Crime para quem?
Bruno Rafael Paulino, 25, foi preso porque, dizem a polícia e a Oi Telefonica, roubou sinal de internet. É um daqueles casos bizarros em que advogados de grandes empresas inventam um crime intangível que só interessa a eles e jamais ao usuário.
Vejamos. Bruno queria internet na sua casa, mas o Velox (da Oi) não entregava o sinal, provavelmente porque não via interesse em instalar numa zona de baixa renda. Só que ele teve uma idéia. Pediu uma conexão na casa de uma amiga, instalou lá uma antena e transmitiu o sinal até sua casa, a três quilômetros de distância dali. Em seguida, montou uma pequena rede e revende o acesso para moradores do local. É coisa pequena, o acesso do Bruno é de 300 kbps, dividido entre 10 computadores e mais alguns que usavam o acesso à rede nas residências ao redor. Como ele revende o acesso, virou criminoso. Foi preso e responde em liberdade.
Se você pensar bem, é a mesma coisa de uma pessoa alugar um filme na locadora e chamar os amigos para verem na casa dele, cobrando um ingresso de cada um. Lembrando que isso é crime também.
Mas crime? É. É sim. São esses crimes intangíveis que inventaram porque as corporações precisam proteger seus interesses e, se a gente não se mobiliza, só nos resta uma rotina de advogados e audiências com juízes. Os americanos inventaram o “uso justo” (fair use) de bens intelectuais. O mix tape, a exibição coletiva, são práticas não-criminosas porque não envolvem lucro. São trocas sociais informais.
Bruno cometeu uma infração porque vendeu o sinal, o que fere os termos de uso da Telefônica. Mas isso é crime onde mesmo (ok, deve ter alguma lei que diz que isso é crime, amigos advogados, socorro)? Eu compro dez litros de água, coloco numa mesinha no corredor do meu prédio e revendo para a vizinhança. Compro 30 pãezinhos no centro e revendo no meu prédio. Onde está o crime nisso, caramba? Mesmo que eu faça isso todos os dias.
Mas quando você faz isso com o sinal do Velox ou com o filme que alugou, fica em apuros. E todo mundo acha normal. Certas coisas são tão definitivas que viram verdades inquestionáveis. Mas quando foi mesmo que esses caras passaram a poder sufocar todo tipo de empreendedorismo, de inovação, de idéia que resolva um problema? Afinal, até onde eu sei, a Telefônica se recusava a distribuir sinal no local. Porque será que eles não fizeram algo parecido com o que o Bruno fez? De novo, porque eu já disse isso várias vezes, quando deixamos de ser cidadãos e viramos meros consumidores, nos entregamos aos lobos. Vamos tomar vergonha e resolver isso?
(A notícia que deu origem a este post foi lida na Folha de São Paulo)
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24/02/08 às 8:05
[...] Mais um cidadão transformado em criminoso em nome dos direitos comerciais de uma grande em presa sem que nenhum dano fosse feito à sociedade. É pra isso que servem nossas leis? :: Escrito por Cristiano Dias, dia 24 Feb 2008, 08:04, em Rápidas. [...]
24/02/08 às 12:58
Opa Alexandre!
Chegei aqui via Cris Dias e concordo em gênero, número e grau contigo… é um legalismo hostil por nada!
O que eles ganharam com isso? Da minha parte, antipatia apenas!
[]’s
Sérgio F. Lima
24/02/08 às 13:42
É triste mesmo… tem certas coisas que me envergonham profundamente.
24/02/08 às 14:08
É ilegal? Essa pergunta deveria ser suficiente, mas tenho outras:
A empresa não deveria defender seus direitos, adquiridos por milhões do Estado? A empresa não deveria ter esses direitos? O que foi que ela comprou na licitação então? Internet banda larga é um serviço de primeira necessidade?
O sujeito tem direito a internet de graça? A empresa deveria oferecer o serviço onde não dá lucro, como boa samaritana?
