Detetives médicos

 

Coloquei ordem na casa e, em vez de assistir a episódios pulados, estou vendo “House” um a um, desde o primeiro episódio.

Fazendo isso, fica claro porque as séries parecem ter sido criadas paras ser comercializadas no formato de caixinhas de DVDs. A sequência de episódios faz você ir se envolvendo com os personagens, descobrindo suas histórias. É uma considerãção óbvia, eu sei, mas eu assisto a maior parte dos seriados uma semana depois da outra. É raro eu pegar alguma coisa em DVD.

O que importa é que House mostra que é possível renovar gêneros cansados se você tiver muita criatividade. No mesmo ano em que foi lançado, a TV ganhou uma série chamada “Medical Investigation”. Acredite, o tema era o mesmo, praticamente. A diferença é que, sem muita imaginação, o criador estabeleceu a série em cima de um grupo oficial de médicos investigadores. Até aviãozinho os caras tinham. Só que ali a estrutura detetivesca e oficialesca ficou pesada demais se impondo sobre o que interessa.

“House” tem como base dois princípios:

1. Um personagem-título sensacional, interessante, fascinante, brilhante e interpretado com brilhantismo. House paga tributo a Sherlock Holmes, com direito a um Watson materializado no Dr. Wilson.

2. Em vez de esfregar na sua cara que a série traz detetives médicos (com um título absolutamente sem nenhuma imaginação da outra série fazia, diga-se de passagem) os criadores deixaram quase escondido que estão fazendo uma série de detetives. Não era preciso gritar isso. O processo de assistir ao programa resolve essa equação facilmente.

Assim, a personalidade deliciosa de House fisga os espectadores no primeiro plano e as tramas sensacionais da série terminam o trabalho. “Medical Investigation” rodou e “House” é um sucesso enorme. E olhe que as duas séries chegaram a usar até casos iguais, como o da calça Jeans contaminada por pesticida.

A melhor venceu. Não tem mistério nenhum.

Agora vamos aos defeitos, ou você acha que eu ia ser bonzinho assim pra sempre? A fotografia é bacanérrima, com umas cores saturadas lindas. Mas a direção de arte é medíocre. Há um bom cenário, mostrando o escritório da chefe de House, mas os corredores com aquelas janelas horríveis são o ponto fraco. Quebram a harmonia das cenas e lembram o espectador de que aquilo é ficção. No campo das tramas, o maior defeito da série é mostrar os personagens fazendo coisas demais. Médicos não fazem testes no laboratório e quem faz necrópsia é legista. Mas tudo bem. A série é tão boa que a gente perdoa essas besteiras.

Diversão heróica

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O valente Porradoman cai em um feroz combate nas cavernas…
“Eu não sou frouxo”, explica o herói, “os monstros de pedra chegaram silenciosamente e me pegaram de surpresa!!!”.
Ok, defensor da justiça, nós acreditamos em você!

Depois de sofrer um pouco na hora de instalar, estou me divertindo muito com “City of Heroes”. Fazia tempo que eu não gastava tantas horas jogando um game deste tipo. Para falar a verdade, desde as longas tardes com EverQuest em que eu e Cris jogávamos juntos: Ele em Nova York e eu aqui em São Paulo. Num dia em que a Mônica ficou de plantão eu passei mais horas do que tenho coragem de admitir. Já fiz uns quatro “heróis” diferentes.
Mas a graça é mesmo jogar com os amigos. No outro dia, eu estava jogando sozinho, sem meu inseparável companheiro de aventura, e no meio da diversão cheguei a ligar pra ele e perguntar o que ele estava fazendo que não estava socando malfeitores…

Agora, já temos mais dois amigos jogando. Como eu não sou de ficar no mesmo jogo por muito tempo, provavelmente vou enjoar disso em algumas semanas e nunca mais vou falar no assunto. Mas tudo depende do quanto os amigos vão continuar frequentando esse mundo virtual. Se eles continuarem a luta pela verdade e pela justiça, Porradoman não poderá se aposentar!

