Dia 19 este blog fez seis anos.
Legal, legal.
Obrigado pelas visitas e volte sempre que quiser.
Atualização: De madrugada, quando eu me toquei da data e escrevi quase dormindo, eu jurava que eram sete anos!
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Uma coisa que sempre me irritou é que os filmes de zumbis dificilmente lidam com situações que quebrem a premissa dos humanos confinados e cercados. Foi por isso que fiquei fascinado por The Walking Dead. É a série que não teve medo de desenvolver como seria o cotidiano de pessoas que sobreviveram em um mundo tomado pelos montros.
Por conta disso, a premissa não tem nada de original. São as habilidades de contador de histórias de Robert Kirkman que fazem a diferença. Sua fluência de acontecimentos é naturalista, sem grandes firulas. E nessa simplicidade o leitor se perde nas vidas dos sobreviventes.
“Para mim, os melhores filmes de zumbis não são os que trazem uma festa de entranhas e violência”, diz Kirkman em uma carta ao leitor no primeiro número da revista. “Bons filmes de zumbis mostram o quanto estamos cheios de problemas, questionam o nossa posição na sociedade… E a posição de nossa sociedade em relação ao mundo. (…) Quero explorar como as pessoas reagem em situações extremas e como esses eventos as modificam.”
Eu fiquei uns meses sem ler e agora me atualizei. Em uma noite, li dos exemplares 26 ao 33 e fiquei eletrizado. Acho que é um bom motivo para recomendar.
Eu sei que cheguei atrasado, mas estava meio ocupado esses dias.
Quer dizer que o desabamento do buraco do metrô não matou nenhum funcionário da obra? Só levou gente inocente que estava passando por ali na hora.
Que beleza, hein?
Atualização: Morreu um funcionário.
Mexe daqui, mexe dali acho que agora está tudo de volta ao normal.
E ainda arrumaram um tempo pra rir do meu cabeçalho. É mal feito, mas é limpinho, tá?
A festa ontem teve vários momentos legais:
Hugh Laurie figuraça fingindo surpresa por ganhar o prêmio e fazendo aquele discurso sacana sobre as equipes sempre maravilhosas. Algo como “Todo mundo fala que sua equipe é maravilhosa. Deve haver uma equipe técnica formada por larápios. Mas a minha é legal” e “Na temporada de premiações mandam um monte de brindes para nós e ninguém manda um discurso”.
Jeniffer Hudson dizendo “vocês não sabem o bem que isso faz a minha autoestima”, ao ganhar o troféu de coadjuvante.
Tom Hanks, engraçado como não é há muito tempo, dizendo: “esse homem tem bolas, digo, em termos de visão artística” e “ele foi o estreante mais promissor no Globo de Ouro de 1962… 1-9-6-2!!”
Warren Beatty dizendo a Jack Nicholson e Clint Eastwood que eles deviam pegar leve e que o obrigavam a voltar a trabalhar de vez em quando. “O espaço entre meus filmes sempre foi longo e todos eram uma espécie de volta minha.” E, para a esposa, Annette Bening: “Obrigado por me fazer sentir como seu eterno estreante mais promissor”.
Justin Timberlake quase se ajoelhando abaixo da linha do microfone e dizendo “aceito esse prêmio em nome de Prince”.
Clint Eastwood dizendo “vocês não sabem o bem que isso faz a minha autoestima”, ao ganhar na categoria filme de língua estrangeira por “Cartas para Iwo Jima”
Sacha Baron Cohen, de Borat, dizendo ao amigo Ken Davitian, o gordão com quem ele tem uma briga antológica no filme, com os dois pelados e rolando em posições errr… perigosas: “Azmat! Quando eu me vi embaixo de você e avistei seus dois Globos de Ouro, pensei: é melhor eu ganhar algum prêmio por esse filme!!!” Na hora de sair: “Obrigado aos americanos que ainda não me processaram”. Esse cara é fantástico.
Helen Mirren arrasou. E depois, de novo. Foi lá ontem dar uma passadinha, pegar os troféus e jantar com uns amigos.
Mas então…
O que a Sony está fazendo que ainda não anunciou “Ugly Betty”? Inacreditável que eles vão demorar muito mais para lançar um dos programas mais deliciosos da temporada.
Aliás, “Ugly Betty” é muito legal. Eu sei que, afinal, o Globo é um prêmio de estrangeiros e coisa e tal… Mas, caramba, esnobar “The Office” de novo é muita safadeza.
