Meu cachorro ja vê o novo Orkut

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Ok. Deixe as piadinhas pra depois e fique ao meu lado na indignação! O meu cachorro tem um perfil no Orkut. Na verdade, os dois têm. E não é que ele ganhou a nova interface antes de mim?!!!!

Que absurdo! Mas considerando que ele é muito mais conhecido na vizinhança do que eu…

Acompanhe as aventuras dele no blog Melhores Amigos, com direito a fotos da festinha de aniversário de um ano do Darwin.

Ela tem jeito sim

Aquela pançudinha fofinha que trocava beijinhos nas dobrinhas por tarefas que eu tinha que executar pra ela cresceu e até fez outra pançudinha deliciosa cheia de dobrinhas.

No meio disso, o blog ficou de lado. Mas ontem o Cris lançou o AnnaMaron2007. Ficou lindo.

Troco esse post por beijinhos nas dobrinhas da minha sobrinha maravilhosa!!

No que você acredita?

Eu já falei um pouco deste assunto aqui. Como bom ateu convicto, li Letter to a Christian Nation, do Sam Harris, Quebrando o Encanto, do Daniel C. Dennett, e Deus, Um Delírio, do Richard Dawkins.

Dawkins é um dos expoentes de um movimento de novos ateus que passam a pregar contra a religião. Por eles, essa convivência respeitosa acaba e os ateus devem se colocar numa posição mais ativa na busca do que enxergam como o fim da ignorância. É algo como evangelizadores do ceticismo. Ou seja, além dos chatos que tentam converter você pra religião deles, entramos na era dos chatos que tentam te converter pra… não-religião?

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Eu fui ao BlogCamp… Mais ou menos

Eu blogo há muito tempo. Em janeiro, serão sete anos ininterruptos. Meu blog já foi diversas coisas. A principal delas foi se transformar numa válvula de escape, quando a revista em que eu trabalhava não falava de quase nada que eu gosto. Os anos mudaram, meu trabalho mudou e, como eu passei a editar uma revista mais alinhada com meus gostos pessoais, o blog ficou mais genérico. Eu não queria criar nenhum conflito entre meus projetos pessoais e meu trabalho.

Ao mesmo tempo, talvez porque meu trabalho como jornalista era completamente divorciado da minha vida de blogueiro, eu sempre fiquei meio quieto no meu canto e assisti de longe, mas com o maior orgulho, a evolução do movimento dos blogs. Principalmente por meio do CrisDias, meu cunhado e amigo de muitos anos. Não o dos blogs-diarinhos, mas o de uma geração de escritores, cronistas, comentaristas natos que usou a tecnologia para reescrever as regras do mundo da comunicação.

Um grande blogueiro é programador, outro foi bancário, outro é especialista em eletrônica e assim vai. Da mesma forma que Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade eram funcionários públicos, só para citar dois dos grandes escritores brasileiros. A tecnologia tornou possível uma pessoa que não tenha amigos jornalistas nem escritores se impor por seu talento e achar seu público.

Mas criou-se uma estrutura que só permite que uma pessoa exerça o jornalismo se fizer faculdade de jornalismo. Mesmo num mundo em que todos sabem que as faculdades de jornalismo são, com poucas exceções, uma porcaria na qual pouco se aprende. A regra não busca o melhor para a profissão, mas sim uma reserva de mercado.

O movimento blogueiro é bom para a comunicação, não é ruim. Ele estabelece novas formas de pensar os canais estabelecidos e cristalizados. Os jornais jamais teriam tentado isso. Para eles, estava tudo muito cômodo. Só quem procura o novo é quem quer fazer a diferença. E eles fizeram. Hoje, eu devo passar 60% do meu tempo online lendo blogs e só o resto lendo sites de notícias. Estou interessado no que as pessoas que eu leio pensam sobre os fatos. Estou interessado nesses pontos de vista. E, melhor, nas coisas que eles trazem de diferente. Porque enquanto todos os jornais estão pensando nos mesmos problemas e não pensando nos mesmos problemas, os blogueiros que eu curto estão indo em todas as direções. Eles podem, eles querem e fazem.

Isso tudo desemboca no BlogCamp. No sábado, passei lá por umas três horas, mais ou menos. Adorei ver o pessoal debatendo no esquema de desconferência. Não vou dizer que fiquei impressionado, mas que é tudo que eu imaginava e um pouco mais. Conhecendo a organização mental, o humor, a ironia e as sacadas de gente como o Cardoso, o Inagaki (fácil fácil um dos melhores textos por aí) e do Interney, eu não fiquei surpreso com nada.

E, caramba, que máximo aquela Casa Gafanhoto. Se vai dar certo, eu não sei, mas eu tenho que voltar lá e fazer alguns daqueles cursos. O lugar pode se transformar num polo de difusão de conhecimentos bacanérrimos para a comunidade blogueira. Uma verdadeira aglutinadora de idéias da era digital.

