Um jornalista na mesa aqui perto acaba de descobrir um site chamado Amazon.
Isso. Você leu certo.
Um jornalista na mesa aqui perto acaba de descobrir um site chamado Amazon.
Isso. Você leu certo.
Acorda, classe média.
Mudar o país dá um pouco mais de trabalho do que fazer uma passeata ou uma sessão de Ioga pela paz. Inventar esses eventos inúteis que não mudam nada é a receita do fracasso. Os cariocas são um ótimo exemplo da inutilidade dessa… dessa… Eu ia dizer estratégia. Mas passeata pela paz, mãozinha formando pombinha, camisetinha branca não é estratégia. É nada. É gente preguiçosa querendo acalmar a própria consciência com esse papo de “fiz a minha parte”.
É mais que isso.
Ontem de noite, o jornalista Cesar Tralli apresentou um vídeo supostamente enviado por integrantes do PCC a Rede Globo. O tal vídeo não foi exibido por pura bondade da emissora, mas sim porque dois funcionários da empresa foram sequestrados e mantidos reféns. Um dos dois foi libertado e levou o DVD para a Globo. O outro, até o momento em que escrevo esse texto, ainda estava nas mãos dos criminosos.
Tenho duas frentes a comentar:
1. É terrorismo mesmo. Bomba em túnel, sequestro de civis e todas as outras atividades colocam esses caras como terroristas. A gente tem alguma legislação que entregue essa história na mão de uma polícia melhor e mais inteligente do que a de São Paulo? São criminosos e devem ser pegos e punidos pela lei.
2. Temos que ser muito imbecis para passarmos por essa crise sem tentar entender o tamanho do problema. Temos crime organizado, criminosos dando ordens de dentro de prisões e, ao mesmo tempo, criminosos sendo tratados como cachorros. Às vezes, eu penso que deveríamos abandonar a hipocrisia e assumir a pena de morte. E eu sou contra a pena de morte, antes que você entenda errado. Se o que fazemos é amontoar pessoas e tratá-las como inumanos em uma ação criminosa socialmente aceita, mais justo seria assumirmos nossa selvageria social e pronto. Mas nós insistimos nessa atitude imbecil de seguir com nossas vidas e deixar isso tudo de lado. O assunto transbordou, as pessoas que nós escolhemos para cuidar de nosso lixo foram ficando corruptas e descuidadas e agora vamos ter que lidar com isso quer queiramos, quer não.
Resolveremos isso de que forma? Revendo nossas práticas sociais, nossos valores e nossas escolhas como nação? Ou simplesmente com um pragmatismo robótico? Vamos fazer uma faxina social, trucidar quem estiver abaixo de uma certa linha de corte? Vamos decidir o que fazer e viver com isso?
Às vezes me parece que o Brasil não tem opinião pública. Será que somos um bando de peixes olhando televisores? Onde está a cobrança em cima das autoridades? Porque esses governadores do Rio e de São Paulo são inacreditavelmente incompetentes. E assumo minha ignorância e egoísmo. Temos mais como eles. Mas estão muito fora do meu convívio diário para que eu avalie.
Estamos em ano de eleição, caramba. Os governantes, e seus comandados, precisam agir e garantir a segurança das pessoas. Precisam agir em várias frentes, as de longo e as de curto prazo. Vamos apear essas pessoas de suas salas confortáveis. Não dá pra ficar olhando calmamente felizes porque ainda não invadiram a minha casa em um arrastão. Essa prática covarde de baixar a cabeça, agradecer pela sorte e seguir em frente não nos ajudou muito.
E então? O que você vai fazer para reagir?
A montagem a seguir eu fiz com as várias fotos que tirei do panteão por volta de uma da tarde. Como eu estava usando uma grande angular, você perde parte dos detalhes da arquitetura no fundo, mas ganha a sensação única do facho de luz que entra pela cúpula…
Eu voltei lá no domingo só pra isso.

Não sou fã de Bryan Adams, mas já que era na frente do Coliseu e toda a cidade pareceu ter ido dar uma passada por lá…

Depois, melhorou com a entrada de Billy Joel.
Aliás, a imagem foi registrada pelo celular…

(foto Toby Melville/Reuters)
Um colega de trabalho meu estava em Londres no meio da confusão dos supostos ataques terroristas. Viu o que foi o aperto, mas seu avião não atrasou. A polícia agiu com precisão e evitou o pânico. Cancelaram logo os vôos e liberaram as aeronaves que iam para localidades consideradas de menor risco. Ao mesmo tempo, os aeroportos americanos viviam um dia de caos. Dá o que pensar…
Nada se compara a sensacional cobertura “clarística” perpetrada pelo site de notícias www.helenice.com.
Mas tudo bem. Se eu chego depois, preciso aumentar o “fator fofura”, né?



