Multiplas possibilidades…
Nas últimas semanas eu vivo a ansiedade de escolher um novo apartamento, fazer um financiamento que vai me deixar endividado por duas décadas, mas, acima de tudo, escolher o lugar onde eu vou viver os próximos anos, a próxima fase da minha vida.
E é fascinante o que passa na sua cabeça. Cada apartamento é uma possibilidade aberta de futuro, uma linha alternativa de tempo. É como se eu pudesse ver em um flash tudo o que vai me acontecer nos próximos anos, só de imaginar a decoração, a mudança na minha vida e etc. E cada um tem uma personalidade, uma idéia de futuro. Vi uma casinha de vila linda, mas um pouco apertada, outra perfeita, só que acima das minhas possibilidades, apartamentos ótimos em prédios ruins, prédios fantásticos com apartamentos pequenos demais e, claro, os micos. Ah, os micos. Você olha aquelas plantas reformadas e imagina onde esta ou aquela pessoa estava com a cabeça quando fez aquilo. Ver reformas é como tentar montar o quebra-cabeça da fusão do desejo da mudança e da concretização das possibilidades daquela pessoa ou família. É tentar entender a mente de outra pessoa com base em algo que ela faz. O prédio perfeito, por exemplo, tem um apartamento à venda, mas o cara fez tanta bobagem lá dentro que a reforma para consertar tudo não vale a pena. Tive que partir pra outro imóvel…
É um tal de simular financiamento, procurar um arquiteto bom, bonito e barato e calcular quanto eu gastaria para decorar um espaço maior, já que a idéia é dar um salto de qualidade de vida. Então, tudo dá um medão, porque eu nunca fiz isso na vida. Nunca estive à frente de comprar um apartamento, calcular o impacto na minha vida, pedir financiamento, liberar FGTS e coisas do gênero. E, de novo, é o lugar onde eu vou morar pelos próximos 10 anos da minha vida, pelo menos.
E você, o que sentiu na maior mudança da sua vida?
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24/09/07 às 14:13
Alexandre
Eu sei como se sente, mudar d eapartamento é sempre uma questão delicada.
O nosso apartamento em Porto Alegre foi comprado quando nós ainda não tinhamos nenhum filh oa vista, e nos mudamos pra ele quando a Sandra estava grávida de 6 meses.
Logicamente, o apartamento já previa os filhos que viriam (3 quartos num condominio com piscina, campo de futebol, salão de festas, sala pra crianças, ….), mas agora que eles estão maiores e está vindo o nosso 3º filho, ele começou a ficar apertado novamente.
O que fazer, o bairro é bom, tem tudo perto, ocolégio das crianças já está escolhido e como mudar sem deixar pra tráz um pedaço da vida que foi construida e o principal me descapitalziar pela segund avez logo quando o bolso começa a afrouxar novamente….
25/09/07 às 13:03
Eu surtei a primeira vez: surtei em plena Caixa econômica…desisti no momento da assinatura, pirei com o pânico, pirei totalmente.
Fiquei alguns anos ainda procurando, repensando. Quando finalmente decidi, acabei comprando uma casa no mesmo condomínio que havia desistido,…pagando mais, claro, pagando o tempo do pânico.
Mas a sensação é mesmo única. Sempre escrevo sobre isso, me sinto namorando a casa, namorando as coisas que compro prá lá. Meu filho está no mesmo esquema, na mesma adrenalina. Dia oito fez um ano que nos mudamos pra casa mais linda do mundo.Ops, me empolguei aqui na sua caixa, sorry.
27/09/07 às 20:32
Medo faz parte do processo, mas o resultado vale a pena… Quando casei, fomos morar num apartamento que eu fiz a reforma completa. Tudo parecia lindo, mas dois anos depois saímos de lá, de tanta irritação que a gente estava com o síndico (que não consertava o prédio, pra não aumentar o condomínio), além de aturar escorpiões subindo pela janela e não ter espaço pros livros. Pra você ter uma idéia do desespero, gastamos no máximo 15 dias para escolher um apartamento e fazer a mudança.
Foi um alívio, e um choque completo, pois o novo apartamento é maior e com mais frescuras do que a gente queria, num bairro que eu nem sabia que existia. Mas corremos o risco, e foi bem melhor do que ter ficado no apartamento velho. Daqui só saio se precisar ir pra outra cidade. Mas mudar é bom, e os transtornos (tipo burocracia de fgts, escritura, etc) e medos são mínimos perto da alegria da casa nova.
O que eu aprendi nesse processo é que é bom olhar os futuros vizinhos. Se forem mais velhos, aposentados, a chance de não aceitarem fazer reformas grandes - e caras - é bem maior. Aí você fica num apartamento maravilhoso, reformado, com o prédio se desvalorizando.
Bom, falei demais, mas esse assunto é fascinante!
4/02/08 às 19:50
Alexandre
As mudanças não são para sempre, vá em frente a vida por si só já é um desafio, estou passando por isso aos 56 de idade, ou seja, comprar um imóvel pela caixa…. 20 anos…. vou viver até lá?… não sei…. só sei que quero curtir o máximo possível…..faça o mesmo, curta, curta enquanto puder… o depois é depois.