Quase um

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Ele é grande, desajeitado, brincalhão, carente, bagunceiro e muito, muito agitado. Hoje, completa dez meses. Falta pouco pro primeiro ano.

Houve várias semanas em que eu só conseguia pensar em como ia me livrar dele. Não. Nada num sentido “sopranístico”, claro. Mas nos termos de achar um lar em que as pessoas conseguissem dar conta dele. A gente é que não dava.

Mas ele se machucou uns meses atrás e ficou 20 dias tomando antibiótico de manhã e de noite. Eu ia lá e dava o comprimido pra ele. Ele tem uma cicatriz no focinho e outra no “supercílio” (entre aspas, sei lá como se chama isso em cachorro), porque está sempre se metendo em alguma enrascada e se machucando. Ele arrumou um corte no rabo e fez minha casa se parecer com o palco de uma chacina. É que, quando eu chegava em casa, ele fazia tanta festa que o rabo mais parecia uma hélice. O dito cujo batia na parede, sangrava e sujava tudo.

Só que basta olhar pra minha vida antes e depois do Darwin, e entender que eu preciso dele mais do que ele precisa de mim.

É verdade. Se ele for pra outra casa, me esquece em alguns meses e segue sua vida. Eu, se ficar sem ele, vou voltar a ser o recluso e sedentário que tenho sido desde que vim morar em SP. Sem ele, morro de infarto antes dos 40.

O Darwin me fez sair de casa. Me fez andar de bicicleta no parque. Há uma praça a duas quadras da minha casa. Eu fui lá pouquíssimas vezes antes do Darwin. A maior parte dos casos, foi para ler um livro sentado na grama. Agora eu vou lá praticamente todos os dias. Foi ali que ele conheceu o Pingo, a Brisa, a Paçoca, a Nina, o Patê, o Bone, o Capitão, o Salomão e mais um monte de cães bacanas. E por causa dele eu conheci um monte de donos bacanas com quem conversei pelo puro prazer de bater papo.

Nem tudo são flores. Darwin me acorda cedo demais, quer atenção demais e o Sagan, o maltês rabugento, não quer saber dele. Com toda a boa índole de um labrador, fica todo tristinho a cada chilique alucinado do Sagan, a cada rejeição do irmão mais velho. Minha área de serviço e minha cozinha viram mini-pântanos quando ele chega da rua, bebe água e sai andando com o líquido ainda escorrendo pelos cantos da boca. Ontem, por exemplo, eu fui dormir e descobri marcas de patas caninas no meu lençol. Eram as “patinhas” dianteiras do Darwin. Ele as apóia na cama quando vem pedir carinho. Mas ontem, foi porque ele resolveu roubar um brinquedo em cima da cama.

Meu sofá está com uns rasgos e eu só me atrevo a consertar ou comprar outro depois que este cachorro maluco fizer uns dois anos. A fiação do meu home-theater já sofreu danos (deixou de ser 5.1 e virou 2.1, ai ai), a casa vive cheia de pêlos pretos e, quando começa a sinfonia de Sagan e Darwin se desentendendo (o Sagan dá mordidinhas e latidos histéricos, o Darwin, sentido, apenas late numa mistura de tristeza e indignação), eu tenho vontade de jogar os dois pela janela. Pior ainda quando o Sagan resolve implicar com o Darwin no meio da madrugada. Que dureza.

Mas a gente olha pra eles e se diverte também. Porque a verdade é que, quando você vai ver, já ama esses bichanos. Já pensa neles quando está viajando e passa em pet shop pra comprar uma bolinha, um osso, um biscoito, o que seja. De repente, percebe que nem é mais tão incômodo ir dar uma volta de noite. Clareia a minha mente e me faz pensar.

Ontem, a Mônica, que foi a mais incomodada pelo Darwin na maior parte do tempo, olhou pra ele deitado na cozinha e disse pra mim: “quando esse labradorzão ficar adulto, vai ser o cachorro mais gostoso do mundo… Depois do Sagan, é claro”. Ela sempre dá um jeito de proteger o maltesinho.

A música que ele fez pra ela

Depois de toda a humilhação pela qual ele a fez passar, Caetano Veloso declarou que estava brincando e que a música “Um Sonho” foi mesmo dedicada a Luana Piovani. Mas só metade, tá?

Isso mesmo. Ele dedicou a Luana e a sua… cof! amiga, a atriz Ildi Silva.

Uau!! Quem pode pode. O cara dedica a mesma música pra duas mulheres e sai contando pra todo mundo?

Com tudo isso, pelas minhas contas a Luana agora tem o,75 de uma música. A conta é simples. Meia música do Caê e mais 0,25, que é o que vale um funk podre dedicado a você.

