Conexão com Manhattan

No processo de fechar um texto sobre minha visita ao estúdio em NY no qual o Manhattan é gravado, esbarrei em um blog de fãs e, lá dentro, descobri um documentário feito por estudantes de jornalismo. A edição é compreensivelmente claudicante, mas o resultado final é bem legal.

Posted in TV

O fenômeno Obama

A superterça segue seu rumo. Seja ou não indicado pelo partido Democrata, Barack Obama marca época por ter achado o jeito, a linguagem, as idéias que mobilizaram a nova geração.

Para sentir o que é ser um candidato a candidato a presidente pop, curta o remix de um de seus discursos num clipe dirigido por, Jesse Dylan, o filho de Bob Dylan.


E, se você tiver ficado curioso, confira o discurso completo.

Gente (quase) como a gente

Depois de vários anos entrevistando atores de TV e cinema, posso dizer que eles não são como nós, não. Digo, são no sentido de que vão ao banheiro, precisam respirar, beber água e vão morrer um dia (provavelmente). Mas são ricos, famosos ao quadrado e isso os separa do resto do mundo de uma forma que só quem vive em seus sapatos pode saber. Ainda assim, alguns deles conseguem manter a cabeça mais ou menos no lugar. Esses aparecem nesta lista da revista Radar de celebridades que mais parecem ser normais

Spoilers? Revelações?

Acabo de escrever e o Cris reclamou que eu revelei um segredo do filme. Mais embaixo, um leitor comentou que eu não podia ter revelado uma surpresa de Lost. No caso do Cris, eu fiz um comentário genérico que faz sentido pra ele, que viu o filme. No segundo, falei de um negócio que se revela no teaser do episódio.

Em essência, as pessoas estão obcecadas ao ponto de que não há mais como conversar sobre nada direito. Fica todo mundo andando em círculos pra não fazer nenhuma revelação. Uma chatice tremenda.

Não estou falando de gritar “o Bruce Willis está morto” pra quem está entrando numa sessão de “O Sexto Sentido” (puxa, foi mal. revelei o segredo de um filme de 10 anos atrás!). Nem de revelar quem matou fulano. Discute-se aqui a revelação de detalhes pequenos, de informações genéricas, de teasing natural nas conversas de amigos.

Foi mal, pessoal. Mas no meu site pessoal, as coisas vão funcionar do meu jeito. É muita chatice.

O monstro da ilha da grande maçã

Nova York foi pro beleléu de novo. O que mudou é que agora nós sabemos, mais ou menos, como seria o dia do juízo final, porque temos como base referências de vídeos do 11 de setembro. Não é casual (nem um pouco, mesmo) que Cloverfield, que estréia na semana que vem, lembre tanto aquele documentário dos irmãos franceses gravado no terror da queda das torres gêmeas, pouco mais de seis anos atrás. E que lembre, também, as imagens que vimos pela TV, ao vivo.

Em 1999, eu vi A Bruxa de Blair em Los Angeles, num cinema na Santa Monica Blvd, à meia-noite. Fiquei numa fila que entrava por um beco escuro, vi o filme no climão de uma audiência totalmente eltrizada e depois peguei um taxi que foi atacado por um tijolo no meio da madrugada. Ainda assim, mesmo com toda essa experiência sensorial, naquela época a gente ainda ficava meio incomodado com a idéia de que alguém poderia filmar e filmar situações tão desconfortáveis com sua câmera.

clover01.jpg

Isso foi em 1999. Depois do 11 de setembro, do tsunami, do Katrina, dos atentados na Espanha e na Inglaterra, do You Tube, dos celulares com câmeras de qualidade superior ao SVHS, ficou claro que essa é a nova realidade. Que faz sentido, sim. Resta saber se isso é bom ou ruim.

