Mandem ele pro Iraque, por favor

(fotografia tirada por Marco Antônio Cavalcanti, do jornal O Globo)
O homem que vai na frente das grandes operações da polícia no Rio deu entrevista para O Globo. Seu sonho: ir para o Iraque e para a Faixa de Gaza. Ele gosta de estar em zonas de conflito e acha que lá se daria bem.
Ok. Eu entendi que quiseram fazer um paralelo e coisa e tal. Mas o que passa pela cabeça dessa pessoa? Ele gosta de mandar chumbo pra todo lado, é isso? Ai, ai, ai.
Nem preciso comentar mais. Ou preciso?
2/07/07 às 12:53
Não adianta: por mais que o país se desenvolva, nós gostamos mesmo é de um bom xerife. Muita gente ainda acha que o problema da violência se resolve com mais violência, e que a melhor política criminal é a “rota na rua”. Não estou pregando a entrega de flores aos bandidos, defendo ações enérgicas, mas (vou falar o óbvio) o limite para todas as ações policiais é o da legalidade. Esse tipo de “xerifismo” só serve para cultuar a imagem de falsos heróis e para alimentar o discurso autoritário segundo o qual o problema da segurança é o respeito aos direitos humanos. No fundo, no fundo, muitos brasileiros esperam mesmo um super-herói para salvá-los. Ou um xerife para manter a ordem, como parece ser o caso do rapaz aí da foto.