Hilariante essa reportagem da Laura Mattos para a Folha de hoje. Ela relata sua visita ao “novo” Menudo, que entra em turnê em janeiro.
Vamos, então, entrevistar o Menudo? Como a proposta é feita em 2005 e não há 20 anos, a repórter não desmaia nem chora de emoção, longe disso. Só liga para marcar. “Menudo hoje? OK”, respondeu a assessora. Bem mais fácil do que deve ter sido às vésperas daquela apresentação no Morumbi.
Endereço na mão, lá vai a Folha. Uma ruela atrás da avenida Ricardo Jafet, casa antiga, Kombi velha na garagem. Uma moça de short e chinelo abre o portão e indica. É lá no fundo, no quintal. Um estúdio improvisado, ar-condicionado barulhento. Dois homens comem sanduíche de pão de fôrma, outros dois estão sentados num sofá florido empoeirado e um último dorme em outro, meio rasgado. Uns segundos, e a ficha cai: sim, essas pessoas são os menudos.
Olá, tudo bem, você é da Folha, né? Eu sou o Roy.” Lá está ele, 34 anos, baixinho, barriguinha, cabelos avermelhados, camiseta estampada com uma foto sua ao lado de Ivete Sangalo. E pochete.
A assessora chama num canto: “Olha, acho que não vai ter show no Olympia [e não teve mesmo, foi cancelado alguns dias antes da apresentação]. Então não quero que foquem a reportagem nisso, mas na turnê que será em janeiro. Também não quero que entrevistem só o Roy, porque queremos focar o grupo todo.” Ela é contratada da Sunshine, que cuida da “carreira” do Menudo, da banda Rouge, da dupla sertaneja Gian e Giovani e do grupo de pagode Harmonia do Samba.
Sensacional. É nessas horas que eu vejo que escolhi a profissão certa. Uma cena dessas não tem preço.