de beijo da história do cinema, HdF traz uma cena também muito legal. Quando Tony chama Pepper (Gwyneth Paltrow) para ajudá-lo a trocar seu gerador-coração, surge uma daquelas situações metafóricas em que o mocinho dá à mocinha o acesso irrestrito a uma parte dele que andava esquecida. É genial. Tony está num momento absolutamente frágil e chama a única pessoa no mundo na qual confia. O que se segue é Pepper tocando em seu peito, hesitante, meio que sem saber onde as coisas iam parar. É então que ela conserta o que estava com defeito. Naquele momento, Tony e Pepper estão destinados a ser um do outro. Coisa pro segundo filme.

Homem de Ferro é um personagem que os meninos curtem. Toca fundo na nossa fascinação por gadgets e engenhocas eletrônicas, máquinas velozes. E, sim, não saia do cinema antes do fim dos créditos. Tem uma cena incrível que os marvetes não podem perder.