Eu adoro realidades que contrariam o senso comum. Nos deixam mais humildes.
Monthly Archives: junho 2007
Mandem ele pro Iraque, por favor

(fotografia tirada por Marco Antônio Cavalcanti, do jornal O Globo)
O homem que vai na frente das grandes operações da polícia no Rio deu entrevista para O Globo. Seu sonho: ir para o Iraque e para a Faixa de Gaza. Ele gosta de estar em zonas de conflito e acha que lá se daria bem.
Ok. Eu entendi que quiseram fazer um paralelo e coisa e tal. Mas o que passa pela cabeça dessa pessoa? Ele gosta de mandar chumbo pra todo lado, é isso? Ai, ai, ai.
Nem preciso comentar mais. Ou preciso?
Alô?
Eu não tenho filhos.
Mas eu tenho sobrinhos. Mais especificamente, eu tenho uma sobrinha que vai fazer um ano em pouco mais de um mês.
E ver minha sobrinha, minha Clarinha, crescer é surreal. É uma sensação de deja vu, porque ela se parece com a mãe dela, que eu vi crescer um dia depois do outro. E me dói, muito, tanto que nem sei explicar, não poder vê-la crescer um dia depois do outro também.
E, caramba, o nome da mãe da Clarinha fui eu que escolhi. E quando eu vejo o rostinho da minha sobrinha, da minha Clarinha, eu vejo o da irmãzinha, da minha Anninha.
É por isso tudo que um vídeo tosco de um minuto com essa neném dizendo “alô” me faz chorar. Quando a vida dá essa volta completa e você sente que está revendo algo, só pode mesmo deixar as lágrimas saírem. Respire fundo e curta isso.
Alô.
Água, água, água
A Fast Company deste mês traz uma daquelas reportagens fantásticas que definem o valor de uma revista. Geralmente, revistas de negócios falam de demissões como um mal necessário e tratam os negócios mais absurdos como apenas um jeito honesto de fazer dinheiro.
Mas este mês, ao falar da obsessão mundial por água mineral, eles mostram como um negócio baseado no supérfluo (pagar caro por um bem que chega na sua casa por um preço irrisório) pode ser ruim para o planeta. Eles calculam quanto se gasta para transportar, engarrafar (gasta-se dois litros para lavar uma garrafa que vai conter um litro de água mineral) e comercializar água mineral. Mostram tintim por tintim o dano que esse negócio de US$ 50 bilhões pode fazer ao meio ambiente. Sensacional.
Além disso, vale curtir as excelentes reportagem do mês passado sobre a criatividade e inovação na China e sobre a influência da Apple sobre a Disney.
A série do verão
Três amigos. Um deles é um traidor, explode uma bomba em Manhattan e incrimina os outros dois. O nome da série é Traveler. A trama é uma atualização da premissa de O Fugitivo, a série clássica dos anos 60.
Os dois amigos fogem desesperados de um país com medo. Com tanto medo que não está muito interessado em explicações. A série tem o senso de urgência e o ritmo nervoso de um thriller de primeira. Estréia no Warner Channel em julho. Pode conferir sem medo. Você vai viciar.
Cicarelli free!
Liberdade de Expressão >> 1 x 0 << Cicarelli
Ufa.
A infâmia de cada dia
Todos os dias acontecem muitas tragédias. Algumas desaparecem no meio da cacofonia das grandes cidades. Outras invadem o nosso cotidiano porque são o retrato do absurdo e do quanto nossa sociedade está doente.
Uns meses atrás, uma gangue de vermes matou uma criança de forma inconcebível, ignóbil.
Ontem, uma trupe de filhinhos de papai resolveu surrar uma empregada doméstica que esperava um ônibus. Bateram nela e levaram sua bolsa com R$ 47 e um celular.
São cinco meninos na casa dos 20 anos. Um deles, pelo menos, é estudante de direito. Eu nem vou gastar mais espaço, porque você vai ler sobre isso intensivamente na grande imprensa. Mas o fato é que estamos doentes, praticando atos absurdos sem motivos aparentes. Uma palavra define isso: inexplicável.
Ajude o monstro de quatro olhos
Os casais formam entidades simbióticas, monstros de quatro olhos.
Susan e Arin se conheceram, se apaixonaram, viveram uma daquelas relações malucas e intensas que mais parecem coisa de filme e resolveram que, diabos!, valia mesmo um filme. Com essa idéia na cabeça e um monte de cartões de crédito estourados, Susan e Arin estrearam como diretores no Slamdance, o braço digital do Festival de Sundance.
O filme não foi multipremiado, não conseguiu um acordo de distribuição e, uns anos atrás, desapareceria no limbo. Mas estamos na era dos podcasts, do MySpace e congêneres. Susan e Arin se recusaram a deixar para lá e resolveram promover o filme com a cara a e com a coragem no seu próprio site. O resultado foi o podcast adorável, acompanhado por milhares de pessoas do mundo todo.
Mas, convenhamos, era um saco não poder ver o filme. Eles lançarm algumas versões custando US$ 3 a 5, DVD e camisetas. Agora, colocaram o filme no You Tube na íntegra e, se você se cadastrar na comunidade de cinéfilos Spout, eles ganham US$ 1. Isso mesmo. Você não paga nada, quem se encarrega de dar a grana para eles é o site. Assim, eles viram embaixadores do Spout, que os recompensa pagando por assinante conquistado. Maneiríssimo e tudo a ver com a era em que seu prestígio vale dinheiro.
Veja o filme lá e ajude os caras a levantarem o dinheiro que falta para quitarem os cartões de crédito.
Os melhores filmes de ação EVER
Pouco mais de um mês atrás a Entertainment Weekly lançou sua lista com os melhores filmes sci-fi das últimas décadas. Maneiro, maneiríssimo.
Na edição da semana passada, foi a vez de lista os melhores filmes chutadores de bundas de todos os tempos e o melhor de todos é aquele com o cara descalço que mata um monte de terroristas naquele prédio em chamas… Alguma dúvida de que esse seria the best?
