A seqüência perdida de King Kong…

Finalmente parei pra ver os docs do DVD de extras do King Kong original. Dois documentários supimpas, um sobre o filme em si e outro sobre o Merian Cooper, o maluco que concebeu a coisa toda. No meio de tudo, a história de uma suposta sequência perdida em que os marinheiros caem em uma vala e são devorados por monstros nojentos (O Kong de 2005 tem a sequência reimaginada por Steve Jackson…).

Alguém sabe se isso é mesmo verdade? Eu não sou nenhum especialista em King Kong e só soube dessa história quando anunciaram o lançamento do DVD do filme original e disseram que a equipe de Steve Peter Jackson refez uma sequência perdida. Mas eu achei o tom do documentário tão engraçadinho que, sinceramente, comecei a pensar que os caras tinham inventado tudo aquilo. Como eu vi Forgotten Silver, um documentário falso feito pelo próprio Jackson anos atrás, fiquei com uma pulga atrás da orelha.

Pense bem. Seria muito fácil forjar isso tudo. Existe algum internauta que saiba dessa história há, tipo, cinco, dez anos pra poder autenticá-la?

Vendo a coisa preta

Foram anos de enrolação, um monte de gente negando e finalmente a verdade está aqui fora: um dos vilões de Homem-Aranha 3 é o Venom e o herói vai usar o uniforme negro…

Todo mundo já sabia que o Venom ia aparecer, já tinha saído na Variety, já estava no IMDB Pro, mas não havia uma confirmação real do estúdio. Agora, com o poster novo mostrando o uniforme negro (que não é igual ao dos quadrinhos, para decepção de muitos) e todos os componentes anteriores, não há nenhuma dúvida. Ou, vai saber, Sam Raimi está pregando uma peça em todo mundo e não vai ter Venom nenhum. O que seria ainda mais legal…
Já que eu não falo nisso faz tempo (eu não tenho falado muito de muitas coisas, é verdade, minha culpa, minha máxima culpa), é bom lembrar que o filme promete porque traz ainda Gwen Stacy (interpretada por Bryce Dallas Howard, a ceguinha heróica de “A Vila”) e o Homem-Areia (isso, somado ao Venom, são dois personagens que mudam de forma).

Minha especulação básica é de que eles vão seguir a história criada pelo Brian Michael Bendis para a revista Ultimate Spider-Man. Ali, o traje simbionte é resultado das pesquisas dos pais de Peter Parker e dos de um outro jovem chamado Eddie Brock. A dupla Parker e Brock retoma as pesquisas, mas é claro que tudo dá errado e o traje se torna um problemão…

Não faço a menor idéia de como eles vão fazer para colocar Gwen Stacy na história. De qualquer modo, não é mais a Gwen. É uma menina loira chamada Gwen Stacy que vai se meter entre Peter e Mary Jane. A personagem original nunca esteve nesta situação e se apaixonou por Peter na época do colegial. É muito diferente. Parte do que ela significou foi incorporado a Mary Jane no primeiro filme, não há mais como usar.

Mudando um pouco de assunto, esqueci totalmente de contar que presenciei uns testes de efeitos especiais para o filme lá nos estúdios da Sony em Los Angeles, algumas semanas atrás, e ainda tive a chance de dar uma olhada em uns cenários montados. Incrível eu não ter falado antes.

O teste consistia de um dublê pendurado em um guindaste e uma câmera que tentava sincronizar com o momento em que o cara era solto lá do topo e fazia um vôo mortal. O pobre homem tentava parecer destemido e ágil, mas não deve ser muito fácil sem superpoderes…

Joss nega

Joss Whedon (criador de “Buffy”, “Angel”) disse que os rumores de que ”Firefly” voltaria ao ar no novo canal CW são infundados. Segundo ele, não há nada sendo discutido.

Que pena.

A série-coiote

Numa dessas viradas incríveis do mundo do entretenimento, Firefly pode voltar a TV…

A informação veio da colunista Kristin Veitch, do E! Online. Segundo ela o canal CW (fusão entre a Warner e a UPN) pensa em trazer a série de volta ou ao menos produzir alguns longas-metragens especiais. Vai ser bom ver Mal e sua trupe novamente.

Eles se recusam a morrer. 

 

Avalanche de LOST

Todo mundo quer uma reportagem sobre a série mais viciante dos últimos tempos. Acabei uma reportagem enorme com um enfoque, estou preparando outra para um site e mais uma para uma revista semanal com outro viés.

Que dureza.

Eu que gosto tanto da série estou com overdose. Li livros, revistas, ouvi podcasts e entrevistei o elenco e os criadores durante a viagem da semana retrasada. O mais desgastante é que ainda não parei, não tive um dia de descanso.

Pior, tive uma notícia ruim a respeito de um grande amigo. Então, estou meio que vivendo em uma realidade alternativa, com minhas percepções alteradas pelo cansaço e agora pela tristeza.

Fechamento nunca mais, esta semana

A gente diz isso todos os meses. Ou pensa, sei lá. Mesmo quando o fechamento vai bem, quando tudo está andando com a maior tranquilidade, alguma coisa acontece que tira de você o controle da situação. Assim, aqui estou eu na redação esperando e esperando enquanto alguns detalhes se resolvem.

Só hoje estou me sentindo melhor e me recuperei da mistura de fuso horário com dois dias sem dormir direito e uma viagem de avião que soma cerca de 16 horas de vôo. Cheguei aqui e tinha fechamento e reportagems para outras revistas da editora no caminho, o que me fez ficar a 120 km por hora. Virei uma noite transcrevendo gravações, outra escrevendo textos e, de tanto sono, acabei pegando um vírus no meu PC pela primeira vez na minha vida. Sim. Primeira. Eu sou a pessoa mais cautelosa do mundo, mas um dia, desatento, tinha que acontecer e eu cliquei onde não devia. Azar o meu. Vou acabar tendo que reformatar tudo, ai, ai.

Ou seja. Blogando sobre o nada. Tchau.

De volta

Estou exausto. Acabado mesmo. Uma semana de correria total, indo de uma entrevista pra outra, sendo jogado de um canto a outro dessa Los Angeles bagunçada, suja e decadente.

Nas entrevistas, uma dicotomia. Momentos em que você precisa quase brigar para fazer uma pergunta e outros em que o silêncio constrangedor da falta de assunto exige que alguém faça uma pergunta. Meu amigo reportero mexicano Eduardo Molina foi meu companheiro nessas horas.

No saldo, Desperate Housewives, Lost, Grey’s Anatomy, Commander in Chief e mais umas séries bacanas que nem foram exibidas no Brasil ainda. Material para meses de revista e que vai ser explorado de um jeito bacana no RadarPOP.
Agora estou tomando aquele café ruim do Starbucks no aeroporto de LA e usando uma rede wireless descuidada para blogar e ligar pro Brasil via Gizmo. Liguei pra avisar que estou voltando e quero feijão.