O Estado poderia abrir mão de cumprir a lei diante de uma denúncia?
O fato de que ele porventura o faça em outros casos, torna isso certo?
Não há nenhuma empresa concorrente que ofereça o serviço na região? (nem mesmo o acesso wireless das operadoras de celular via usb?)
E se em cada rua surgisse um espertalhão fazendo a mesma coisa? Que fim teria? Você sabia que vans ilegais já acabaram com uma linha de ônibus na zona oeste do Rio? E que essas vans não passam em horários que o ônibus passava?
A tolerância com a ilegalidade é o que estraga esse país.
E o imbecil não está nem preso, vai pagar umas cestas básicas e pronto.
24/02/08 às 14:22
E se você tivesse ações da Oi, teria a mesma opinião?
24/02/08 às 18:34
Olá, Alexandre.
A conduta que você descreveu configura um crime sim. Ele utilizou um acesso ilegal e , ainda por cima, revendeu o acesso a terceiros. O Código Penal possui um artigo (art. 155, §3°) que prevê como crime o furto de energia com conteúdo econômico (luz, banda de internet etc).
É uma situação muito parecida com aquele sujeito que aluga um ponto da net e revende o seu acesso a outros. Isso existe em muitas favelas do Rio de Janeiro, sob o nome de “Gato Net”.
Veja bem que é bem diferente de você alugar um filme e ver com os amigos. Você não se apropria de nada e nem obtém lucro com isso, ao contrário das duas situações acima.
No mais, parabéns pelo blog.
Abraço,
Walter
24/02/08 às 21:14
Zeca
Eu tenho ações da Oi. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.
24/02/08 às 21:22
[...] Alexandre Maron, em seu blog, relatou a história com opinião muito bem fundamentada. Cheguei ao post de Maron através do Kleverson, que linkou post do CrisDias, que linkou o post original de Maron. [...]
24/02/08 às 21:29
Belo post. Imagino como seria diferente a atuação da polícia caso Bruno Rafael ligasse repetidas vezes à empresa reclamando que a conexão não chegava nem perto dos prometidos 300k.
Falei desse post e coloquei minha opinião aqui: http://tinyurl.com/2tsfp4
Abraço.
24/02/08 às 21:53
Acho que uma questão importante é o cliente/usuário poder fazer o que quiser com o produto que adquiriu, dentro do contrato que assinou.
No caso da redistribuição de acesso à internet, o contrato com o provedor restringe esta prática, então ele “feriu” o contrato, sendo este um problema do provedor com o cliente.
Em um outro caso citado, como vans clandestinas que “acabam” com empresas de transporte publico oficiais, vejo isso como uma manifestação do capitalismo: pessoas/empresas atendendo necessidades não sanadas pelo “sistema oficial”, buscando outras possibilidades e talvez refinando a solução.
Obviamente, ao entrar em um transporte clandestino o passageiro está ciente das “condições do contrato”, como por exemplo falta de seguro e segurança ou compromisso com a regularidade ou pontualidade.
Agora quando o produto é intangível, como um filme ou uma música, o assunto fica mais complicado… Ao cantarolar uma música eu devo para royalties para um artista/gravadora?
24/02/08 às 22:11
Ótimo post, e realmente as provedoras de acesso à Internet ABUSAM da boa-vontade do consumidor no Brasil.
PRECISAMOS arrumar uma maneira de conseguir acesso à Internet sem depender dessas grandes operadoras que nos f*dem o tempo todo…
24/02/08 às 23:43
É crime ? Sim! Deveria ser? Talvez não. Mas a verdade é que há muito mais em jogo, já que, como o Zeca disse, a empresa pagou para poder prestar akele serviço, o que não aconteceu (considerando as proporções) no caso do rapaz que revendeu a conexão.