Mas quem liga pra tudo isso quando a Luana está, digamos, talentosíssima na Trip deste mês?

O engraçado e o mais engraçado

Ver o vídeo dos caras fazendo coreografia atrás do repórter do Jornal Nacional me arrancou gargalhadas.

Assistir ao video dos caras que armaram a piada é duas vezes mais engraçado.

Sinal dos tempos

Graças ao Inagaki, corrigi um erro terrível: fui ver os vídeos do Guilherme Zaiden. E o mais impressionante é que são muito legais. A tosqueira é compensada pela cara de pau. A edição ainda precisa ficar mais precisa. Mas, ei!!, é um video de um amador no You Tube.

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É Jericho ou Lázaro?

A série nem estreou por aqui, então, se você não é um dos torrent lovers, pode nem conhecer. Mas o fato é que o seriado Jericho tinha sido cancelado. É um drama aventuresco sobre a vida em uma pequena cidade dos Estados Unidos depois de um ataque nuclerar em larga escala. Começou bem, parou na hora errada, demorou pra voltar e, quando retornou, foi sem impacto. Não era genial, mas tinha uma premissa intrigante e que, se bem administrada, poderia funcionar muito bem. Só que definhou e não teve muito interesse do canal.
O cancelamento foi seguido por uma intensa campanha de fãs que queriam saber o destino final dos personagens. A CBS resolveu encomendar parcos sete (?) episódios. Se a série conseguir alguma melhora na audiência, pode até conseguir uma encomenda maior e, eventualmente, uma temporada completa. Se não. Bem… Volta para o limbo, claro.

Ipod vai para a universidade

Muito legal a novidade da itunes Music Store. Além dos podcasts, eles agora tornam disponível um enorme catálogo de palestras e debates das universidades americanas. Tudo digrátis!!
Para quem gosta, é prato cheio.

(Dica do Saulo Ribas)

Não acredite nos seus olhos…

Jennifer Aniston escreveria um livro sobre ela e Brad Pitt por US$ 5 milhões?

Imagino que sim. Afinal, as revistas não contariam uma mentira descarada, não inventariam uma história apenas para vender mais exemplares numa semana fraca.

Jura que você acha isso?

Jura mesmo?

Então dê uma olhada nessas fotos divulgadas pela revista Radar.

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É uma pilantragem sem tamanho. Eles apagaram o óculos que a atriz estava segurando e a imagem da capa do catálogo que ela segura. Assim, parece que ela carrega um manuscrito (o tal livro?) e que está dizendo, hum, ok para o fotógrafo da revista Star? E esses caras conseguem dormir tranquilos?

Eu amo o PSP

Carinha indeciso eu, hein?

Depois de bater a cabeça com a maquininha da “píiiiiiiiiiii” (eu não digo o nome, sabe), uma série de jogos fantásticos reverteu meu ódio.

Syphon Filter – Dark Mirror - Um FPS de primeiríssima qualidade. Tem ação, historinha, uma interface brilhante e um modo multyplayer inacreditável de tão bom para um portátil. Impressionante.
Crush - O formato do jogo é simplesmente de cair o queixo. A concepção é sensacional. Taí um daqueles jogos que, de vez em quando, faz você se lembrar de como a indústria de games parou de inovar. Nos últimos anos, só se faz mais do mesmo com um visual melhor. O maior sucesso do X-Box 360, Gear of War, é um first person shooter que não tem nada de mais a não ser o visual indescritível. Enquanto isso, em Crush, você é um jovem insone que é conectado a uma realidade virtual cheia de quebra-cabeças que irão ajudá-lo a resolver seu problema. É desculpa para uma interface que mexe com nossa percepção de espaço em duas e três dimensões. Muito, muito esperto.
Exit - Genial. Engraçado. Divertido. Você controla um cara que é especialista em desastres. Assim, você se vê dentro de um prédio em chamas, destruído por um terremoto, inundado por uma enchente e apenas precisa escapar dali e salvar pessoas usando sua perspicácia. Incrível!
Every Extend Extra - Os mesmos carar que criaram Lumines agora entregam um jogo que surpreende pela velocidade e “viciabilidade”. EEE é daqueles jogos que você não consegue tirar da cabeça, de tão fascinado que está com o visual, as cores e a música. E olhe que é o mais fraquinho dos que eu comprei…

Ainda estou ansioso para jogar:

Puzze Quest: Challenge of the Warlords
Tekken: Dark Resurrection

Metal Gear Solid: Portable Ops
Quem tiver e puder me dizer se são bons mesmo, é só comentar.

A velha web 2.0 no papel

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Não quero parecer um daqueles velhos que desenham das novidades. Eu adoro o novo e acho que, até quando é ruim, traz alguma coisa de bom.

