Um dia na maior cidade da América do Sul

(Fernando Donasci / Folha Imagem) 

São Paulo está supercalma, com um monte de criminosos queimando ônibus, atacando delegacias de polícia, centros de detenção e penitenciárias sendo atacadas. Dá uma sensação enorme de liderança, né?
Eu acho que as pessoas ficam ligando pro Alckmin pedindo ordens e ele avisa que não é mais o governador. Ou seja, ninguém sabe para quem pedir orientação. Aí, ligam pro Serra e ele avisa também que não é mais o prefeito. Sabe como é, a perifa não lê a Veja São Paulo, que foi quem nos apresentou os novos líderes.

Dá também uma sensação de que o pessoal que cuida do crime organizado por aqui se viu meio enrolado e foi pedir dicas aos assessores da Rosinha, a distinta governadora do Rio de Janeiro. Deve ter sido dela a coordenação dessa operação de transporte dos líderes do PCC. Foi uma idéia genial, bem coordenada de um jeito que só a equipe do Garotinho e da Garotinha poderia ter bolado.

Bom, o jeito é pedir ajuda federal… O problema é que o Lula avisa que, afinal, são pessoas pobres e sem chance na vida que estão fazendo toda essa kizumba. Que é o povo brasileiro que está pressionado, espoliado pelas classes dominantes e que…

Ok, ok. Vamos chamar o macho de verdade desse continente. A única saída para São Paulo é chamar o Hugo Chavez. Ele vai falar de igual para igual com esses criminosos e, quando eles estiverem animadinhos, vai traí-los numa boa e dar-lhes um chute na bunda. Não. Na verdade, ele vai fazer acordo com os caras, mas não quer se queimar. Manda o Moralez fazer o trabalho sujo.

Como é bom ser sulamericano, hein?

Conte para os amigos!

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