Estranho o Sérgio Lima falar que eles ganharam só antipatia. Cada um por si, defender os próprios direitos, e ainda sendo a favor da lei, causa antipatia. Quando as empresas são grandes demais, parece errado defender os direitos dela, já que já são ricas, estar do lados dos mais fracos parece ser mais “bonitinho”.
Meus dois centavos!
25/02/08 às 1:16
Esse caso é interessante!
Pelo que eu entendi, ele foi processado por dividir o sinal e cobrar a mais por isso, mas, se ele tivesse cobrado o valor exato dividido entre os usuários, constituiria crime?
suponhamos que ele morasse em uma casa que tivesse os dez computadores como se fosse uma lan, tambem seria crime?
nesse caso entendo que se tivesse cedido o sinal gratuitamente, sem cobrar por isso, e as pessoas por reconhecimento quisessem dar a ele algum dinheiro todo mês, isso não seria crime, pois seria tudo voluntário.
Me corrija se eu estiver errado.
25/02/08 às 1:18
O que é meu, eu divido com quem eu quiser.
25/02/08 às 1:30
Então você entende que as corporações são feitas também por pessoas comuns, não apenas por magnatas em castelos nababescos. Essas pessoas também precisam ter seu patrimônio protegido. Veja que não estou defendendo o encarceiramento do sujeito, mas não acho que ele seja a vítima de uma injustiça.
25/02/08 às 2:16
O único erro do rapaz foi revender.
Talvez, se ele cobrasse somente uma manutenção pelas instalações ele estaria a salvo, estaria dentro da lei.
O sinal da antena é somente uma extensão da rede dele.
É comum ter acesso a rede wi-fi entre vários andares em um prédio.
É comum ter acesso a rede wi-fi de vizinhos.
É comum ter o compartilhamento da conexão da internet.
25/02/08 às 3:24
Alexandre
Na minha opinião, o sujeito está certo, pois as operadoras formam um cartel, que apesar de anunciarem o contrário, manipulam os preços de serviços.
Para voce ter uma idéia, eu solicitei o Velox para minha residência há mais ou menos dois anos, recebi o modem e a cobrança, mas o sinal NADA… após muito reclamar com a Oi, cancelaram as cobranças, mas nem me deram mais explicações sobre quando o serviço será disponibilizado (pelo visto, acho que tão cedo não terei acesso rápido no computador).
E não é só na telefônia que esse problema ocorre: água, energia elétrica, IPTU, IPVA são outros exemplos de cartel que temos tolerar e pagar.
Por isso que sou partidário da PIRATARIA - uma maneira de SOCIALIZAR bens e serviços que na maior parte das vezes são inatingiveis para muitas pessoas… Eu sei que muitos irão condenar minha opinião, mas quem não tem um programa pirata no computador, quem nunca baixou (ou comprou) musicas em MP3, quem nunca viu ou adquiriu um DVD pirata? Estará mentindo que disser que não à pelo menos um desse itens citados (no meu caso eu faço TODOS).
Podem começar o apedrejamento !!!
25/02/08 às 5:36
Bom, a telefônica estava recebendo pelos serviços prestados certo? Por isso, concordo que o conceito de “crime” aí é um pouco estranho.
Mas por outro lado, o rapaz estava gerando lucro a partir de uma infraestrutura que ele não desembolsou um centavo para montar (ok, fora a antena dele e o resto para distribuir o sinal).
Ainda, por outro lado, a telefônica não mostrou interesse em distribuir o serviço ali.
Mas também esse tipo de investimento é alto e precisa, sim, ter uma justificativa econômica.
No final das contas, para mim, o problema é que o mundo acha que tudo tem que ser resolvido na base do processo/porrada. Pq a telefônica não pensou em um acordo com o rapaz? Talvez incentivar pequenos empreendedorismos como esse fosse uma solução viável para a empresa? Mas por outro lado, se a Telefônica fizesse uma proposta ao rapaz de abrir uma pequena empresa lícita para a distriubição do sinal e fazer um acordo será que ele toparia ou decidiria que ele é esperto demais pra isso?
