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Seja bem-vindo. Este é o blog do jornalista Alexandre Maron. Aqui você vai encontrar textos sobre assuntos que vão de cultura pop a política, de religião a video games. Há também meu histórico profissional e meu portfolio. Conheça meus outros projetos. E, se gostar do que leu, assine o RSS desse blog.

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O país da febre amarela

Sete pessoas morreram de febre amarela nas últimas semanas. Mais uma prova do nosso subdesenvolvimento, do nosso atraso.

E o país que não consegue nem controlar a febre amarela não podia saber fazer coisas simples como ter juízes que soubessem julgar. A todo momento surge um juiz posando de educador, de médico e querendo impor decisões a respeito de assuntos sobre os quais claramente não estudaram nada.

Agora é essa história de proibir o Counter Strike e o EverQuest… É uma decisão tão ridícula que publicá-la apenas expõe a ignorância de quem decide nossos destinos. Para eles, o EQ, que é jogado por milhões de pessoas em todo o mundo, desvirtua a juventude. Ou ainda, o CS se resume ao CS_Rio, aquele mapa da favela. É patético, humilhante, de me dar vergonha alheia.

O CS já tem sua venda limitada a maiores de 18 anos e o EVerQuest nem é vendido no Brasil. Depois perguntam por que esses grandes fabricantes nem querem se meter por aqui, o país da febre amarela.

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19 respostas para 'O país da febre amarela'

  1. fábio caparica de luna Diz:

    quero só ver quem é que vai me proibir de jogar o único jogo que eu já comprei nesta vida…

  2. Emanuel (ArqSci-fi) Diz:

    Realmente isso mostra um pouco do nosso país e o reflexo do nosso voto… Quero verem ir tomar meu CS ahruarhuarhuarhu

  3. Cristiano Dias Diz:

    “nocivos à saúde dos consumidores” ?!? WTF?!?

  4. Linkblog Pensar Enlouquece, Pense Nisso. Diz:

    O melhor da blogosfera

    O pas da febre amarela, em Volumetria.

    1 de Abril de 1984 – O Dia Oficial da MuTRETA, em Treta.

    Se a vIDa lhe der um limo… (2), em Irmos Brain.

    10 Razes Pelas Quais Voc NUNCA Vai ser Um Blogueiro e/ou Problogger de Sucesso, em Blosque….

  5. Games: O eterno bode expiatório - Save Game Diz:

    [...] ficar quieto e deixar aqui os links para os posts: “Não verás país como este” e “O país da febre amarela”. Eles dizem [...]

  6. Ester Diz:

    O Homem julga segundo aquilo que ele é.Será que aquele Juiz que matou o motoqueiro e “fabricou” provas contra ele joga esse tipo de jogo?Bem…talvez ele goste mesmo é de jogar ao vivo né?aí não sobra tempo pra jogar games.

  7. MaGioZal Diz:

    Sabe qual é o problema?

    É que pouco a pouco se corrói a liberdade de expressão porque muito “minorizam” (virge, será que esse termo existe? anyway…) o problema, dizendo ou pensando coisas do tipo “ah, mas é só um videogame que a molecada joga”, “ah, é só um vídeo da Cicarelli” ou “ah, é só um livro do Roberto Carlos que eu não ia ler mesmo”…

    O buraco é muito mais embaixo. Não há na constituição de 1988 o mecanismo de censura prévia nem cerceament à informação, portanto simplesmente um juiz lá dos cafundós de Minas impor um banimento de venda desses games no Brasil inteiro é inconstitucional e pronto.

    Mas quem vai querer se dar ao trabalho de ir atrás disso e jogar o assunto para as cortes superiores julgarem? Pelo jeito, ninguém, infelizmente…

  8. MaGioZal Diz:

    Outra coisa: lendo agora o comentário do Cris Dias, eu tive uma idéia: a de que um videogame só poderia ter sua venda banida se uma pesquisa SÉRIA, feita por mais de uma universidade de alto nível no Brasil, comprovasse através do bom e velho método científico de que os tais games realmente seriam má influência para quem os joga.

    Bom, nem preciso dizer que até hoje nenhuma pesquisa universitária séria (isto é, sem vinculação a seitas religiosas ou políticos que querem ditorcer resultados para se encaixar nas suas propostas — alô, Meese Commision!) conseguiu provar tal ligação…

  9. Diana Diz:

    Ditadura do Politicamente Correto. É por isso que o Pica-Pau tá ficando menos sacana, o Cascão briga com alguém que joga lixo na rua, e o Cebolinha não rabisca mais os muros pra provocar a Mônica.

    Além de tudo, é ignorar a falta de uma educação de base sólida, a ruína dos costumes morais que as famílias têm, por obrigação, que passar para os filhos e a falta de responsabilidade do governo e da sociedade.

    É muito mais fácil apontar os jogos e os filmes do que assumir que a culpa da guerra civil no Rio de Janeiro é deles (e nossa também).

  10. None Diz:

    O comentário da Ester é o mais idiota possível…
    O cara não era motoqueiro e sim BANDIDO!
    Por essas e por outras que um juizinho ridículo fica criando leis estúpidas e paternalistas…
    Se o povo não aprender a se defender sozinho e dentro da lei existente, como fez o cidadão que atirou no assaltante de relógio (que seja punido pela arma irregular), vai ter um imbecil querendo privar o povo da liberdade somente para agradar a mediocridade, como a da Ester.
    Isso vai do santo CS:S de todo dia ao nosso direito de defesa a propriedade.

