Alô?
Eu não tenho filhos.
Mas eu tenho sobrinhos. Mais especificamente, eu tenho uma sobrinha que vai fazer um ano em pouco mais de um mês.
E ver minha sobrinha, minha Clarinha, crescer é surreal. É uma sensação de deja vu, porque ela se parece com a mãe dela, que eu vi crescer um dia depois do outro. E me dói, muito, tanto que nem sei explicar, não poder vê-la crescer um dia depois do outro também.
E, caramba, o nome da mãe da Clarinha fui eu que escolhi. E quando eu vejo o rostinho da minha sobrinha, da minha Clarinha, eu vejo o da irmãzinha, da minha Anninha.
É por isso tudo que um vídeo tosco de um minuto com essa neném dizendo “alô” me faz chorar. Quando a vida dá essa volta completa e você sente que está revendo algo, só pode mesmo deixar as lágrimas saírem. Respire fundo e curta isso.
Alô.
28/06/07 às 9:18