Água, água, água
A Fast Company deste mês traz uma daquelas reportagens fantásticas que definem o valor de uma revista. Geralmente, revistas de negócios falam de demissões como um mal necessário e tratam os negócios mais absurdos como apenas um jeito honesto de fazer dinheiro.
Mas este mês, ao falar da obsessão mundial por água mineral, eles mostram como um negócio baseado no supérfluo (pagar caro por um bem que chega na sua casa por um preço irrisório) pode ser ruim para o planeta. Eles calculam quanto se gasta para transportar, engarrafar (gasta-se dois litros para lavar uma garrafa que vai conter um litro de água mineral) e comercializar água mineral. Mostram tintim por tintim o dano que esse negócio de US$ 50 bilhões pode fazer ao meio ambiente. Sensacional.
Além disso, vale curtir as excelentes reportagem do mês passado sobre a criatividade e inovação na China e sobre a influência da Apple sobre a Disney.
28/06/07 às 12:27
Sobre a água mineral sempre me lembro do absurdamente engraçado “O terno de um bilhão de dólares”, com Jackie Chan e Jennifer Love Hewitt (incluindo uma participação pra lá de ridícula do Mr. Dynamite James Brwon) - o vilão no estilo Mr. Evil tinha um plano mirabolante baseado exatamente no mercado de água mineral.
Isso já me preocupava no final dos anos 80 e início dos 90 quando os filmes de Hollywood pararam de mostrar as pessoas (especialmente os “jovens adultos”) bebendo Pepsi e passaram a beber água mineral (geralmente Evian) - lembram de Harry e Sally? Acho que foi um dos primeiros…
Hoje é difícil ver moças circulando pela cidade SEM uma garrafinha transparente, com gás ou sem gás.
Quando chega ao ponto de termos refrigerante fingindo ser água mineral (H2Ohhhhh! e assemelhados) é porque a coisa está ficando séria.
Agora vou ler sobre a Disney/Apple pois isso muito me interessa…
Obrigado!
17/06/08 às 8:46
Lembrei que outro dia me contaram que uma garrafa de cerveja precisa de DOZE litros d’água para ser lavada… :-/