As dores do mundo mac

Já passou de uma semana minha nova vida como mac user. Tudo muito bom, tudo muito bem. Eu passei da fase de querer instalar mil programas pra testar. Sou um usuário mais tranquilo. Só quero colocar o que me interessa e o que cabe. Um teste aqui, outro ali.

E, diferente do que acontecia no PC, quero comprar tudo que for realmente usar. Sem hipocrisia. Vários de meus softwares sempre foram legalizados. Mas, até por curiosidade, sempre instalei temporariamente programas pelos quais não paguei. O motivo era simples. Não fazia sentido pagar por algo que eu não ia usar intensivamente e que era, muito mais, uma curiosidade minha.

Assim, eu instalei o Premiere, mas usei mesmo o Pinnacle que veio de brinde com uma placa. Instalei o Sound Forge, mas usei mesmo o Audacity. Testei o Office, que uso no trabalho, mas usava mesmo o Open Office no notebook.

Agora comprei o Mac e, em alguns dias, adquiri o Iwork. Fui na loja, comprei e estou usando. Lindo, lindo. Comprei um Stuffit. Legal! Só que hoje tentei comprar um Quicktime pro e quebrei a cara. É impossível, pra mim, comprar. Porque o BRasil não está entre os países para os quais eles vendem online. Online, carAMBA! Depois de 40 minutos tentando achar uma solução eu pensei: caramba, seria muito mais fácil ter baixado um número de série piratex. Por que eu estou querendo pagar US$ 30 pros caras se eles não querem meu dinheiro de jeito nenhum?

Essa dissonância entre o que pensam as corporações e a dura vida real aqui no chão da fábrica é o motivo pelo qual o futuro sempre se descola do que sonham os executivos. Enquanto eles planejam, inventam o modo como vamos viver, a gente vive algo completamente diferente. E desiste de comprar um Quicktime pro. Um usuário legal a menos, amigos.

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