As dores do mundo mac

Já passou de uma semana minha nova vida como mac user. Tudo muito bom, tudo muito bem. Eu passei da fase de querer instalar mil programas pra testar. Sou um usuário mais tranquilo. Só quero colocar o que me interessa e o que cabe. Um teste aqui, outro ali.

E, diferente do que acontecia no PC, quero comprar tudo que for realmente usar. Sem hipocrisia. Vários de meus softwares sempre foram legalizados. Mas, até por curiosidade, sempre instalei temporariamente programas pelos quais não paguei. O motivo era simples. Não fazia sentido pagar por algo que eu não ia usar intensivamente e que era, muito mais, uma curiosidade minha.

Assim, eu instalei o Premiere, mas usei mesmo o Pinnacle que veio de brinde com uma placa. Instalei o Sound Forge, mas usei mesmo o Audacity. Testei o Office, que uso no trabalho, mas usava mesmo o Open Office no notebook.

Agora comprei o Mac e, em alguns dias, adquiri o Iwork. Fui na loja, comprei e estou usando. Lindo, lindo. Comprei um Stuffit. Legal! Só que hoje tentei comprar um Quicktime pro e quebrei a cara. É impossível, pra mim, comprar. Porque o BRasil não está entre os países para os quais eles vendem online. Online, carAMBA! Depois de 40 minutos tentando achar uma solução eu pensei: caramba, seria muito mais fácil ter baixado um número de série piratex. Por que eu estou querendo pagar US$ 30 pros caras se eles não querem meu dinheiro de jeito nenhum?

Essa dissonância entre o que pensam as corporações e a dura vida real aqui no chão da fábrica é o motivo pelo qual o futuro sempre se descola do que sonham os executivos. Enquanto eles planejam, inventam o modo como vamos viver, a gente vive algo completamente diferente. E desiste de comprar um Quicktime pro. Um usuário legal a menos, amigos.

Marcando época em São Paulo

Depois de quase cinco anos na MONET, revista que eu desenvolvi (com minha equipe, claro), fui convocado para dar forma ao novo lançamento da Editora Globo: Época São Paulo.</p> <p>Não é uma revista semanal. É mensal. Tem 120 páginas editoriais, 60 delas com reportagens de fôlego. Tem um roteiro lindo, lindo de morrer. Tem uma equipe bacana, motivada, apaixonada, interessada em fazer uma revista moderna, inovadora, fina, antenada e, bem, linda de novo.</p> <p>Para tanto, fomos pesquisar as melhores revistas de cidade do mundo: a Los Angeles, a Chicago, a New York, as Time Out de Nova York e Londres, a Washingtonian (todas com links na barrinha aqui ao lado)… Dissecamos todas elas e separamos seus componentes para tentar descobrir o que as fazia especiais. O resultado dessa pesquisa alucinada chegou às bancas hoje.

Estou orgulhoso, lambendo a cria. Convoco você a comprar a Época, que está ótima, e ganhar sua Época SP. As duas vão sair juntas toda última semana do mês.

A capa do número 1 é uma declaração de amor à São Paulo, com 50 motivos pelos quais amamos a maior cidade do país. A edição traz também uma reportagem sobre o que aconteceu com a família de Rafael, vítima do terrível crime da rádio USP, cometido em outubro de 2005, e um dia na vida de Gilberto Kassab. Por fim, falamos dos novos talentos da comédia Stand-Up, um negócio que está virando mania em São Paulo, e da explosão dos condomínios que mais se parecem com clubes sociais. Será que isso é bom mesmo? Tudo isso ilustrado com fotografias registradas por alguns dos melhores fotógrafos do país.

Não deixe também de conhecer o site, que estreou hoje ainda em versão beta.

Visite: www.epocasp.com.br

Me rendi à seita…

Eu até que resisti bastante. Minha experiência com Macs no trabalho foi decepcionante e, por isso, acabei nunca comprando um. Mas agora chegou o momento de comprar um notebook novo e resolvi tentar me apaixonar pelas maquininhas do Steve Jobs.

