Jack não pára


“Você leu minha ficha. Primeiro eu arranco seu olho direito, depois o esquerdo, em seguida, eu corto ao redor da face”, Jack Bauer para um aterrorizado alto executivo da Casa Branca


Eu senti pena do vilão da vez quando Jack foi atrás dele no fim do episódio passado. E ontem, seguindo a tradição de nunca enrolar o espectador, a trama se resolveu de forma absolutamente satisfatória e o seriado já aponta em uma nova direção. “24″ é a série que faz você gritar “yessssss” a cada episódio, a cada momento em que os heróis fazem alguma coisa absurda. O ditadorzinho dentro do seu cérebro se regojiza com cada ato intempestivo, truculento. É uma delícia.
Enquanto isso, o episódio de “Lost” da semana passada foi uma decepção…

Cadê o molho?

Hoje, entrevistei o David Caruso, do seriado CSI: Miami.

Simpático, educado, solícito, todo mundo na sala perdeu o fôlego quando eu perguntei pra ele o que ele tinha aprendido com o fracasso de sua saída de “Nova York contra o Crime”. Besteira. Ele foi tranquilo e respondeu com segurança.

É engraçado como a imprensa que frequenta esses eventos é domesticadinha. Todo mundo com medo de fazer perguntas que possam gerar algum atrito. Todo mundo com dificuldades para fazer entrevistas que vão além de “qual seu hobby?”. É por isso que as entrevistas não têm molho nenhum…

Hã? O que ele respondeu? Ah, tenha calma que você vai saber na hora certa. :o )

No real fashion paSHion

E passou mais um Fashion Week aqui em SP. Eu, um tosco, fui aos últimos cinco ou seis, sei lá, mas ainda não aprendi a ser metro nem ubber sexual.
No início, eu achava aquela gente toda muito poser (sim, tem que ser o termo em inglês, assim é o mundo). Hoje, mudei um pouco. Acho a coisa toda bem fake (em inglês de novo, fazer o quê?).

Não me entenda mal. Moda é um negócio fantástico, fascinante. Mas moda é comportamento antes de tudo. Tem a ver com sociedade, com escolhas de cada grupo social, cultural, econômico.

Mas muitas pessoas, fascinadas pelo mercado da moda, acabam apenas virando consumidoras. Moda é oferta e a sua escolha em cima dessa oferta é o seu estilo. A frase não é minha, é da Glória Khalil, mas define de um jeito legal como a coisa toda funciona.

O que me enche o saco não é o jeito bacana das pessoas escolherem ser como querem ser. Isso é genial. O que me irrita muito é ver que, só porque a Havaiana fez um esforço publicitário, centenas, milhares de pessoas aparecem de calça jeans e chinelinho colorido. É muita clonagem, muita falta de imaginação. São as pessoas deixando que outras escolham como elas devem ser. É o inverso.

No meio disso tudo, a onda vintage (que já virou coisa… Err… vintage, se me perdoam o trocadilho) foi uma das mais interessantes, por lidar com uma visão do passado, uma escolha mais criteriosa do que foi feito de legal no arsenal conceitual da moda. Claro que virou modismo, um monte de idiotas apareceru usando coisas nada a ver com eles só porque eram vintage, vintage, vintage. Saco.

Outra coisa sacal é aquele monte de gente “bombando”. Ai, ai, ai. Tudo bombando, todo mundo alegre sabe-se lá por quê. Tudo é vodca com refrigerante, espumante, caipivodka de frutinhas as mais malucas. Tudo é padronizado em sua aparente criatividade, em sua proverbial necessidade de ser diferente.

Isso. Isso mesmo. Estou muito mal-humorado. Em junho tem mais…

Não é do Bill Waterson

Estava vendo no Pensar Enlouquece esta tira do Calvin supostamente feita por um fã anônimo. Tem uma longa história por trás que vale a pena você ler lá mesmo.

Só fiquei triste assim quando vi um episódio de Futurama (o nome original é Jurassic Bark) que mostrava o destino do cachorrinho do imbecil do Fry. Aquele episódio me partiu o coração.
Mas eu me desviei do assunto. O que eu queria era só mostrar a tira por aqui. Não sei. Deve ser porque, de uns anos pra cá, meus amigos imaginários desapareceram e o mundo ficou tão cinza…