O nome dele é Bond

Para acabar com rumores negativos e campanhas de fãs malas, basta fazer um bom filme. Se for ótimo, então, tanto melhor. Daniel Craig mata a pau como o novo 007.

Foi engraçado, porque eu tinha ido ao cinema ver “Borat”, a comédia do momento nos Estados Unidos, e, enquanto esperava a sessão, resolvi dar uma olhada no início de “Casino ROyale”. Começa provavelmente uma das melhores três aberturas da história da série (premiada com aplausos efusivos da platéia, impressionada), segue para uma perseguição fantástica, outra, as novas bond girls vão aparecendo…

Quando eu vi, não dava mais para pegar “Borat” do início. Relaxei e segui a nova aventura de Bond, o cara. Valeu cada centavo do meu ingresso. Deve estrear aqui no dia 15 de dezembro. Não perca.

Claro, onde eu clico?


EU já disse que, se aprendessem a escrever, esses hackers safados seria mais perigosos. É que os textos são tão toscos que ninguém cai numa bobagem dessa.

Hã?! O que? Ah, não. Não me diga que você caiu?!

Dia 24

O libro chega nas bancas…

O fim da jornada

Foram quase três meses de trabalho árduo, duro, difícil, sem fins-de-semana nem feriados e ontem acabou. Digo, faltam detalhes mínimos, mas acabou. Mudar uma frase aqui ou outra ali por causa de uma observação de última hora não é nada comparado à ralação de fazer um livro sobre cinema como não se vê por aqui há muito. Uma lista de filmes que quebra certos tabus e indica títulos que o espectador não está acostumado a ver em livros do gênero. E lá estão também grandes clássicos, marcos do cinema. Tudo comentadinho e enriquecido com informações sobre ícones da sétima arte.

Chega às bancas em algumas semanas e eu falo mais sobre isso em alguns dias. Aí eu dou preço e mais detalhes. Mas o que importa é que eu estava olhando para as páginas pela milésima vez e tentando fingir que o livro não está lindo. Impossível. Está bacanérrimo. Separe 20 pilas aí, hein.

A Wired chegou primeiro, mas vale

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Há alguma coisa errada quando uma revista mensal chega antes de uma semanal em um assunto palpitante.

Ainda assim, o que a Time sempre faz muito bem são suas capas fantásticas. Sua galeria cobre várias décadas e apresenta algumas das imagens mais bem concebidas da história das revistas. É conservadora, é sacana em diversos momentos. Mas é brilhante em diversas oportunidades.
No artigo de capa, eles colocam Richard Dawkins (o maior defensor do ateísmo) frente a frente com Francis Collins (um dos líderes do projeto Genoma que é cristão e defensor do casamento – ou namoro- entre ciência e religião – ou cristianismo). Como eu sou ateu, achei a argumentação de Collin fraquiiiinha. Mas vale você ler e tirar sua própria conclusão.

O beco sem saída de Lost

Acabaram os tais seis primeiros episódios de Lost e o resultado é interessante e quase um estudo do quanto uma série pode encarar problemas a partir de sua premissa.

Os episódios estão muito bem escritos e dirigidos, entregam sempre novas revelações e informações interessantes e, ainda assim, a sensação de frustração é crescente. Nos Estados Unidos, a audiência caiu e os espectadores estão irritados e frustrados.

Mas como é que isso está acontecendo se os episódios são tão bons?

A resposta tem a ver com algo que Lost não consegue entregar: recompensa emocional.

Enquanto outros programas vão de rapidinhas (as séries que resolvem suas histórias dentro de cada episódio) a sexo selvagem (24 Horas, que é uma hora de emoção), Lost é uma preparação para sexo tântrico. O prazer está sempre no futuro. Não há aquele momento em que os heróis resolvem alguma coisa e você pensa: ufa!! Agora a gente descansa até a próxima ameaça.

Isso é mortal. Cansa, incomoda. Com o tempo, os espectadores sentem que nunca estão recebendo o que esperavam.

Então, se eu pudesse dar uma única recomendação a Damon Lindelof e Carlton Cuse, seria essa: recompensa emocional já!!

Eu falei aqui sobre o espetacular quarto episódio do terceiro ano de Galactica. Você ri, chora, grita, pula da poltrona. Você torce pelos heróis e os vê errando e acertando, resolvendo problemas.

Em Lost eu fiquei desesperado com o final do segundo ano. O cara que os escritores nos vendem como o herói leva os companheiros direto para uma armadilha sem ter um plano de contingência qualquer. Um absurdo na vida real e um desplante maior ainda num mundo ficcional.

O discurso de que as pessoas querem ver gente como a gente é uma balela. No mundo real, fora das expectativas quase infantis e sonhadoras das pessoas que criticam a TV, o que os espectadores querem são pessoas interessantes com as quais possam se identificar. É nesse ponto que entra o desenvolvimento de um bom personagem. É aqui que a complexidade, os defeitos e qualidades ganham sentido. Lost tinha isso e foi deixando essa vantagem se esvair na prisão dos plots complicados que nunca se resolvem.

Enquanto isso, séries como Heroes e Jericho andam rápido e se movimentam sempre. Heroes consegue manter o interesse e melhora a cada episódio, Jericho parece já estar perdendo o gás. Não há fórmula mágica.
E, bom, o episódio seis é fantástico. Mas, de novo, nos deixa naquela situação de irritação absoluta. Quem viu os promos dos seis episódios no You Tube sabe que o slogan da temporada era: planeje sua fuga!!

Nada disso aconteceu. Ficamos andando em círculos. É como eu disse: nenhuma recompensa.

He is the man, errr…, the computer man

É para isso que servem os amigos, para te mandar vídeos incríveis como esse.

Jack Black é sensacional porque não tem vergonha de fazer um negócio desses e ser filmado. Ou ainda melhor, ele é o produtor executivo… A sequência final, com Black de cuequinha e fantasia de Computer Man andando pela rua é impagável.

E não perca o segundo episódio.

O melhor?

Fora julgamentos rápidos, odeio esse papo de melhor isso, melhor aquilo. É algo transitório, que carece de contexto.

Mas, de qualquer modo, diga pra mim:

1. Cidadão Kane é mesmo o melhor filme de todos os tempos? Se não, qual é?

2. Cidade de Deus é o melhor filme brasileiro de todos os tempo? Não? Qual seria a sua escolha?

3. Qual é a polêmica mais idiota do cinema?

O maior mistério de LOST

Qual foi a reação especial da ilha que fez o Mr. Eko ficar tão pançudo?

O personagem aliás, tinha ficado mais e mais chato, né? Pelo jeito a nova temporada tem uma forte missão de recuperação dos personagens que foram destruídos pela extrema enrolação e excesso de gente disputando tempo de cena no ano passado. Se os produtores matarem mais uns cinco, a série periga ficar boa de novo.

Só com RG, CPF e comprovante de residência

Um projeto que será votado na próxima semana defende que todos se identifiquem (com direito a cópias de documentos de identidade) junto aos provedores e só acessem a internet usando um login especial que os identificaria o tempo todo.

Uma piada de mal gosto. Uma medida digna da China comunista ou da Russia stainista, se lá tivessem internet na época…
Mas considerando que eu coloquei registro para comentários no meu site (e com isso passei a receber muito menos comentários do que antes), talvez eu tenha telhado de vidro. Ou não?
Eu explico a diferença. As medidas de registro não têm como objetivo saber exatamente quem está entrando no site. O que eu (e tantos outros blogueiros) tento evitar com isso é a profusão enorme de robôs fazendo comentários falsos. No momento, meu anti-spam de comentários tem  4600 mensagens bloqueadas…