O fato é que, por conta disso tudo, Cloverfield é intensamente contemporâneo e muito, muito bem bolado. Para completar, tem uma história de amor, drama, amigos se arriscando para salvar uns aos outros e tudo mais que um filme-catástrofe (ou melhor, de monstro) tem que ter. Só que inteligentemente empacotado de forma a quase nunca te fazer pensar que algo está fora do lugar (fora o, hum, monstro). O final, bem… O final vai incomodar muita gente. Mas é genial. Quase poético. Mesmo sendo telegrafado desde o início do filme. Provavelmente vai virar franquia e todas as idéias geniais vão ser jogadas pelo ralo. Mas esse primeiro filme é entretenimento arrepiante, arrasador. Basta vê-lo com a expectativa calibrada.

O rio segue seu rumo

nocountry.jpg

Josh Brolin, Javier Barden e Tommy Lee Jones, em Onde Os Fracos não Têm Vez

Ah, irmãos Coen, eu estava com tantas saudades. Eles voltaram em ótima forma com um filme maduro, profundo, reflexivo, brilhante. Candidato forte aos Oscars de filme e diretor.

É, em princípio, um faroeste para revisar o gênero. Se os velhos filmes com John Wayne eram sobre honra, moral, respeito, valores caríssimos. Aqui, há um senso de niilismo, de que esses valores estão ultrapassados e que agora reina… reina… Agora vivemos em uma terra de ninguém.

O personagem de Tommy Lee Jones acha que o mundo se perdeu, se corrompeu e que as pessoas não ligam umas para as outras. O mundo é como é, sem roteirista, sem ordem, sem justiça. Os eventos se sucedem, causa e efeito. Heróis morrem, vilões seguem matando pessoas inocemtes e não há uma lei maior nos protegendo disso tudo. Bem-vindo à vida adulta.

Para dizer isso tudo, os Coen usam uma linguagem contemporânea, recortada, montada em cima de banalidades. Esta última parte ja era um traço de outros filmes deles, mas aqui a coisa é turbinada. O personagem de Tomy Lee Jones, por exemplo, tem uma entrada completamente corriqueira, sem grandes alardes e personagens que parecem ter importância vão sucumbindo de forma completamente aleatória e sem motivo aparente. Quando o filme parece caminhar para aquelas catarses que o espectador adora, o rumo muda. Sem concessões. Até o final é brusco. Os espectadores ao meu redor ficaram chocados e irritados.

Eu fiquei estupefato. O elenco está impressionante. Barden não me impressiona além da conta, não. Está ótimo, provando que é um profissional de primeira. Treinou bastante o inglês das poucas falas e ficou realmente assustador. Tommy Lee Jones impressiona com seu rosto marcado e sua expressão de desencanto. Josh Brolin mata a pau e me surpreendeu de verdade. Se você for preparado para ver um filme de gente madura, no qual os autores não tentam fazer agradinhos à platéia, vai amar cada segundo.

Oceanic Six

Ok. Já sabemos que Jack, Kate e Hurley conseguiram escapar da Ilha, conforme revela o primeiro episódio da quarta temporada. Como eles fazem parte do que a mídia chamou de Oceanic Six, faltam três sobreviventes… Alguma idéia de quem são?

Curti muito o primeiro episódio. Lost é uma das melhores séries que já vi na vida e ainda nem acabou. Os caras conseguem mudar de rumo e deixar a gente sempre um passo atrás. É genial.

Atrasado: Microsoft+Yahoo

E todo mundo achava Bill Gates bonzinho nos últimos tempos. Quem achava que ele ia se entregar sem uma boa briga ignora que não foi por acaso que ele se tornou o homem mais rico do mundo. Seteve Jobs é um artista sempre interessado em fazer o melhor. Gates quer vencer. Falavam que ele queria comprar o Google. O cara calculou, julgou que podia fazer frente pagando menos e foi ao ataque.

Será que isso significa que nem o Yahoo vai funcionar mais? Que vamos ter mensagens de erro nas buscas, no webmail e em tudo mais? Será que o padrão borra-botas da Microsoft vai vazar para a rede? Estou curioso pra ver o que vem a seguir.

Agora vou pra rua.