No final das contas não consigo ver a situação tão em branco-e-preto. Os dois lados tem problemas e cometeram erros. Mas acho que isso não precisaria ser resolvido no esquema “vai pra prisão”.
Mas concordo quando você diz que “e a gente não se mobiliza, só nos resta uma rotina de advogados e audiências com juízes” e que “quando deixamos de ser cidadãos e viramos meros consumidores, nos entregamos aos lobos.”
E sim. Esse assunto merece ser discutido.
25/02/08 às 10:55
Que absuuurdo! Eu já vi vááárias “redinhas” instaladas em vilas onde amigos moram, em prédios onde os vizinhos se ajudam, algumas vezes eles dividem a conta e outras um deles cobra um valorzinho idiota, tipo simbólico só ´pra continuar com o compartilhamento de informação…nenhum deles foi preso por isso!!! E muitos deles até trabalham em empresas que fornecem internet banda larga …
25/02/08 às 10:56
Não é errado ? O cidadão pega o produto de outra empresa, revende e isto não é errado ? Você pode falar que o Velox está errado de não prover sinal para o pessoal de baixa renda, que os preços são escorchantes, que banda larga é imoral porque privilegia a elite, infindáveis argumentos. Mas isto não invalida o argumento da empresa de que aquilo é um crime.
A meu ver, o seu argumento é perigoso por 2 razões:
1) porque vai na linha ’se eu não consigo o que quero eu pego mesmo !’.
2) porque assume que um erro pode justificar um crime. E isto pode ir muito, muito longe
Concordo que deva haver mobilização mas isto não tem nada a ver com praticar algo ilegal (isto lembra-me aquele gracejo: o mundo não me dá condições de eu ter uma casa na montanha e eu sei de tantas desocupadas … que tal se eu pegar uma delas ? o proprietário nem vai lá mesmo …)
25/02/08 às 11:18
Olhe, temos até advogados dando consultoria. O que eu quero falar aqui, que não é um tribunal, é de outra coisa. É da origem da lei. Vocês realmente acham que todas as leis surgem de algum objetivo nobre de colocar ordem na sociedade? Se é isso, estão sendo profundamente inocentes.
Se o negócio é crime mesmo, a Justiça vai decidir, com base nas leis que foram legisladas. Pra mim, o que a sociedade precisa fazer é estar atenta a leis que não são justas, ou que são criadas para defender interesses que não são os da sociedade, mas de grupos econômicos ou políticos. De novo, nossos advogados de plantão (benditos sejam) podem contar alguns casos em que leis foram criadas por objetivos não exatamente nobres.
Dito isso, acho que revender o produto de outrem é uma das bases do capitalismo. Comprar por um preço, distribuir e revender. FOi assim que as TVs a cabo nasceram nos Estados Unidos, por exemplo. Eram lojas tipo as Casas Bahia que queriam vender televisores em cidades nas quais os sinais de TV eram uma droga. ELes criaram a infra para “engarrafar” o sinal e mostrar como TV era suuuuperlegal.
Revender nunca foi crime. E pelo que eu estou vendo, só é crime em certos setores da economia. Vamos questionar isso um pouco pra poder tirar uma conclusão?
25/02/08 às 13:34
Ontem assim que li seu post, escrevi nos comentários, mas ai cliquei errado e puff tudo sumiu… Não ia escrever mais, mas resolvi ler novamente e reescrever até para comentar que muita gente aqui de cima não entendeu o problema.
Concordo com você Ale, que as leis, são escritas para defender interesses, algumas da sociedade como um todo e outras de grupos economicos e politicos com capacidade de $ aglutinação e influencia $.
O que ocorreu com o Bruno, foi no estado do Rio de Janeiro. Ele montou um negocio de distribuição de conectividade IP, para uma micro região chamada Arsenal em São Gonçalo, Rio de Janeiro.
