Jogo ruim, sô


Que saco. Me irritei com aquele time lento que só deslancha quando o Barreira resolve se mexer, digo, mexer. Ai, ai, ai. Por que será que eu tenho que ver outros times se exibindo bem e o Brasil ganhando suado?

É um traíra?

COm o sensacional final da segunda edição de Civil War, Mike Millar mostra que, sem precisar matar personagens, está disposto a mudar o status quo na Marvel.

A minissérie Civil War traz os heróis da editora face a uma questão crucial: revelar ou não revelar ao governo suas identidades e poderes? Essa situação acontece quando alguns ditos heróis causam a morte de inocentes. O governo resolve registrar todo mundo e os heróis se dividem entre quem é contra e quem é a favor.

Assim, de um lado ficam Homem de Ferro, Reed Richards e outros. Do outro, o Capitão América e… O quê? Ficou surpreso? Mas oras. O Capita pode ser usado conmo ícone dos EUA, sim. Mas em questões como essa ele historicamente ficou contra o governo. Na essência do personagem, está um pacote de ideais que ele segue sem pestanejar. Quando ele acha que o governo se afasta deles, ele se afasta do governo e isso já aconteceu diversas vezes.

O interessante é que, ao colocar o Homem-Aranha nesta situação de revelar sua identidade ao mundo, Millar faz uma esperta decisão a respeito do personagem. O coloca no centro, como o representante do middleman americano. Parker nem se registra com o governo, nem se rebela. Ele faz uma decisão que contraria todo mundo ao mesmo tempo e entrega seu nome ao mundo. O personagem mais popular e bacana da editora não podia ficar na mesma linha que todos os outros.
É claro que, como as revistas precisam se manter no mercado por décadas, em algum tempo, alguém vai achar que essa idéia foi ruim e vai tentar reverter isso.

Aliás, neste mundo de simulacros cada vez mais acessíveis jogue a primeira pedra o jogador de games que nunca se viu em uma situação na qual pensou: “ah, se eu pudesse voltar um savegame e fazer isso de novo…”. É um efeito claro da forma como a tecnologia mudou nossos costumes.

Mas voltando a Civil War… Quem é seu herói preferido e de que lado você ficaria nessa briga?

Por segundos, eu fico com vontade de ter um

Esses caras da Apple não são fáceis.

Se ao menos eu tivesse dito…

No dia 19 de novembro de 1985 meu irmão sofreu um acidente de moto e foi para o hospital. Minha mãe foi notificada e correu para lá. Só o namorado dela, no entanto, conseguiu falar com meu irmão antes que ele perdesse a consciência, entrasse em coma e morresse na manha do dia 23 de novembro.

Isso, junto com a morte do meu pai, três anos antes, obviamente marcou minha vida e influenciou meu desenvolvimento como ser humano.

Marcou minha irmã e minha mãe, também. Dona Neide nunca se conformou de não ter conseguido falar com o filho  naquele dia. Ninguém imaginava que ele estivesse com uma lesão no cérebro. Parecia que ele tinha sofrido uma fratura na mandíbula daquelas que viram piada meses depois numa conversa entre amigos.

Mas a verdade é que ele mergulhou no coma sem que minha mãe tivesse a chance de vê-lo consciente. Mesmo estando ali, tão perto.
As pessoas podem perguntar que bem faria ela falar com o filho ainda mais uma vez. Provavelmente não faria nenhum bem especial. Mas a verdade é que nós somos assim. Ficamos incontrolavelmente girando em falso em cima de certas idéias. Esse mesmo irmão não se conformava porque no dia em que meu pai morreu de um infarto fulminante enquanto dormia eu e minha irmã brincamos com ele na cama, antes do sono. Meu irmão foi dormir sem boa noite. Do mesmo jeito que todos nós fazemos, porque achamos que temos todo o tempo do mundo ao lado das pessoas que amamos.