Por fim, ainda tivemos a sensacional dancinha do Interney. Se isso não foi um motivo para ir ao BlogCamp, o que mais seria? (e obrigado You Tube!)

E o Interney explica tudo, tudinho, tintim por tintim.

A Ana e o João

A minha Anna esqueceu-se do que é blogar desde que descobriu que estava grávida da Clarinha. Mas tudo bem. Se você quer se divertir com as aventuras de uma mãe apaixonada pelo seu rebento, pode curtir as aventuras da Ana Paula e do João, o filhote dela. A Ana trabalha comigo lá na editora e, um dia, resolveu blogar sobre a vida de mãe. Eu já imaginava que ia ficar legal, mas confesso que não esperava tanto. Pra completar, as fotos do João são sempre ótimas. O moleque, aém de lindão, é todo sorridente e simpático. Atualmente, ela está contando suas aventuras de férias na Bahia. Beleza pura.

O lado deles

Eu conheço o fim dessa história. EU faço um post olhando o outro lado e recebo e-mails me chamando de anti-semita. Mas o que eu vou fazer?

Está no Folha Online: Videogame do Hizbollah simula guerra contra Israel

E começam as críticas de que o videogame do Hizbollah incita a violência. O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores de Israel teve a cara-de-pau de dizer que o videogame estimula o ódio. Considerando que todos os títulos feitos pelos fabricantes que visam o mercado americano mostram alguma etnia infernizando a liberdade e o meio de vida ocidental, qual a nossa moral pra falar disso?

É claro que podemos dizer que, diferente dos nossos videogames, que são feitos com objetivo de puro entretenimento (apenas com os melhores ingredientes para o seu bem estar), os deles são parte de uma insidiosa manobra de propaganda anti-semita. Claro, claro. Então vá ler Brincando de Matar Monstros e From Sun-Tzu to X-Box, por favor.

Eu não defendo nem ataco o videogames do Hizbollah. O que me irrita é a nossa hipocrisia de criar aos quilos viodeogames carregados de propaganda anti-____________ (coloque sua etnia inimiga aqui) e reclamar de que eles façam algo parecido. Nossa hipocrisia como sociedade que compactua com isso nos obriga a primeiro rever nossas práticas. Pode parecer ridículo, mas o fato é que as outras culturas têm o direito de ser tão imbecis quanto a nossa.

Os criadores do jogo dizem que estavam cansados de ver os meninos árabes jogando videogames que mostravam povos árabes como vilões terroristas suados e ignorantes. E, pior, eles lembram que não precisam do videogame pra incitar o ódio aos israelenses…

O argumento sempre será de que eles são maus e nós somos bonzinhos? Nós podemos e eles não?

A gente pode discutir a escalada de violência, a difusão do ódio entre os países e etnias. A gente pode discutir um monte de coisas. E o melhor que podemos fazer nesses caso é ficar com pena deles por terem caído na mesma armadilha idiota que nós caímos. A de ser uma sociedade que apenas continua alimentando e glorificando a violência sem fim.

Passou, passou

A semana se foi e o caso do jornal velhusco que resolveu implicar com os blogs teve alguns desdobramentos.

O repórter Filipe Serrado, do caderno Link, do Estadinho, foi entrevistado. Não entendo muito bem o valor de entrevistar um funcionário do Estado sobre esse assunto. É óbvio que, por mais que ele queira ser independente e correto, estará falando do seu empregador. Valeu a tentativa do Blecher, no entanto.

O fato mais relevante foi a mensagem para vários blogs do publicitário João Livi, diretor de criação da agência Talent, criadora da campanha. Ele tenta explicar o inexplicável e insinua que a gente anda vendo problema onde não há nada. Segundo ele, foi um mal entendido. O que ele queria dizer é que o Estadão faz parte do lado “luz” da internet.

“No seminário da Microsoft este ano, em Cannes, os dados apresentados levaram a uma inconteste conclusão: a de que a internet, como as egiões de uma cidade, vai se dividir em duas. Uma útil, crível , inteligente, prestadora de serviço, informativa e confiável. Outra que é como ma rua escura e sem policiamento: vai quem quer, sob seu próprio risco. Vamos sempre promover o estadão.com como parte da primeira metade. Separar o joio do trigo na internet deveria ser do interesse de qualquer cidadão de bem.”

Para concluir, Livi ainda deu uma entrevista para o Quero Ter um Blog!.

Muito legal. Mas o fato é que não há observações, apostos, ressalvas no anúncio. Bruno, que faz “um blog sensacional sobre economia”, é um chimpanzé. Ponto final. Além disso, usar como base uma apresentação da Microsoft, aquele primor de conservadorismo e babaquarice digital, já diz muita coisa sobre a visão da agência e do cliente.

O que mais me intriga é saber como esses caras chegam a idéias como essa. Enquanto a Folha montou uma esperta campanha de identificação das características do jornal com a internet, o Estadinho investe nessas peças engraçadinhas e preconceituosas. Vai entender.