  11. Israel Mendes Diz:

    O Brasil é burro e limitado, quando o assunto é videogame. Exceções são bem-vindas e, mais do que isso: procuradas!

    Esse é mais um caso como tantos, que pensam que game é coisa de criança e adolescente.

    Juiz desinformado e limitado contratado por triagem falha dá nisso. Não leu uma linha sequer pra botar abaixo o mito da crucificação dos games de violência, como mote.

    Ah, pára. Já deu, né? Não aprendemos com o Carmaggedon nem com o GTA? tsc, tsc, tsc.

    Violência é uma forma de fantasiar algo também. CS e EQ propõem realidades parciais que unidas, criam uma nova realidade. Mas não tem como enxergar essa obviedade, se não há predisposição nem conhecimento para tanto.

    Games são passíveis de classificação, não de punição. Como no cinema. Ou quem sabem vamos tirar o maior sucesso de bilheteria dos últimos tempos do cinema brasileiro do ar também?

    Brasil, vá aprender com o México, como é que se faz!!!

  12. Cynthia Semíramis Diz:

    O judiciário está mais esperto… 5 anos atrás, iam proibir a comercialização e o uso do jogo. Pelo menos agora proibem ‘apenas’ a comercialização, que é a área onde podem ‘atuar’ com um mínimo de eficiência. Mesmo assim, essa decisão é um absurdo.

    Isso aí não foi decisão de “um juiz lá dos cafundós de Minas”, não. Essa decisão veio da Justiça Federal, que é instalada em capitais ou em grandes cidades, e tem responsabilidades diferentes da justiça comum, voltadas mais para causas que atingem o interesse da sociedade do que para a solução de casos particulares (estou explicando bem a grosso modo, tem várias exceções e variações aí). O Ministério Público que atua na Justiça Federal (e que muito provavelmente foi o autor desse pedido de censura dos jogos) é, em tese, muito bem preparado para atuar nessa área. Os concursos para procurador federal e para juiz federal são dos mais difíceis que existem, exigem anos de preparação, e têm como compensação o salário alto. Teoricamente, são os profissionais do direito mais competentes que existem. Mas é aquela história, de que adianta o povo se preparar durante anos para fazer um concurso tão difícil, pra tomar posse e fazer umas tolices tipo querer proibir jogos de computador (ou proibir RPG de vampiro e mago, lembram?) sob os argumentos mais preconceitusos do mundo?

  13. alexmaron Diz:

    Rá!! Nada como ter opinião de especialistas no blog. Valeu, Cynthia!

  14. MaGioZal Diz:

    Desculpem aí pela info errada… não sou especialista em justiça, e portanto para mim ficou meio que estranho que um juiz mineiro tivesse poder para decidir algo que vai valer para todo território nacional (não sei se é por ler muito mais textos sobre “landamark cases” dos EUA, mas na minha cabeça ficou que só altas cortes federais da capital podem decidir algo que valha nacionalmente).

  15. alexmaron Diz:

    Mas o que você diz faz sentido no contexto, Magiozal. Quando a gente lê o texto da sentença (pelo menos a parte que eu vi nos sites noticiosos) sente mesmo o ranço provinciano.

    Videogame é só um assunto mais próximo de gente da minha geração em diante. Esses juízes estão falando bobagens em todos os níveis.

  16. OvelhasNegras.com.br » Blog Archive » Ainda sobre a censura de Counter Strike e Everquest Diz:

    [...] praticamente todos já devem saber, a decisão de 1º Grau mostra-se ineficiente. Como já foi dito, o país não consegue nem controlar a febre amarela, como vai controlar a [...]

  17. Bruno Diz:

    Querem nos proibir de jogar videogame mas não proíbem os políticos de roubar. Contraditório isso.

  18. Drako Diz:

    A Diana está certa (eu celebro minha devoção a uma Deusa com o seu nome *rs).

    Mais além da ditadura do politicamente chato é o que vem depois. Isso é a preparação pra uma nova tentativa de tungar o direito de defender sua casa com um bom revolver. Pode apostar que antes do natal de 2008 o Mulla vai tentar de novo. Afinal, esse ditadorzinho de merda está apenas seguindo o Decálogo de Lênin (1913). A coisa não tem nada a ver com “defender a sociedade”. Tem a ver a acostumar o povim brasileiro a terem seus direitos cotidianamente roubados, até que se acostumem com o grande estado mandando até no que vc vai comer.

    Se o Jogo incita à violência, então que parem as “doutrinas” nas escolas de assentamentos de sem terras, ensinando os sem-terrinhas o ódio ao dono de fazenda e a qualquer um que tenha uma bem materia…

    Ah, só por isso, vou tentar comprar esse tal jogo… nem que seja a versão demo.

  19. alexmaron Diz:

    Lula pode ser uma decepção, um presidente menor, mas não é um ditador. Sorry. O Decálogo de Lênin não existe. É só uma lenda urbana muito da mal ajambrada.

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