Numa nóticia publicada no Jornal O Dia (veja online http://odia.terra.com.br/rio/htm/bando_fraudava_acesso_a_rede_145767.asp ). o texto cita o a policia dizendo que o Bruno poderia estar trabalhando para Milicias, no artigo da Folha linkado no 2Jovem ( http://www.2jovem.com/viewtopic.php?t=64823&sid=4135b9b72f8e5ebaee55b2bb83a05811 ), depoimentos de policiais que atuaram na prisão, reafirmam que o cara é um criminoso da pior especie.
O que eu vejo é que estes caras da Policia, não tem a menor ideia, ou pior se fazer passar como não tendo a menor idéia, do que estão fazendo. A unica coisa que o Bruno fez, foi desrespeitar uma regra ilegal e draconiana do contrato com a Oi (concecionaria de telefonia do Rio de Janeiro, que esta chegando em São Paulo), afora isso muito provavelmente ele não tinha a licença da Anatel (que segundo esta discursão em Forum especializado em Telecom, datada do ano de 2003, viria a custar algo como R$ 300,00)
Aqui em São Paulo eu posso listar pelo menos uns 10 clientes meus que eu já fiz trabalhos parecidos, com um pouco de tempo posso listar mais de 50.
Para quem faz monta e disponibiliza este tipo de serviço, a idéia é prover serviços e produtos onde a Cia Telefonica ou outras empresas não podem ou não tem interesse em atuar. A processo todo, não é feito como um gato, não tem relação alguma com Gatonet (de tv a cabo), por ironia alguns aqui nem sabem que o Ale, trabalha numa empresa do grupo controlador da NET e que até pouco tempo atrás era editor chefe da Revista Monet, que tem o guia de programação completo da NET.
O que o Bruno fez e que outras pessoas fazem é ter uma assinatura de conecção IP em Broadband (Banda Larga), conectar este link a um roteador Wireless (GLink, Edmax), numa caixa selada e liga-lo a uma antena Omni de 15DBI ( http://www.someranetwork.com.br/produtos.asp?produto=203 ) e dai permitir que clientes dotados de uma plaquinha Wireless, e ou com um outro roteador e antena, acessem a rede se fio que compartilha o link de internet.
Tudo que é trafegado nesta rede é pago no plano de banda larga, feito pelo Bruno (no caso dele foi feito em nome da mãe dele, um plano de 300Kbits, que nem pode ser considerado banda larga em minha opinião).
Bruno deveria distribuir o sinal no maximo a uns dois quilomentros, tecnicamente e teoricamente poderia ser mais, mas a topologia conta muito em WiFi 2.4GHz, que preferencialmente pede visada entre as antenas.
Rua onde o Bruno, assinava o serviço Velox. http://www.google.com.br/maps?f=q&hl=pt-BR&geocode=&q=Rua+Expedicion%C3%A1rio+Alu%C3%ADsio+de+Farias+,+Rio+de+janeiro&sll=-22.839992,-43.005494&sspn=0.011905,0.019548&ie=UTF8&ll=-22.839873,-43.005552&spn=0.011905,0.019548&z=16&iwloc=addr
Numa GatoNet, a operadora não recebe pagamento de ninguêm.
A argumentação dos policiais de que ele o Bruno estava roubando, analisando as informações disponiveis nos links das nóticias é totalmente erronea. O que precisa ser feito na minha opinião é um contato com a familia do rapaz, para saber se ele esta sendo bem acessorado juridicamente, informar o pessoal do Abusar.org.br e até do comite Gestor de Internet.BR.
Outro ponto é escrever um e-mail para a Oi e questionar sobre o caso. Eu vou procurar escrever agora e questinar a empresa sobre este fato, dizendo ser contrario a interpretação dada e que esta interpretação influncia negativamente a minha avaliação sobre a empresa.
