Eu vi outro filme

No G1: Fenômeno ‘Tropa de elite’ chega à moda e kit Bope custa R$ 230

Eu vi um filme cheio de crítica e ironia ao sistema apodrecido que torna impossível para um policial ser honesto e cumprir o seu dever de forma adequada. Um monte de gente enxergou uma apologia da tortura e do fascismo.

Entendi a narração do capitão Nascimento como uma espécie de eco ao ditadorzinho que existe dentro de nós. Enquanto o acompanhamos, nos vemos, em muitos momentos, concordando com ele e com a truculência e com a tortura e com várias idéias grosseiras, simplistas e violentas que ele segue. São pensamentos obscuros e assustadores.

Então, há uma forte discussão sobre o filme não conseguir dar sua mensagem de forma adequada e acabar não sendo entendido como deveria. Mas então, depois de ter visto Ônibus 174, como alguém poderia achar que Tropa é um filme que defende e apoia a truculência e o desrespeito à lei? Seria uma guinada radical, um abandono do diretor a todas as suas idéias e ideais.

E no meio disso tudo, as pessoas adoram o personagem. Eu queria acreditar que adoram o capitão porque ele, em essência, é um homem bom em circunstâncias impossíveis. Porque  ele quer fazer a coisa certa. Pelo menos a coisa que ele acha ser certa. Diz muito a respeito do Rio estár como está as pessoas idolatrarem o capitão Nascimento.

Ou eu devo ter visto outro filme…

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