Só me criticam quando eu erro

Eu fico impressionado. Só me fazem críticas negativas quando eu cometo alguma falha.

O Ronaldo passa pelo mesmo problema. Quando ele faz coisas certas, gols, é elogiado. Quando não faz, reclamam dele. Mas que coisa incrível. Ainda estou surpreso com isso.

Mais uma prova de que jogador de futebol, com raras exceções, só fala besteira mesmo.

Reviravoltas em Lost

O que foi o episódio 20 do segundo ano de Lost? Por mais que eles neguem, ficou a sensação estranha de que os escritores fizeram mudanças motivados pelos eventos externos. Uma coisa que Carlton Cuse e Damon Lindelof fizeram questão de prometer mais de uma vez foi que a história que estava sendo contada não ia ser afetada, na medida do possível, por negociações de contrato ou outras situações do tipo. Pois parece que a coisa saiu do controle.

Em defesa deles, eu lembro bem que um certo integrante do elenco chegou a declarar mesmo que seu plano era deixar a série este ano. Então há uma chance, mesmo que mínima, de que as decisões sejam mesmo artísticas.

De qualquer modo, o próximo episódio é imperdível. Primeiro porque vai esclarecer mesmo o que aconteceu na cena final do capítulo desta última quarta. Depois porque a reta final parece ser realmente intrigante, com promessas de confrontos que vão mudar o status quo… Ou provar que os escritores se perderam de vez.

Pânico em pânico

Como de costume para a corja de gângsters que cercam políticos como esse tal de garotinho (assim mesmo, com minúscula, que é mais do que ele merece), rolou agressão e vandalismo direcionados à equipe do programa “Pânico”. Depois, a assessoria do tal político desclassificado ainda teve a cara de pau de dizer que não sabia de nada. Típico de coroné, de gente criminosa mesmo.

Tabróide

Espero que eles revertam essa tendência e eu sei que tem gente muito boa lá pra conseguir isso, mas eu fiquei decepcionadíssimo quando vi o Jornal do Brasil em formato tablóide.

Ficou feeeeeio…

Atualização: Já que a Baxt levantou muito bem a bola nos comentários, vale eu esclarecer que o formato tablóide é supimpa. O que ficou feio foi o projeto gráfico do JB mesmo.

Desclassificado

O Rio de Janeiro é um estado em franca ascensão. As estatísticas mostram que o crime caiu, os empregos cresceram e as pessoas são mais felizes do que nunca. A cidade atrai mais e mais investimentos da iniciativa privada e vem esvaziando São Paulo.

É por tudo isso que existem pessoas que votam no Garotinho.

Hã?! Como assim? Mas o Estado do Rio é uma zona, a criminalidade dominou, os empregos desapareceram e ainda assim as pessoas votam nele e até na mulher dele para governar o Estado?

Este político é uma das maiores excrescências da política brasileira. Populista, cara-de-pau, trapaceiro e ávido por holofotes, não hesita em fazer barulho com algo tão babaca quanto esta ridícula greve de fome. E o pior é que, enquanto a minoria entende que essa manobra desse político de meia tigela é vazia de conteúdo, a maioria o acha um mártir. Ele está usando as mesmas técnicas do Bispo Macedo anos atrás, quando se colocou como vítima de uma campanha da mídia “demoníaca” em busca de desmoralizá-lo.

Garotinho é patético, mas é também perigoso. Sabe se comunicar como poucos e vai tirar proveito dos “tiros” que supostamente deve estar tomando. Por mim, com essa pantomima, ele morreria de fome. Aumentaria os índices de mortalidade infantil, mas seria um aumento positivo de uma estatística nefasta.

Sobre Rosinha, não vou nem falar. Ela é um nada. Não merece mais do que isso de comentário.

Eu não estava sonhando, não

Minha viagem de volta a São Paulo foi cansativa demais. Não dormi nada nas quase 17 horas da porta do hotel em Los Angeles até a da minha casa, em Sampa.

Mas não é que, ao sair do avião, dou de cara com o pessoal do elenco de Grey’s Anatomy chegando ao Brasil? Eles vieram no meu avião. Claro que eles estavam na primeira classe e eu na econômica mais chulé. Tão baixa era a minha classe que, quando eu pedi para fazer um upgrade eles queriam que eu desse 25 mil milhas mais US$ 250 doletas…

Mas como eu ia dizendo, primeiro vi a Kate Walsh, que interpreta a Dra. Shepherd. Abatida (menos do que eu, claro) ela usava uma calça azul com uma daquelas manchas que ficam quando a gente senta em algum lugar sujo. Era uma linha negra de ponta a ponta no traseido da moça. O cabelo estava enrolado em um daqueles rabos-de-cavalo meio xexelentos que mulher adora fazer. Só enrola o cabelo e não usa elástico nem nada.

Quando eu chego na fila da imigração do aeroporto de Guarulhos, Walsh vai para a enorme fila de estrangeiros e eu passo rapidinho pela fila de brasileiros. É quando eu dou de cara com T.R. Knight, o George O’Malley, de cabelo roxo, roxo, carregando um negócio azul que mais parecia um penico. Olha, eu sei que não era um penico, mas não tenho a menor idéia do que era aquilo.

O George, digo, Mr. Knight, fica parado esperando sua bagagem na esteira e eu avisto Chandra Wilson, the Natzi, ou melhor, Miranda Bailey, com o filhinho fofo pendurado num daqueles suportes que transformam o bebê em uma mochilinha virada pra frente. Chandra estava arrumadinha, ao contrário de Katie e T.R….

Por último, Justin Chambers parou ao lado de George, digo, T.R. Knight. Ah, sim. Chambers é o Alex Karev, um bad boy meio babaca que é apaixonado pela fantástica Izzie (Katherine Heighl). Estavam todos lá esperando suas malas. Amanhã, quarta, vão se apresentar à imprensa brasileira e do resto da América Latina em São Paulo e no Rio de Janeiro.

O engraçado foi que eu não estava com o menor saco de ir falar com os caras. Eu podia ao menos dar um “oi” e dizer que sou jornalista e os entrevistei no final de janeiro. Eles não iriam lembrar de mim, claro. Um ou outro ia fingir que me conhecia e me cumprimentar, pelo menos um deles ia achar que sou um fã maluco querendo me aproximar e demonstrar intimidade. Não estava com saco. Fui embora porque só pensava em ir pra casa…

Não leia hoje o que você pode deixar pra dar uma olhadinha amanhã


Horas e horas na Barnes & Noble babando em pilhas de livros com alguns amigos brasileiros e um deles cai na gargalhada ao ver esse livro aí em cima. Nos entreolhamos e eu só conseguia pensar que o livro fracassaria porque todo mundo via e deixava pra comprar depois.

Em seguida, começamos a especular quantos anos o autor demorou pra escrever o livro. Ficou adiando, esperando o momento de escrever o manual… Sabe como é.