Sem comentários

O Imprensa Marrom foi condenado em primeira instância. Uma pena, uma vergonha, um absurdo.

Para evitar que outros blogueiros se vejam em situação semelhante, precisamos tomar medidas…

1. Passar a moderar todos os comentários é uma boa saída

1b. Cancelar os comentários. Mas pra mim é algo como a política de não transar para se prevenir contra doenças venéreas. Não rola. Prefiro a camisinha.

2. Criar uma organização de blogueiros na qual as pessoas podem se afiliar, pagar alguma grana e ganhar um selo no site. Isso as colocaria em um programa de proteção contra gracinhas judiciais de empresas desonestas, acostumadas a usar o peso de advogados para intimidar

3. Tentar fazer barulho em revistas e jornais e despertar a mídia tradicional para os absurdos desta situação vivida pelos blogs

4. Acordar os blogueiros para a etiqueta. A liberdade de expressão permite que você diga qualquer coisa, mas você precisa estar preparado para as consequências de seus atos. Ofender a honra é coisa séria. Só fale quando tiver provas

Sugestões, dicas? Comente enquanto pode.

Nossos Comerciais, por favor

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Quando voltei da lua-de-mel, eu e minha mulher nos vimos com um problemão causado por uma coisa boa: ganhamos tantos presentes que, junto com tudo que já tínhamos, simplesmente não havia espaço na casa para guardar tudo.

Doamos roupas e livros, vendemos móveis, compramos armários e, ainda assim, estamos lotados. A cada semana eu encontro uma nova fronteira de economia de espaço. Estou agora me desfazendo de alguns dos meus jogos de tabuleiro. Alguns eu comprei edições mais novas, outros eu simplesmente não tenho com quem jogar.

Para facilitar as coisas, fiz dois comerciais curtos dos jogos que eu tenho que poucas pessoas conhecem. É uma das delícias de ter recursos da tecnologia digital (e o You Tube) a disposição.
Se você curte jogos de tabuleiro, dê uma olhada e faça uma oferta.

Legions of Steel

Battletech 

Star Trek recebe um lifting

Espero que a “atualização” não se pareça em nada com a minha montagem tosca!!!

Os caras da Paramount não brincam em serviço. Quando viram que os produtores contratrados tinham esgotado a franquia Jornada nas Estrelas, pararam tudo e resolveram botar sangue e bits novos…

Então, além de contratar J.J. Abrams (o único que saiu ileso do fiasco financeiro que foi MI3) para tocar a série a partir de agora, eles resolveram dar uma de George Lucas e chamaram o designer Michael Okuda, veterano em cuidar do visual da série, para dar um corrigida no que eles consideram defeitos no visual e nos efeitos da série clássica, filmada com cenários de papelão e muita raça nos anos 60.

Vai daí que teremos a fúria dos trekkers, claro. Não há fã mais apaixonado no mundo da ficção científica (aliás, há quem se compare: os amantes de Star Wars), e eles vão chiar contra a decisão do estúdio de mexer no que era errrrr… perfeito.

Claro que, quando dizemos perfeito, estamos falando que os erros e a pobreza dos cenários eram parte do charme de assistir a um programa feitos nos anos 60. Afinal, seu “sessentismo” transbordava.

Mas vamos nos lembrar que, quando George Lucas lançou suas edições especiais de Star Wars, os fãs chiaram mais porque ele inventou aquela bobagem do Han Solo atirar depois do Greedo. As maquiagens digitais foram bem recebidas pela maioria das pessoas. E o grande acerto de Lucas é lançar agora os filmes puros, apenas remasterizados, para que os fãs possam ter a opção de assistir à versão maquiada ou à original.

Então, acho que, se a Paramount mantiver disponíveis as caixinhas com as edições originais remasterizadas, os trekkers vão ficar mais calmos. Até porque, Trekker que é Trekker, já tem todas…