Na foto de Tiago Brandão, mãe salva filho que se afogava. Ela também não sabia nadar.
É um clássico na faculdade de jornalismo o dia em que te perguntam o que você faria se, ao fotografar uma enchente, visse uma pessoa se afogando. E então? Você continua fotografando ou ajuda a pessoa?
Um fotojornalista chamado Tiago Brandão respondeu a essa pergunta na prática. Ele viu uma mulher que não sabia nadar pular em um poço com profundidade de quatro metros para salvar o filho que se afogava. Sacou a máquina e registrou o ato heróico desesperado da mãe. Não foi ajudar.
Ele diz que o instinto profissional falou mais alto, que tudo aconteceu muito rápido e que não sabe nadar. Além disso, o motorista que estava com ele foi lá ajudar a mulher e a criança a sair.
E você? Iria salvar ou fotografar?


A seqüência de fotos mostra que havia outras pessoas próximas, além da mãe. O fotógrafo não fez falta no salvamento.
Eu, claro, tirava a foto.
Meu filho perguntou:” esse babaca não fez nada?? ficou la tirando fotos…olha so, vao morrer, deixa fotografar logo…”
oh, tenho 2 coisas pra dizer …
1) e se fosse um pitbull atacando a mulher? ou se fosse um tubarao no mar? vc pulava pra ajudar?
Bem, aquele cara em NYC pulou na frente do metro e deu certo …
Mas nao sei nao … na hora …
2) se fosse o homem-aranha, ele tirava foto e pulava, dai tirava outra foto de dentro da cena …
Mto boa a discussao e o texto …
Não há uma resposta simples. Isso demandaria algumas considerações: já há gente engajada no salvamento? Eu tenho condições de ajudar sem abrir mão da minha própria segurança? E se eu perder o registro? Falando assim é fácil, mas normalmente, essa avaliação tem que ser feita em 2 segundos. Sinceramente, não saberia o que fazer. O melhor é seguir sua intuição. Só discordo de quem diz que foi um “ato heróico”. Não foi. Se o garoto não fosse filho daquela senhora, aí sim seria heroísmo. Como era, foi só uma mãe demonstrando seu amor e seu senso de cumprimento do dever materno. O que já não é pouco em tempos nos quais tem mãe jogando filho recém-nascido no rio. Mas heroísmo não é.
Eu não sei o que eu faria. Racionalmente, a gente pode analisar a situação e desenhar cenários. Mas o fato é que o fotógrafo registrou tudo em 30 segundos.
Acho que se fosse comigo teria pulado com câmera e tudo.Sou do tipo de pessoa que gosta de ajudar sempre….mas não condeno a atitude dele,pois,querendo ou não ele teve um papel importante…mas deixo um recadinho._Amigo,pense direitinho,se fosse o seu filho,qual a atitude que você escolheria que a pessoa tivesse,fotografar ou te ajudar?
Bom dia internautas e leitores do Alexandre Maron, como autor da foto e com oito anos de fotojornalismo, já sabia que essa discussão ia entrar ao ar, quanto a pergunta se salvaria meu filho, é uma coisa que não vem ao caso, é uma situação totalmente diferente de que a que eu presenciei, não precisa nem dizer que se fosse meu filho iria entrar em desespero (como aconteceu com a Dona Jerônima neste caso), mas acho que como haviam outas pessoas e o socorro já estava sendo prestado, acho que fiz a minha parte, esta construção, que está a oito anos sem solução, tem o terreno totalmente aberto, para se chegar a esse poço não precisa andar mais de 10 metros, hoje o local já está totalmente certaco com uma grade de alambrado e arames farpados, o poço será drenado pela prefeitura e a mina existente no local sera encanada para o esgoto, agora eu pergunto: “será que se essas fotos não fossem publicadas a solução teria chegado tão logo?”, e mais uma pergunta: “Será que se estas fotos fossem publicadas a Dona Jerônima teria recebido as várias ajudas que recebeu desde este eposódio?”, conversei Jerônima ontem, ela me agradeceu e pediu desculpas por algumas declarações que deu na TV e disse que não tem nenhum recentimento da parte dela, chorou, me agradeceu mais uma vez e fiquei tremendamente emocionado. Acho que fiz a coisa certa. Dona Jerônima e seus filhos estão bem, estão sendo ajudados e aquela construção finalmente não oferece mais risco nenhum para a população.