Não foi difícil. Comprei um Mac Book preto, com 2,4 ghz de velocidade, 250 de HD e 2 giga de memória. Em algumas horas, babei no videochat, no photobooth e fiquei impressionadíssimo com o ivideo. É sensacional.

Outras coisas curiosas. Enquanto eu nunca consegui, em seis meses, conectar meu notebook com o Vista ao outro com o Xp, o Mac fez isso instantaneamente. Já peguei vários vídeos do velho amigo pro novo. Não doeu nada. Da mesma forma, como tenho bluetooth embutido, não foi nada difícil transferir fotos e vídeos do N95 pro HD. Até aqui, isso foi o mais legal. O mundo Mac não tem dores enormes pra fazer coisas que deviam funcionar meio que naturalmente. As coisas simplesmente seguem seu rumo sem grandes surpresas. Nada de escovar bits…

Agora baixei um OpenOffice para mac, azureus, Skype… E estou com tudo que preciso pra nem lembrar que já tive um PC…

Só não postei antes porque estava tentando resolver o problema de acentuação em português. Como se vê aqui, consegui. Foi a única coisa que me deu algum trabalho. De resto, foi só prazer de descobertas diversas.

Mal amada descontrol

Eu já falei com vários amigos sobre minha tese de que a profissão de atriz destrói a sanidade das mulheres. Elas passam dos trinta completamente desequilibradas emocionalmente. Como eu cobri TV por anos, incluindo programas feitos no exterior, descobri que isso é um fenômeno internacional.

Não é machismo. Por algum motivo que eu não sei qual é, o efeito nos homens é diferente. Talvez seja o fato de que a indústria é machista e exerce uma enorme pressão sobre essas mulheres. Um dia, elas quebram…

A mulher traída desse vídeo do You Tube é atriz. Só tendo isso em mente para entender como é que uma pessoa pode ser capaz de:

1. ter um olhar tão maluquete
2. pagar um mico tão horroroso
3. em vários momentos não falar coisa com coisa

Promiscuidade, sim!

Eu adoro promiscuidade.

Isso mesmo. Sisteminhas monogâmicos, caretinhas, que fazem sempre as mesmas coisas são muito chatos. Por isso eu não tenho um Iphone e sempre quis PCs. Por isso tenho um Nokia N810, um N95.

Mas pretendo quebrar essa minha regrinha e meu próximo notebook será, provavelmente, um Mac Book.

O engraçado é que o motivo dessa troca tem muito a ver com o fato de que os Macs ficaram mais versáteis. ELes absorveram algumas das boas características dos Pcs sem perder o que os torna especiais: confiabilidade, qualidade, performance etc.

Tem a ver também com o fato de que os joguinhos migraram pro PSP, pro Wii, pro X-Box 360, pro PS3. Sinceramente, os Macs sempre patinaram como plataforma de jogos.

Mas eu adoro mesmo a promiscuidade dos Pcs e, agora, dos Nokia. Veja só, meu N95 roda Symbian e meu N810 (o tablet) tem um light-linux. Nos dois casos, a plataforma aberta cria oportunidades para que milhares de pessoas desenvolvam programinhas (úteis e inúteis, ainda bem).

No caso do N810, que foi lançado em novembro do ano passado, já são 177 programinhas disponíveis no repositório do maemo (o nome do linux-light), patrocinado com felicidade pela Nokia. Funciona muito bem.

Já nos celulares, o repositório é o Mosh, desenhado para funcionar também como uma espécie de rede social. A navegação um pouco confusa e frustrante, mas se você tiver paciência, vai minerar umas coisas legais.

Vai ser estranho entrar no mundo dos Macs…

Especial do American Idol

Já que eu não tenho tempo para escrever demais, deixo aqui alguns clipes do especial do American Idol, o Giving Back.

Primeiro esse aqui, sensacional, com a Celine Dion e ninguém menos que Elvis no auge. Só fiquei com pena dele ter que fazer dueto logo com essa mala…

Veja como eles fizeram isso…

E curti esse videozinho bobo com Staying Alive.

Ah, e tem uma apresentação da Band from TV.