Isso vindo de uma consumidor que gasta um valor consideravel em telecomunicações e de um profissional que possui forte influencia e até decisão final sobre quais os serviços de telecomunicação que meus clientes vão utilizar.
Estou pensando em coordenar uma abaixo assinado em conjunto com alguns meus fornecedores. O lance e se mobilizar e lutar contra esta injustiça.
25/02/08 às 14:15
eu compartilho NET pelo meu wifi de casa com 2 visinhos e nao cobro nada, O pessoal usa pouquinho mas usa, isso faz de min um criminoso?
25/02/08 às 14:16
digo digo … vizinhos
25/02/08 às 14:38
O Zeca e o Walter Capanema colocaram a questão muito bem. O Alexandre caminha mais para uma questão filosófica: é crime, mas deveria ser? Eu acho que, de fato, deve haver um mecanismo legal que proteja quem participa de licitações e adquire a concessão de um serviço público. Por isso a comparação com os pãezinhos me parece equivocada. A redistribuição do sinal - ainda mais com fins comerciais - é proibida, ilegal, e deve mesmo ser criminalizada. O que o Bruno fez foi lucrar em cima do trabalho dos outros.
25/02/08 às 15:30
Dia 19 de dezembro de 2007, me mudei de Piracicaba/SP para Americana/SP e pedi transferencia da linha telefonica e sinal do speedy. Depois de 60 dias brigando, acionando Anatel e Procom, desisti por não conseguir ter internet na minha casa.
nem a Anatel consegue multar a telefonica!
Absurdo.
Conto mais sobre isso no meu blog http://www.gazetta.com.br/blog/parabens-telefonica/
25/02/08 às 17:16
Discordo Dawalibi, o Bruno ou outras pessoas não estão enganando ninguêm, estão prestando um serviço, sendo empreendedoras e é de mais umas 200 milhões de pessoas empreendedoras que este mundo precisa.
Se você esperar pela concecionaria de telecomunicações, bem é mais fácil vc se mudar do que chegar conectividade a algumas regiões. Isso porque estamos falando do Rio de Janeiro e mesmo de alguns bairros de São Paulo e da grande São Paulo, aqui em SP, na casa verde, não tem mais portas no DG da Telefônica, com isso nada de novas instalações de Speedy (ADSL), em Guarulhos, determinados bairros do tamanho de cidades da Europa, estão fora dos planos da compania.
Internet hoje não é luxo, é necessário e deve ser ainda mais disseminado.
O que talvez venha mudar um pouco isso é o WiMAx, que aliás foi e esta sendo barrado por pressão das concecionarias de Telefonia. Com o WiMax, seria possivel colocar cidades inteiras no mapa da integração digital.
Então é o seguinte chega de conversa e apoie a campanha Free Bruno.
Abs
Edu Lima
2/03/08 às 15:14
Adevas e manés: o cara estava PAGANDO pelo acesso na casa da amiga. Não roubou nada! Apenas não respeitou uma cláusula leonina, o monopólio concedido pelo estado, esse intrometido que só é chamado por empresários quando tem que defender seu monopólio sujo. Para ter lucro, o cara teria que revender mais caro do que a Oi. Pelas leis não-escritas do capitalismo, a Oi poderia vender o acesso mais barato que ele. Mas não tem interesse. Rale-se!
BTW, toda “propriedade intelectual” é um roubo!
3/03/08 às 15:23
Concordo com o Tigo. O erro dele foi ter cobrado pelo serviço do gato!
4/03/08 às 1:47
O crime, no caso, não foi “roubo”, mas ter quebrado um contrato (cláusula leonina, mas vá lá…) e não ter licença para distribuir acesso internet. Mas a agência que dá essa licença, a Anatel, vejam só, há dez anos comete crime contra o consumidor ao obrigar os usuários de banda larga a pagarem por uma autenticação absolutamente desnecessária. Milhões e milhões de reais foram para o bolso de grandes provedores internet com a cumplicidade da Anatel. ISSO é roubo, não revenda internet.
