Arthur Clarke (16.12.1917-19.03.2008)

Ele morreu e, como meus maiores ídolos (Sagan, Asimov…), não quis funeral religioso.

É bom, porque adoram inventar que grandes ateus da história humana ficaram religiosos perto do fim. O que não é verdade.

Arthur Clarke foi grande. Mudou minha vida, junto com alguns outros autores relevantes de ficção e divulgação científica. Quando eu era adolescente, cheio de idéias subversivas de que o mundo não era exatamente como andavam me dizendo que era, foram ele, Asimov, Sagan, Stephen Jay Gould e alguns outros cientistas e escritores que me ajudaram a entender que eu não estava só. Que aquelas idéias não eram tão estranhas e absurdas. Tendo sido criado numa família católica, eles foram minha vela na escuridão.

Todos foram embora. Ontem foi a vez de Clarke, o último deles. Deixou um legado indiscutível.

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