Happy Hour, hoje

Rapidinha, porque estou indo pro aeroporto.

Hoje, 19h, no GNT (reprise amanhã, 12h), eu vou estar no Happy Hour, com outros convidados, falando sobre o tema Casar É Legal. O programa é apresentado pela Astrid Fontenelle (com um ou dois eles? Não dá tempo de verificar…).

Prestigie.

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Atrasado, mas sem perder a ternura

Essa polêmica entre a Veja e o John Lee Anderson, biógrafo do Che Guevara, com revistas como The New Yorker no currículo, é muito, muito interessante. Demorei para postar aqui por pura falta de tempo de coletar todos os links. Mas foi até bom, porque os desdobramentos foram até o dia 18 de novembro.

A revista publicou uma capa algumas semanas atrás tão alucinada e histérica que até eu que nunca fui fã de Che Guevara fiquei chocado. Aliás, a Veja simplesmente tomou por hábito chamar as pessoas de fedorentas e sujismundas, como se esse tipo de qualificação fosse discussão para a maior revista semanal do Brasil. O título da “reportagem” (assim, com aspas) é “Há quarenta anos morria o homem e nascia a farsa”. Aproveite para ver uma reportagem da mesma Veja feita dez anos atrás. Diz muito a respeito do que a revista se tornou.

Começa quando Pedro Doria  mostra a carta de Lee Anderson para Diogo Schelp, da Veja.

Em seguida, surgem a resposta de Schelp e os gritos histéricos de Reinaldo Azevedo.

Logo surge a tréplica de Lee Anderson, demolidora.

O comentário de Doria, logo em seguida, é irretocável.

Medo

A era do You Tube tem dessas coisas. Atores, atrizes e celebridades desaparecidas dão um jeito de eternizar seus micos. Veja, por exemplo, esse vídeo com a atriz Leila Lopes. Se é que você a conhece, pode tê-la visto na novela Renascer (ou será que foi Rei do Gado?), há muito, muito tempo atrás. Alguma coisa está claramente errada com essa senhora. Num comentário adicional, note que o entrevistador não consegue nem concatenar uma pergunta coerente. Não tem dicção e se veste de forma inacreditável.

23 e eu e você (atualizado)

A esposa de um dos bilionários do Google criou uma nova empresa chamada 23 and Me.

O serviço: você passa um cotonete na boca, manda para eles e recebe seu perfil genético, com informações que incluem a chance de você desenvolver câncer ou ter um infarto.

Parece legal, né?

Mas basta pensar um pouquinho que a coisa começa a ficar assustadora. Digamos que você usa esse serviço e descobre que pode ter câncer aos 50. Veja bem: pode. Não VAI ter câncer. PODE ter câncer. Digamos que, de alguma forma, essa informação se torna pública e cai na mão ou do seu empregador ou do seu plano de saúde. O que eles fariam?

Isso é só uma pequena parte dos problemas que esses avanços podem trazer se não forem discutidos e legislados de forma correta. Eu digo “problemas” porque nós sempre sabemos muito bem os benefícios desses avanços. Poder fazer exames profiláticos periódicos para evitar um câncer possível é algo desejável e que vai salvar milhares de vidas.

Ma, considerando que sempre há gente fazendo lobby a favor das corporações, não é difícil passar uma lei em que as empresas tenham o direito de saber se seus empregados PODEM ficar doentes ou não. Afinal, essa é uma informação legítima, diriam eles. Logo, logo, vamos estar fazendo testes genéticos junto com exames de admissão em empresas ou na hora de entrar num novo seguro saúde. As consequências… Bem, basta imaginar.

De vez em quando, eu realmente me pergunto se quero que certos avanços aconteçam…

Atualização: A Wired fala da 23 and Me

Geek e mala

Não basta ser geek, tem que ser pretensioso. Eu já disse que não tenho ipod, porque acho que o aparelhinho da Apple, embora lindo, tem limitações irritantes. Não troca bateria, não toca vários formatos de video e por aí vai.

Mas esse tipo de atitude é reflexo da minha obsessão por equipamentos que tenham certas características específicas e que funcionem da forma que eu espero que funcionem. Foi com isso em mente que eu fui comprar uma máquina fotográfica nova e um gravador digital.