No dia que meu irmão sofreu o acidente, estávamos saindo eu, a Anna e a namorada dele de casa ao mesmo tempo. Eu e Anna ficamos no elevador e a namorada pediu que a gente esperasse ela ir lá dentro dar um beijo no meu irmão. Nunca mais vimos ele consciente. Adiantaria alguma coisa ter falado com ele uma vez mais? Acho que não. Imagino que eu ia inventar algum outro tipo de “se ao menos…”.

Em 2000, eu tive uma virose maluca que me fez ficar quatro dias internado e perder uma viagem de trabalho. Eu tive uma dor abdominal e a Mônica me levou pro hospital. Em algumas horas, eu estava fazendo ultrasonografia, raio-x e tomografia. Ninguém descobriu o que eu tinha e eu fui ficando mais e mais apavorado. Naquela época, eu pude ligar para a minha mãe de lá do hospital e conversar com ela, que correu pra ficar comigo. Eu sabia que aquilo era importante pra ela.

No domingo, quando tive a pior crise de coluna da minha vida, fiquei ligando pra ela, pra Mônica (que foi em casa levar algumas coisas e pegar outras, porque havia a possibilidade de eu ser internado) e pude conversar e tanto me acalmar quanto tranquilizá-la. Quando a radiografia veio limpa, eu liguei. QUando o médico disse que eu devia ficar atento às dores porque poderia ser uma hérnia de disco, ela pôde saber também. Mesmo estando em outra cidade.

Não tem moral da história. Sou só eu fascinado pelas coisas que se tornaram possíveis só porque se tem um telefone celular em mãos. É uma das invenções mais fantásticas dos últimos 20 anos. Pena que meu irmão não tinha um naquele distante 19 de novembro.

Edição

Nas últimas semanas as coisas apertaram pro meu lado.

No ano passado, eu assumi um compromisso pesado, da maior responsa: editar o video do casamento da Anna e do Cris. Eu sei o que fazer, mas nao esperava, por exemplo, que meu computador tivesse ficado tão incapaz de fazer o serviço. Acabei fazendo um megaupgrade que saiu mais salgado e ambicioso justamente porque eu quis fazer a coisa direito. Comprei um notebook parrudo, HD externo, adaptadores para firewire e coisas do tipo e me empenhei em montar um filme bacana.

Claro que isso foi só o início. Quando eu montei o equipamento, já era quase dezembro e minha vida entrou em uma sucessão de furacões que me tragaram completamente. Coisas que não vêm ao caso discutir aqui, mas que foram adiando, atrasando, diminuindo a velocidade do trabalho. Junte a isso o vortex que foi o período de preparativos do meu casamento, aquela fase da Mônica doente e ainda lua-de-mel.

O resultado foi que até um livro que parecia moleza de escrever e que eu tinha fechado o acordo pra colocar em prática acabou ficando no meio do caminho. E o video da minha mana só estava uns 40% pronto. Uma vergonha pra um negócio que, quando contratado um profissa, fica pronto em no máximo dois meses.

Então, os últimos dias de parada (fora os dias dopado por conta das costas) foram dedicados a avançar na edição do vídeo. Precisei refazer algumas coisas, mas estou avançando aos poucos. O proncipal desafio é apresentar um negócio que preserve a memória daquela festa sensacional de quase um ano atrás. E a expectativa das pessoas é alta, ai, ai, ai.

No meio disso, tem o video de lua de mel nerd que eu queria colocar no RadarPOP e que pode ir avançando até pra limpar o cérebro de tantas entrevistas sobre Anna e Cris. O Bruno Cruz foi bem mais realista (ou menos presepeiro) e periga terminar o vídeo do meu casamento antes de eu ser capaz de entregar o da Anna.

