Eu fui salvo pelo Vilago
Mais de uma vez.
Um monte de gente que me conhece no dia a dia acha que eu sou um rato de computador. Besteira. Quem entende e me ensinou a maior parte do pouco que eu sei, foi o Cris. Ele de vez em quando tem pouco saco pra me ensinar, me manda umas mensagens cifradas e e um “se vira”. Mas quando a coisa aperta, é ele quem resolve meus pepinos.
E veja bem. Nós éramos amigos muito antes dele casar com a minha irmã. Esse foi um daqueles desdobramentos inesperados. The plot thickens… Antes disso, nós passamos as dores da virada do mundo adolescente pros vinte e poucos e ficamos centenas de madrugadas trocando idéias por causa do fuso horário quando ele foi morar nos Estados Unidos e depois no Canadá.
Foi nessa época que ele criou o serviço de hospedagem dele e eu acho que nem se chamava Vilago ainda. Eu tinha comprado uma hospedagem fuleira e barata e os caras desapareceram. Fui correr pra olhar backups e o que tinha ficado registrado no blogger e o que eu descobri foi que tinha perdido mais de um ano de blog.
O Cris me acolheu nessa fase, quando ainda estava no comecinho, no pré-Vilago. Eu dei sorte de ter esse problema na hora em que ele tinha acabado de iniciar a empreitada. O cara passou vários dias juntando cacos de informações aqui e ali. No fim, em vez de perder uns 18 meses de blog, perdi “só” 10. Mas isso foi só uma parte, né? Todas as mudanças de layout e todas as trapalhadas digitais que eu cometi, adivinhem quem me socorreu?
Então, eu acho que preciso, de vez em quando, falar do quanto o Vilago é bacana. E como o Vilago é o Cris e o Cris é o Vilago, estou dizendo também que o Cris é bacana.
Acho até que vou passar a chamar o Cris de Vilago. Ou o Vilago de Cris, sei lá.
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