Promiscuidade, sim!
Eu adoro promiscuidade.
Isso mesmo. Sisteminhas monogâmicos, caretinhas, que fazem sempre as mesmas coisas são muito chatos. Por isso eu não tenho um Iphone e sempre quis PCs. Por isso tenho um Nokia N810, um N95.
Mas pretendo quebrar essa minha regrinha e meu próximo notebook será, provavelmente, um Mac Book.
O engraçado é que o motivo dessa troca tem muito a ver com o fato de que os Macs ficaram mais versáteis. ELes absorveram algumas das boas características dos Pcs sem perder o que os torna especiais: confiabilidade, qualidade, performance etc.
Tem a ver também com o fato de que os joguinhos migraram pro PSP, pro Wii, pro X-Box 360, pro PS3. Sinceramente, os Macs sempre patinaram como plataforma de jogos.
Mas eu adoro mesmo a promiscuidade dos Pcs e, agora, dos Nokia. Veja só, meu N95 roda Symbian e meu N810 (o tablet) tem um light-linux. Nos dois casos, a plataforma aberta cria oportunidades para que milhares de pessoas desenvolvam programinhas (úteis e inúteis, ainda bem).
No caso do N810, que foi lançado em novembro do ano passado, já são 177 programinhas disponíveis no repositório do maemo (o nome do linux-light), patrocinado com felicidade pela Nokia. Funciona muito bem.
Já nos celulares, o repositório é o Mosh, desenhado para funcionar também como uma espécie de rede social. A navegação um pouco confusa e frustrante, mas se você tiver paciência, vai minerar umas coisas legais.
Vai ser estranho entrar no mundo dos Macs…
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15/04/08 às 16:05
to a dois meses nesse mundo, satisfeitissimo com meu macbook. acho que é uma boa hora pra comprar um mac, o leopard tá muito bom. dica, nahora de mostrar o macbook pra alguem, comece pelo photobooth, a maioria pira!
16/04/08 às 7:07
Entre nao.
16/04/08 às 10:39
A frase chave deste texto é “A navegação um pouco confusa e frustrante”. Vamos ver se com o MacBook você acaba com essa cruzada anti-Apple em que você entrou na base do “nunca usei e não gostei” ou “use um Mac no trabalho 5 anos atrás e não gostei”.
Não, os produtos da Apple não são a Segunda Vinda de Jesus à Terra, mas o fato de haver um controle sobre o hardware (e não sobre o software) ajuda muito, principalmente caras como eu e você que já não têm todo aquele tempo livre da juventuuude pra ficar escovando bits. E no momento é isso que eu quero no meu computador e celular: ir direto ao ponto, sem gambis. Até os hacks do iPhone são assim, rápidos e rasteiros. Você, espero, vai ver que design e interface são importantes sim.
E viva os nanobots.
PS: Também acho ridículo isso de a Apple agora entrar numa de fechar a plataforma de software dela, mas o povo foi lá e passou por cima.
16/04/08 às 17:12
Sou suspeitíssimo para falar qualquer coisa em relação a isso, visto que sou usuário exclusivo de Mac desde 2001, participei de listas de discussão de macmaníacos, já trabalhei em loja de Mac, já tive mais de uma vez cartas minhas publicadas numa revista de Mac, etc.
Mas olha, hoje em dia os Macs nõa são nem de longe mais a tal “plataforma exclusiva, na qual nada de PC é compatível com ela, e tudo que é para ela é só para ela mesmo” nos anos 90 (uma parte razoável disso se baseava em mito, mas bem, isso já é uma outra história).
Hoje em dia os Macs usam as mesmas RAMs, HDs, processadores e aceitam os mesmos periféricos USB e Bluetooth dos PCs. E ele hoje em dia, com o programinha BootCamp, pode até mesmo rodar o Winows *sem emulação*, em modo nativo.
Claro que os Macs jamais conseguirão bater a “arquiietura mala aberta” dos PCs, mas o fato é que por trás dessa “limitação” sempre houve vantagens relacionadas à qualidade sa relação hardware-software dentro da máquina que torna os Macs mais seguros e mais amáveis… para seus fãs.
16/04/08 às 17:16
Apenas mais um aendo nessa conversa de compatibilidade: a grande virada se deu nos anos 2000, quando tanto os Macs quanto os PCs abandonaram as antigas interfaces de conexão (sots ISA, portas PS/2, serial DB9/DB25 e paralela nos PCs; slots NuBus, portas ADB, serial DIN-8 e SCSI nos Macs) pelas novas interfaces (USB, FireWire, Bluetooth, SerialATA).