Mas eu vou entregar. E, cara, tem tanta coisa legal. Tem o Cris explicando porque no dia em que ele conseguiu conquistar a Anna ele se sentiu especial, tem a Anna contando suas obsessões de noiva, tem o Bruno Accioly dizendo que sempre soube que eles iam ficar juntos (e acredite, ele empurrou bastante uma na direção do outro), o pai do Cris, sempre sério e compenetrado, falando que a Anna é uma menina boa pro filho dele. São 20 horas de imagens lindas, de depoimentos emocionantes pra um irmão bocó como eu. Ao assistir a tantas horas de vídeo 100 vezes, eu estaria entediado em qualquer outra situação. Mas como é da Anna e do Cris, é… Digamos… desidratante.

Então, não vou dar uma de menino cool. Minha missão é desidratar também quem assistir ao vídeo. É fazer um filminho que emocione até quem mal conhece meu cunhado e minha irmãzinha. Preparem os lenços…

Blog ou site?

Para mim é tudo a mesma coisa. Mas quando um blog é menos pessoal e mais focado, eu prefiro classificá-lo como site. Sei lá. De repente mudo isso depois.

De qualquer modo, estou listando dois blogs que descobri uns tempos atrás no sempre ótimo Pensar Enlouquece.

O primeiro fala do fascinante mundo do marketing de guerrilha e das iniciativas de marketing viral. Estou devorando vários livros sobre o assunto e sou completamente interessado nisso. Posso dar uma bibliografia aqui depois, se alguém se interessar.

O outro fala de minha outra paixão: quadrinhos. São leitura de primeira. Dê uma conferida.

As costas – 2

Os remédios são uma porrada só.
Ontem eu passei o dia tentando manter o foco para trabalhar. Por volta das 9 da noite minhas costas doíam, mas era diferente.

O problema é que você está com medo de ter lombalgia de novo, então fica forçando posições para afastar o risco. No fim do dia, eu estava com dores mais em cima na coluna e não dava mais para ficar sentado. Como no trabalho você não pode se deitar, e ficar em pé é outro suplício, a coisa vai ficando mais e mais difícil.

Sendo assim, fui pra casa por volta das dez e tomei uma injeção de profenid. Fiquei esperando que o editor de arte me mandasse as páginas finalizadas para eu aprovar e, assim que recebi o material, revisei tudo, tomei um miosan (uma evolução, porque eu estava tomando dois por noite) e fui dormir. Agora vou ter alguns dias para me recuperar.

Se a dor voltar vai ser um problema  mais complicado, porque significa que eu posso estar com uma hérnia de disco. Aí sim eu vou estar enrascado.

As costas

Hoje é segunda e eu sinto dizer que acordei pouco mais de meia hora atrás. No meu relógio são 18h07, em ponto…

Na sexta, parecia que eu podia jogar pela seleção brasileira. Ontem, eu entrei no pronto-socorro do São Camilo da Pompéia chorando de dor. Não poder se levantar nem se mover direito é um negócio desesperador. Eu só arranhei o tormento de quem fica paralítico e já vi o quanto é de enlouquecer.

Cheguei em casa dopado, tomei mais duas pílulas que mal sei quais eram e acordei hoje de manhã não sei que horas. As dores ainda não me deixavam levantar e a Mônica me dopou de novo. Acordei agora há pouco apavorado com a forma como perdi o controle da minha vida. Instalaram armários na minha cozinha e eu não vi nada!!!

Armários significam furadeiras, metais se mexendo. Eu não vi nem ouvi nada.

As costas ainda dóem muito. Mas consigo até me sentar por alguns minutos. Amanhã, com sorte, posso voltar ao trabalho de uma forma digna. Hoje ainda vou ficar na cama dopado enquanto minhas costas voltam ao normal. Ou quase. Bendita hora que comprei um notebook e coloquei internet wi-fi na minha casa…

Cafólatra 2.0

Há muito tempo, confessei minha paixão por café e prometi que um dia teria uma máquina de espresso. Pois concretizei a promessa. E ainda faz capuccino e chá…

Começou

Começou a Copa. Você sabia disso?

Viu? Blogs servem para momentos como esse. Aqui você pode ter uma informação eiscrusiva, um ponto de vista único.

E já errei o primeiro resultado no bolão da Editora.