Aos que me criticam, respeito plenamente a posição de todos vocês, mas peço que evitem ataques pessoais, pois em alguns blogs colocaram até a foto do meu filho fazendo a seguinte pergunta: “o que vocês acham da gente jogar este menino em um poço para que seu pai o fotografe?”…acho isso de uma covardia sem tamanho que homem nenhum que se preze deveria nem sequer pensar nestes tipos de ofensas pela internet.
Obrigado aos que me compreendem e desculpem-me aos que me critiquem, só estava fazendo o meu trabalho.
Tiago Brandão
A clareza da argumentação do Thiago me deu outra perspectiva da ação.
Na realidade, tudo depende do momento! Só quem está envolvido em uma situação desse tipo poderá, depois, tecer comentários a respeito do que o (a) levou a tomar tal ou qual atitude diante da situação de conflito.
Acima do Jornalismo Fotográfico está a vida humana.
Claro, o Cara só pensou em ganhar o World Press Photo of the Year. Tirasse uma foto e corresse pra ajudar. Ele registrou o desespero cena a cena.
Se havia mais gente ao redor, pq ninguem pulou pra tentar ajudar?
Pessoal, basta ver as fotos para notar que havia gente por perto que foi ajudar.
De minha parte, acho que não o fotógrafo não teve nem tempo de pensar em como as fotos iam ter repercussão.
em primeiro lugar vem a vida!
Tenho ceteza q Tiago fez a coisa certa, quem somos nós pra tentar salvar alguém desse modo, só a mãe desse garoto mesmo, pois mãe é mãe… Concerteza ela não mediria esforços.
Não tem o porquê criticar, já não estavam muitas pessoas lá?
Pra q o Repórter lá tbm!?
Se a Dona Jerônima tivesse morrido afogada junto com seu filho, as fotos teriam qual finalidade? mostrar a agonia dos dois?
É..
Hj nem falo + nada.
Pois tudo foi realmente resolvido e fica mais um marco para todos nós..
E tenho apenas uma coisa a dizer
Meus sinceros parabéns Tiago Brandão pelo trabalho que fez e sempre fará honestamente que sei como que é sua pessoa..
até!
Ao meu ver o Tiago agiu certo registrando o desespero daquela mãe, pelo que consta, haviam outras pessoas por la que estavam prestando socorro. A cena fotografada ajudou muito, principalmente, obrigando aos orgão responsaveis em resolverem o problema do bueiro aberto, evitando assim outras ocorrencias como esta, além do mais as fotos chamou a atenção para que tanto mãe como filho fossem ajudados depois das fotos publicadas,…..não vejo em momento algum culpa no registro e se fosse eu com meu filho ficaria agradecido pelas fotos e as publicações..parabens é um belo e emocionante registro da realidade. sou estudante de artes na UNiCSUL de São MIguel aqui em São Paulo e gostariamos de prestar uma homenagem a esta corajosa mãe, por ter mostrado a todos do que uma verdadeira mãe é capaz de realizar por um filho, se por acaso alguem souber como podemos enviar algo pelo correio para esta familia favor enviar através do meu e-mail para que possamos aqui na faculdade fazer uma campanha para enviar algo de final de ano para mão e filho…obrigado, meu e-mail é:nilnel@uol.com.br.
Bom o resultado de um extinto ou trbalho podemos assim chamar, trouxe o prêmio mais esperado do Ano Esso de jornalismo 2007.
Como o fotografo mesmo disse existiam ali várias pessoas para ajudar.
Eu sou novo, nao tenhomuita aidéia de profissionalismo, mas mesmo assim eu tiraria a foto da moça e depois sem pensar megulharia no rio para salvar os dois ( mae e filho )
Se não souber nadar, fotografe.
Não vai adiantar nada pular.
Mas chame alguém que saiba (nadar, digo).
se ele é profi…
ele tiraria a foto rapidamente e pularia para ajudar
lamentavel, a força de um homem é mto maior que o de uma criança