Mas eu adoro quando uma empresa totalmente analógica inventa uma solução que está no âmago da modernidade. Estou falando dos cadernos Moleskine. Você pode não ter ouvido falar deles, mas já os viu por aí em filmes. São uns caderninhos pequenos, de mão mesmo, que parecem livrinhos encadernados e, charme total, fecham com um elástico.

Bom, esses cadernos eram feitos por encadernadores franceses e foram usados pelos intelectuais europeus por décadas. Só que a demanda foi definhando e, em 1986, morreu de vez. Os moleskines ressurgiram por conta da teimosia de um livreiro de Milão, na Itália. Espertíssimos, eles colocaram os livrinhos apenas em pontos bacanas e o buzz começou a aumentar novamente. Logo, os moleskines viraram coisa de gente que, ao menos, quer parecer culta, e agora você os encontra na Casa do Saber, por exemplo.

Os novos donos italianos são ligadíssimos nas novidades. Se você, por exemplo, comprar um moleskine com defeito. Basta tirar uma foto digital, anotar o número do controle de qualidade e mandar para eles. Eles mandam um novo moleskine pra você. Não se preocupe de estar no Brasil. Como os moleskines foram concebidos para registrar o que está acontecendo pelo mundo, eles sabem que o cliente por estar em qualquer canto do globo.

Então, pense comigo. Os caras estão prosperando com uns caderninhos de papel que custam US$ 10 num mundo de blogs, wikis, palms e notebooks.

Ano passado, quando gravei o Radar POP em Londres com a Nicole, vi anunciado em algum lugar que eles iam lançar os guias de viagem Moleskine. Fui no site e fiquei curiosíssimo para ver o que eram, como eram. A idéia era simples: Os guias trazem telefones essenciais, mapas da cidade e muitas folhas em branco. Cabe a você desbravar a cidade e montar seu próprio guia. A idéia é apaixonante, pelo menos pra mim. Imagine sair pela cidade e ir registrando suas experiências, fotos, souvenirs e colocar num guia que é seu, só seu. E que existe no mundo físico.
Só que os primeiros livros foram as capitais européias nas quais, embora eu tenha até colocado o pé por alguns dias, conheço pouco. Como eu não vou poder fazer uma viagem de férias pela Europa tão cedo, acabei ficando só com água na boca e não levei nenhum. Hoje, vagando por Nova York, por conta de uma viagem de trabalho, encontrei os guias de várias cidades americanas. Comprei o de NY, claro.

Os caras ainda tiveram a idéia legal de transformar o site do guia-moleskine em uma central de troca de idéias de turismo e criar o Detour um projeto no qual convida artistas e arquitetos de cada cidade a partilhar seus guias pessoais. Em paralelo, eles convocam as pessoas comuns a contribuírem, numa espécie de guia-de-viagem-wiki-analógico.

Em essência, a WEB 2.0 é a materialização, na web, de um fenômeno que está se desenrolando fora da rede, na minha e na sua vida. Em um momento no qual as pessoas, sabe-se lá porque (tenho minhas teses, mas eu deixo pra depois) resolveram dar o seu toque ao mundo. Se manifestar de alguma forma. É engraçado como eu não vi nenhum livro badalado sobre isso ainda…

E a gente paga por isso

Você paga uma pequena fortuna por um notebook HP.

Ele é lindo, todo arrumadinho e vem com o Windows Vista, que é lindinho também. Tudo corre bem até que você instala um programa incompatível com o Vista e a máquina simplesmente se recusa a reiniciar.

Crash total.

Tela azul da morte.

Mas, como eu leio manual, sei que é só reiniciar e apertar F11 e os caras oferecem um recovery center batuta. Depois de diversas idas e vindas, descubro que o reset da máquina para o estado inicial é inevitável. Mas os caras oferecem uma opção de backup e eu passo mais uma hora e pouco tentanto arrumar espaço pro que eu quero preservar.

Perda total de tempo, claro. Os arquivos com a extensão fbw simplesmente não abrem de jeito nenhum.

Legal, legal. A HP vai dar suporte, certo? Ninguém sabe, ninguém viu. Mandam ligar para a Microsoft. Você liga e, surpresa, eles manda de volta para a HP (que criou o software de recovering).

Aí, você dá uma olhada nas properties do arquivo, na aba detalhes, e descobre que o programa é da Soft Thinks, uma empresa francesa. Lá vou eu até a Soft Thinks e o site é uma porcaria, além de empurrar você para a HP de novo…

Ai, ai, ai…

Gente. Assim não dá! Esses negócios não são de graça. Não são nem baratos. ELes TÊM QUE FUNCIONAR, pô!