Geek e mala

Não basta ser geek, tem que ser pretensioso. Eu já disse que não tenho ipod, porque acho que o aparelhinho da Apple, embora lindo, tem limitações irritantes. Não troca bateria, não toca vários formatos de video e por aí vai.

Mas esse tipo de atitude é reflexo da minha obsessão por equipamentos que tenham certas características específicas e que funcionem da forma que eu espero que funcionem. Foi com isso em mente que eu fui comprar uma máquina fotográfica nova e um gravador digital.

Cada compra aconteceu por um motivo. No caso da câmera, eu queria uma máquina que fosse versátil e mais fácil de levar do que minha Canon Rebel digital. Afinal, carregá-la por aí em viagens era um pé no saco. Mas eu não queria uma máquina minúscula, porque essas só têm zoom digital e eu acho o zoom ótimo primordial. Fiquei entre uma Canon, uma Sony e uma Panasonic. Todas na faixa dos 8 megapixels. Quase descartei a Canon porque ela claramente captava imagens com menos abertura. Passei alguns minutos avaliando a Sony e a Panasonic. Achei os menus da Sony confusos e os botões da Panasonic pequenos demais. Acabei ficando com a Canon Powershot Sx100IS mesmo. Não me arrependi. No fim, tive que comprar um cartão de memória mais rápido pra diminuir aquele tempo que a câmera perde pensando entre uma e outra fotografia.

Para facilitar minha vida na hora de guardar entrevistas e até mesmo colocá-las em podcasts e websites, resolvi comprar um gravador de voz digital. Aí, meu espírito geek falou mais alto. Lá fui eu com uma idéia da máquina que eu queria e a decisão de não cometer o mesmo erro de quando comprei um mini-disc da Sony uns anos atrás.

Em primeiro lugar, para que serve um gravador digital? Bom. A idéia é que você tenha um arquivo já em formato wav, que não vai se perder com o passar dos anos e que já é editável por programas como o Audacity, por exemplo. Tudo que eu não consegui com o Mini-Disc. Mas é importante ter em mente que você precisa ter a maior memória possívele que o gravador deve ter uma porta USB 2.0. Eu queria mais: que tivesse uma entrada para SD card. Panasonic, Sony, nas lojas eu não encontrava nenhum aparelho com entrada para cartão de memória e isso foi me irritando. Quando finalmente achei, era uma marca desconhecida e bizarra. Teimoso, comprei mesmo assim e, claro, me arrependi. A interface era um desastre, a qualidade do som era horrorosa e a maquininha não se entendia com cartões de 2 ou 4 gigabytes. Desastre total.

Acabei trocando por um Panasonic RR-US450. É básico, é simples, mas faz o que eu preciso e tem memória suficiente para segurar uma semana de entrevistas sem precisar correr para descarregar a memória. Vai me ajudar muito no RadarPOP e nos extras da MONET.

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