Minha viagem de volta a São Paulo foi cansativa demais. Não dormi nada nas quase 17 horas da porta do hotel em Los Angeles até a da minha casa, em Sampa.
Mas não é que, ao sair do avião, dou de cara com o pessoal do elenco de Grey’s Anatomy chegando ao Brasil? Eles vieram no meu avião. Claro que eles estavam na primeira classe e eu na econômica mais chulé. Tão baixa era a minha classe que, quando eu pedi para fazer um upgrade eles queriam que eu desse 25 mil milhas mais US$ 250 doletas…
Mas como eu ia dizendo, primeiro vi a Kate Walsh, que interpreta a Dra. Shepherd. Abatida (menos do que eu, claro) ela usava uma calça azul com uma daquelas manchas que ficam quando a gente senta em algum lugar sujo. Era uma linha negra de ponta a ponta no traseido da moça. O cabelo estava enrolado em um daqueles rabos-de-cavalo meio xexelentos que mulher adora fazer. Só enrola o cabelo e não usa elástico nem nada.
Quando eu chego na fila da imigração do aeroporto de Guarulhos, Walsh vai para a enorme fila de estrangeiros e eu passo rapidinho pela fila de brasileiros. É quando eu dou de cara com T.R. Knight, o George O’Malley, de cabelo roxo, roxo, carregando um negócio azul que mais parecia um penico. Olha, eu sei que não era um penico, mas não tenho a menor idéia do que era aquilo.
O George, digo, Mr. Knight, fica parado esperando sua bagagem na esteira e eu avisto Chandra Wilson, the Natzi, ou melhor, Miranda Bailey, com o filhinho fofo pendurado num daqueles suportes que transformam o bebê em uma mochilinha virada pra frente. Chandra estava arrumadinha, ao contrário de Katie e T.R….
Por último, Justin Chambers parou ao lado de George, digo, T.R. Knight. Ah, sim. Chambers é o Alex Karev, um bad boy meio babaca que é apaixonado pela fantástica Izzie (Katherine Heighl). Estavam todos lá esperando suas malas. Amanhã, quarta, vão se apresentar à imprensa brasileira e do resto da América Latina em São Paulo e no Rio de Janeiro.
O engraçado foi que eu não estava com o menor saco de ir falar com os caras. Eu podia ao menos dar um “oi” e dizer que sou jornalista e os entrevistei no final de janeiro. Eles não iriam lembrar de mim, claro. Um ou outro ia fingir que me conhecia e me cumprimentar, pelo menos um deles ia achar que sou um fã maluco querendo me aproximar e demonstrar intimidade. Não estava com saco. Fui embora porque só pensava em ir pra casa…