Babel ia naufragando, naufragando e aí, subitamente, surgiu como no último momento. De novo, como é que a Associação dos Jornalistas ESTRANGEIROS de Hollywood ia deixar um filme globalizado como esse de fora?
Se segura mais uns dias. O Cris fez o upgrade do meu WordPress e algumas coisas ficaram fora do lugar. Eu vou arrumando quando tiver tempo, ok?
Tem que comemorar!!
Nossa, eu me esqueci totalmente de colocar esta frase aqui.
Em um dos ótimos episódios da segunda temporada de My Name is Earl, nosso herói enche a cara e, durante uma festa maluca, acaba transando com a mãe de um de seus amigos. Sua justificativa:
“Ela não era jovem. Mas estava consciente.”
Esta temporada tem seus pontos altos nas recaídas de Earl. Ele quer, porque quer fazer besteira. Que série fantástica.

“Eu sou um dos que ‘já foram’. Todo mundo que é quente hoje, caminha para o dia em que será um dos que ‘já foi’ alguma coisa.”
Sylvester Stallone foi, um dia, o maior astro do mundo. Eu não disse ator. Astro. Aquela figura que tira as pessoas de casa e faz elas pagarem pelo cinema, pela pipoca e pela aporrinhação que vem junto. Ele fez um ótimo filme de Rocky, o primeiro, um ótimo Rambo, também o primeiro, e fora esses dois filmes, se especializou em lixo. Com o passar dos anos, surgiu gente mais interessante do que ele e Stallone foi esquecido.
Hoje, aos 60 anos, ele é um astro do passado. Uma relíquia dos anos 80. E ele sabe disso. Em julho de 2004 eu fui fazer uma reportagem em Las Vegas sobre o reality show “The Contender” e o entrevistei. Ele é baixinho, feioso, mas não aparenta a idade que tem. Talvez se abrisse mão da tintura… Mas é a atitude jovial e o corpo sarado. De qualquer modo, é um homem falante, inteligente, articulado. Ele é Rocky Balboa no sentido de que seus bons momentos estão no passado e todos que o vêem sabem disso.
Pois ele lançou Rocky Balboa, o sexto filme da série, nos cinemas americanos e, depois de todo mundo dizer que era uma idéia ridícula, o filme recebeu boas resenhas e já fez US$ 60 milhões em três semanas em cartaz. Na Virgin, há um monte de camisetas e moletons maneiríssimos com o símbolo do garanhão italiano. Não chega a ser uma rockymania, mas considerando os humores do público antes e o que se viu depois do lançamento, o filme fez efeito.
E o filme é bom, acredite. É emocionante, é cheio de coração e fala, na medida certa, de dar às pessoas a chance de provar que mesmo que já não estejam no auge, ainda há muito que podem fazer. Rocky materializa isso em uma luta, claro, a metáfora mais rasteira. Mas esse personagem funciona assim. Stallone, que não é nem nunca foi um homem sutil, ainda rebate seu ponto em uma cena na qual Rocky resolve adotar um cachorro e, em vez de pegar um animal jovem e forte, pega um feinho e velho. “Se a gente alimentar ele direitinho e der carinho, ele pode voltar a dar o melhor de si”, diz.
De todo modo. Rocky 6 é relevante como apenas o primeiro tinha sido e traz uma analogia clara com o terceiro filme da série. Deixe eu refrescar sua memória. É aquele em que nosso herói fica arrogante e perde a garra e o coração, perde o olho do tigre que todo lutador tem nos tempos de miséria.
Se o primeiro filme fala de dar a chance a um homem sem história, este último fala de deixar um homem fazer jus ao seu passado. Ao deixar de ser um astro de primeira, ao se ver esquecido, Stallone recuperou a garra que tinha perdido. Ao ser humilde em suas declarações, recuperou o orgulho. Ao juntar tudo isso, fez um grande filme sobre o outono da vida.

Legal, legal mesmo. Ainda bem que é caro e que só vai estar disponível em julho. Nenhuma chance de fazer uma loucura. De qualquer modo, mesmo sendo melhor que meu atual aparelho, é caro que dói. Uma das virtudes do meu E62 é o custo benefício. Só que, em dois anos, esses aparelhos vão estar a preço de banana e, se a Apple não fizer nenhuma burrada, podem virar o próximo razr.
Esse outro brinquedinho, abaixo, é menos impressionante, mas que é muito bacana lá isso é. O mundo seria mais bonito se eu não precisasse ligar meu notebook na TV…