6/03/08 às 9:35
Caso ele desejasse revender acesso Internet, ele deveria ter adquirido um link IP dedicado(que o preço é maior, mas lhe dá direito de fazer o que bem entender com ele).
Outro problema, a exploração do uso de sinal wireless em frequencia aberta só pode ser feito, para pontos com CNPJ/CPF diferentes por quem possui licença SCM.
Então, não é crime ele comprar o ADSL na casa da Amiga, em seu nome, e jogar via wireless prá sua casa, do mesmo jeito que não é crime eu ligar matriz/filial via wireless, nao preciso pagar nada.
O crime ocorre porque ele explorou comercialmente esta faixa de frequencia(o que exige licença CSM) e revendeu o acesso ADSl, proibido em cotnrato.
As leis de telecom existem para serem cumpridas, exatamente para não virar um “ninho de gato”, a exemplo do que ocorre co rádios piratas.
1/05/08 às 19:54
Boa noite..
O que o Bruno fez e crime sim, pois para qualquer empresa para começar a fazer transmição de sinal Via Radio tem que ter autorização da Anatel, que não e barata chega a uns R$14.000,00, so a licença mais quase R$2.000,00 por cada torre( base _ antena transmissora ) . sendo que tem que alugar um link dedicado de pelo menos de 1 a 2 Megas, que varia de R$1.800,00 a R$2.900,00. e no contrato do link vc tem que ter autorização para retransmiti-lo para fins lucrativos.
Pois assim seria facil, um monte de provedores piratas espalhados pela cidade utilizando velox, e amplificador de potencia na antenas, dai sujer outro comercio ilegal como ja vi…. tecnicos da Oi, vendendo linha com viabilidade do velox por R$1.000,00.
Dai vai… por isso que o nosso pais esta deste jeito…
1/05/08 às 22:51
É crime porra nenhuma divido velox mesmos se eu tenho porque meu visinho nao pode ter as operadoras que tem que ter vergonha na cara e espandir a internet banda larga duvido se um filho de papaizinho tivesse internet discada e na casa do vizinho que trabalha o dia inteiro tivesse velox duvido se ele num ia entrar nessa tenho velox nao sou rico trabalho o dia todo e divido velox com uma loja de tenis de marca sao pessoas ricas e esao no meu gao velox falou abraço para os contras vc sao tudo otarios!!!!!!!!
9/05/08 às 2:12
roubo não foi pois ele pagava a assinatura, seu erro foi ter cobrado, mas crime mesmo é o q anatel faz contra o consumidor ao obrigar os usuários de banda larga a pagarem por uma autenticação absolutamente desnecessária…. O Q BRUNO FEZ FOI INCLUSÃO DIGITAL …
6/06/08 às 12:05
Uma duvida?….em lan house, não é comercializado a internet da mesma maneira?
6/06/08 às 12:12
E se o Bruno tivesse feito uma declaração em que a pessoas se comprometessem a colaborar com o pagamento da banda larga, e manutenção das “antenas do Bruno” com a finalidade de financiar a inclusão digital no bairro.
1/07/08 às 18:51
olá pessoal ! infelismente essa atitude do bruno não é legal pois ele estava sim furtando o sinal da operadora OI VELOX , uma vez que ele solicitou o serviço de internet e esta cobrando para retransmitir esse serviço à terceiros , passa sim a ser crime . trabalho prestando serviço para uma empresa de tv por assinatura e lá nos deparamos com muitos casos como estes os famosos” GATOS NETS” que funcionam da mesma forma que o bruno fez . Uma determinada pessoa solicita o serviço como um assinante comum e após ser instalado todo o equipamento em sua residência este “assinante” retransmite este sinal para outras residencias através de cabos e cobram uma taxa pelo serviço , e lá isso é conciderado crime federal .