Cada compra aconteceu por um motivo. No caso da câmera, eu queria uma máquina que fosse versátil e mais fácil de levar do que minha Canon Rebel digital. Afinal, carregá-la por aí em viagens era um pé no saco. Mas eu não queria uma máquina minúscula, porque essas só têm zoom digital e eu acho o zoom ótimo primordial. Fiquei entre uma Canon, uma Sony e uma Panasonic. Todas na faixa dos 8 megapixels. Quase descartei a Canon porque ela claramente captava imagens com menos abertura. Passei alguns minutos avaliando a Sony e a Panasonic. Achei os menus da Sony confusos e os botões da Panasonic pequenos demais. Acabei ficando com a Canon Powershot Sx100IS mesmo. Não me arrependi. No fim, tive que comprar um cartão de memória mais rápido pra diminuir aquele tempo que a câmera perde pensando entre uma e outra fotografia.

Para facilitar minha vida na hora de guardar entrevistas e até mesmo colocá-las em podcasts e websites, resolvi comprar um gravador de voz digital. Aí, meu espírito geek falou mais alto. Lá fui eu com uma idéia da máquina que eu queria e a decisão de não cometer o mesmo erro de quando comprei um mini-disc da Sony uns anos atrás.

Em primeiro lugar, para que serve um gravador digital? Bom. A idéia é que você tenha um arquivo já em formato wav, que não vai se perder com o passar dos anos e que já é editável por programas como o Audacity, por exemplo. Tudo que eu não consegui com o Mini-Disc. Mas é importante ter em mente que você precisa ter a maior memória possívele que o gravador deve ter uma porta USB 2.0. Eu queria mais: que tivesse uma entrada para SD card. Panasonic, Sony, nas lojas eu não encontrava nenhum aparelho com entrada para cartão de memória e isso foi me irritando. Quando finalmente achei, era uma marca desconhecida e bizarra. Teimoso, comprei mesmo assim e, claro, me arrependi. A interface era um desastre, a qualidade do som era horrorosa e a maquininha não se entendia com cartões de 2 ou 4 gigabytes. Desastre total.

Acabei trocando por um Panasonic RR-US450. É básico, é simples, mas faz o que eu preciso e tem memória suficiente para segurar uma semana de entrevistas sem precisar correr para descarregar a memória. Vai me ajudar muito no RadarPOP e nos extras da MONET.

A menininha do corredor

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Uma das coisas dolorosas de morar longe da família é não poder ir vê-los sempre. COm a chegada da Clarinha isso se tornou mais incômodo do que nunca. Minha sobrinha nasceu e eu só a vejo de mês em mês, quando não fico, como da última vez, quase três meses sem vê-la. E nessa época, tudo acontece tão rápido…

Pra piorar, eu sofro com o fato de que, para ela, eu não sou ninguém importante. Provavelmente ela nem sabe que eu sou a mesma pessoa que ela viu três meses atrás. Ela não tem história comigo.

Mas eu tenho história com ela. São pequenos fragmentos dessa sensação tão especial de ver aquele serzinho crescer, começar a falar, andar e brincar, interagir, sorrir. Eu fui um irmão felizardo, porque curti a Anna crescendo tintim por tintim e me sinto meio avô de ver a Clarinha crescer agora e ser tão parecida com a mãe. Eu vejo vários detalhes, vários movimentos e expressões faciais da minha irmã nela. E isso é… é… indescritível. Taí. Fiquei sem palavras.

No fim de semana passado, ela veio com a Anna e o Cris almoçar na casa da minha mãe, onde eu estava hospedado. Eles tocaram a campainha, entraram e ela ficou olhando pra casa, pensando um pouco antes de entrar. Eu saquei a câmera e a peguei no corredor, hesitando daquele jeito que as crianças hesitam de vez em quando. Com a bolsinha na mão, o tênisinho Puma minúsculo no pé. Pura Anna Paula, o bebê. Pura Clarinha, a filha da Anna e do Cris. Minha sobrinha que me deixa sem fôlego, mesmo sem nem saber direito quem eu sou.

Num daqueles fatos que viram eventos familiares, ela foi convidada para fazer uma figuração numa novela da Record, Luz do Sol, que chega ao último capítulo na segunda. Segunda-feira, dia 19/11, às 21h, vamos todos nos reunir diante da TV, eu aqui em SP, o resto da família no Rio, para ver se ela ganha um close, uma fração de segundo que seja. Os tios, pais e avós são assim. Transformam em evento cada coisinha. Uma participação em uma novela, uma fração de hesitação no corredor.