Laissez faire, laissez aller, laissez passer

Uns dois anos atrás, eu me irritava solenement quando ia no site da Entertainment Weekly e o conteúdo estava fechado. Um dia, eles se tocaram do quanto isso era bobagem e abriram tudo. Felicidade total.

Ontem, segunda-feira, o New York Times fez o mesmo.

Por que, oras? Eles fizeram uma conta. O número de pessoas que chegava ao seu site por meio dos buscadores como Google e Yahoo era enorme. Só que, como eles batiam com a cara na barreira para quem não paga pelo acesso, acabavam desistindo e indo embora. O jornal viu que podia ganhar mais dinheiro ali com pageviews e cliques em anúncios do que estava conseguindo arrecadar com o acesso restrito assinado. Bingo. Abriu as portas de quase tudo, com exceção de alguns períodos específicos.

Quando eu, em qualquer discussão com colegas, falo que o negócio é abrir o conteúdo, ninguém me ouve. Será que agora vão me levar a sério? Ou a Wired, a EW, a Time e o New York Times, entre muitos outros, estão errados?

Conte para os amigos!