Eu que falo tanto não tenho palavras. Já estava tenso antes dessa neném nascer, pensando em como seria vê-la crescendo. Confesso que fiz milhares de planos. E olha que a filha nem é minha. Eu sou só o tio.
A última vez que eu vi um bebê nas plagas lá da casa de mamma, fui quem escolheu o nome: Anna Paula. Foi há pouco mais de 28 anos. No dia que a Anna avisou que ia ter o bebê, eu estava embarcando para uma viagem de trabalho. Dada a dilatação ridícula que minha mana apresentava no início da manhã e levando em conta que eu voava para Roma naquela tarde, achei que, se fosse ao Rio, ia acabar perdendo a viagem, porque a Clarinha ia nascer mais tarde.
Estava errado, claro. A fofinha nasceu no meio da manhã e eu fiquei arrasado. Digo, feliz, mas arrasado por saber que teria que esperar quase uma semana para ver minha sobrinha.
Em mais uma revelação embaraçosa que explica meu mico romano, eu falei com a dona Neide pelo telefone e tudo ia bem até que ouvi o choro da neném. Foi ela chorando lá e eu cá. Eu apostei e perdi.
Eu sei que pode parecer um exagero. Mas é que nós três, eu, dona Neide e Anninha, somos muito unidos. Eu viver em outra cidade é um verdadeiro suplício para nós. A Anninha é como se fosse minha irmã-filha. Eu acompanhei a gestação, vi nascer, cuidei quando ficou doente, curti o crescimento, sofri com as pirações adolescentes, levei ao altar. O primeiro filho era a progressão natural. Perder o momento foi doloroso demais. Os momentos não voltam, sabia?
Então, quando eu voltei e consegui ir ver minha sobrinha foi a melhor coisa do mundo. Ela nem consegue me ver, mal coordena os olhinhos, os bracinhos. Só quer mamar e fazer cocô. Mas é nossa. É, como eu li no ótimo livro do Zengotita, o que nos restou da metafísica. Nela está o futuro. E o futuro com ela só pode ser melhor.

Imagine a frustração de milhares de turistas e fiéis que vão ao Vaticano e só conseguem ver o papa pelo telão. Essa foto foi tirada meio-dia em ponto, num calor de uns 30 e tantos graus. Todo mundo tomando litros e litros de água pra não desmaiar… Deve ser a mania cristã de se penitenciar por tudo.
Outra coisa fantástica é a proibição das mulheres entrarem com o colo e os ombros a mostra. Elas têm que cobrir com alguma coisa, nem que seja um paninho. Os guardas são educadíssimos, mas irredutíveis. Não pode, não pode e não pode. Minha amiga Patricia Decia ainda passou pela primeira camada de guardas, cobrindo os ombros com seu mapinha de papel (que ia se rasgando aos poucos). Mas acabou sucumbindo diante do segundo guardião, já na porta da basílica de São Pedro, a alguns metros de poder ver a Pieta. Deve ser algum castigo.

Mais legal foi a cruz da paz, que a vendedora nos avisa que virou o símbolo do papa João Paulo 2o. Ela conta que o papa estava sem voz, mas que, mesmo assim, avisou a todos, um dia antes de morrer, que aquela cruz seria seu símbolo. O resultado desse sensacional merchan do senhor Karol Wojtyla é que a cruz mais barata, de latão, custa 25 Euros (!!) na lojinha do Vaticano.
Mais informações inúteis sobre Roma quando eu tiver tempo e saco…
Desde que eu cheguei aqui em SP, me tornei um cliente assíduio do restaurante Santa Pizza, que fica na Vila Madalena.
Mas depois de ser mal atendido todas as cinco últimas vezes que pedi uma redonda pelo delivery, decidi que não compro mais por lá.
Eles erram os pedidos o tempo todo (uma vez, o motoqueiro precisou voltar duas vezes para acertar), são grosseiros ao telefone e contratam pessoas que não conhecem o cardápio para atender os clientes. Várias combinações ruins.
No domingo, cheguei esfomeado em casa e resolvi pedir uma pizza de lá. Bom… Eu notei que pediram meu telefone e endereço de novo, mas não liguei, fui fazendo o pedido e sofrendo com os tropeços do atendente. Quando achei um valor estranho (uma pizza e um complemento, por R$ 50, quando um mês atrás pedi uma pizza e dois complementos por R$ 45) perguntei qual seria o motivo. O rapaz me disse que aquela pizza que eu estava pedindo era mais cara. Eu expliquei que tinha pedido muito mais coisas e ele desconfiou, afirmando que isso era impossível porque meu cadastro era novo.
Ou seja, depois de todas as trapalhadas, ainda tive que aturar um atendente que me chamou de mentiroso. Eu expliquei ao rapaz que o cadastro dele deve ter sido mudado, porque eu compro lá há cinco anos. Ao que o genial atendente respondeu que não havia problema nenhum com o cadastro. Ainda sem perder a paciência, eu disse que, se eles tinham algum erro no cadastro, era problema deles e que, a partir daquela última gracinha eu não iria mais comprar com eles. E o cara, em vez de se desculpar ainda mandou um “azar o seu”.
Que lindo. Eu imagino como deve ser legal você construir uma empresa e um nome para que uma pessoa irresponsável jogue no lixo assim.
Agora, em outro lugar, talvez eu usasse a clássica “quero falar com o gerente”. Mas aqui, é apenas uma ocorrência em uma sucessão de gafes que indicam que a empresa não tem critério nenhum na seleção de seu pessoal. Não vou perder mais meu tempo com eles. São Paulo tem pizzas demais pra eu me preocupar com isso.
Aliás, liguei pra outra pizzaria e jantei sem mais sobressaltos. E fui muito bem atendido.