As regras comunistas para uma revolução

Hoje, o André Lopes localizou pra mim a história do documento por trás do infame “Decálogo de Lênin”, aquela lista absurda que circulou por meses na internet brasileira e que serviu de argumento contra o “SIM” no referendo sobre a venda de armas.

A fonte é o Snopes, um repositório de lendas urbanas da internet. Ficou difícil de encontrar ali porque ninguém jamais tinha ligado o texto a Lênin. Isso parece ter sido resultado da criatividade brasileira mesmo.

Acho que isso encerra de vez essa história de Decálogo do Supervilão.

Heróis: quem não quer sê-los… (ou, um trocadilho ruim não tem preço…)

O correio americano vai lançar uma série de sêlos com os super-heróis da DC Comics. No meio deste release está a descrição da série, dos artistas e das capas que originaram as figuras e tudo mais.

Com ou sem sotaque?

Eu fico intrigado quando vejo alguém debatendo se os atores deveriam tentar reproduzir o sotaque em uma produção de ficção…

Como assim?

É claro que devem tentar reproduzir. No caso da minissérie “JK”, da Rede Globo, Não estamos falando de aramaico (embora tenham lançado filme em aramaico, mas tudo bem), mas de mineirês. Lá de onde eu vim, ator é o bicho que faz estas coisas. Finge que é outra pessoa, faz de conta.

Se recusar a fazer isso é um atestado de insegurança, de falta de confiança no processo. E logo com o Wagner Moura que é tão bacana…

Imagine se a Renée Zellweger resolve não fazer o sotaque britânico em “O Diário de Bridget Jones”… Esse naturalismo das produções nacionais só fez mal aos nossos atores.

Dando cria

Perece uma ação coordenada de marketing cinco sites falando do mesmo assunto ( o pai, a mãe, a sogra e a cunhada. A nossa mãe só não blogou porque, oras, não tem blog).

Eu sou o último a falar dessa história porque reluto muito a comentar coisas que vão além de generalidades inofensivas sobre minha vida. Aqui é um espaço pra falar de cultura, entretenimento, duscutir as notícias e farofas sobre política.

Então estou muito, muito, muito feliz. Sou titio pela sexta vez (surpresa!! tenho um punhado de irmãos por parte de pai), mas agora é diferente porque é da minha irmãzinha que ajudei a criar, que vi nascer, fui assistente de banho e troca de fralda. A Anna, mesmo distante, já era uma parte enorme da minha vida. Agora vai ficar ainda maior, ai, ai.

Cassado

O José Dirceu foi cass…

Ah. Dane-se. Isso está em todos os lugares.

As pessoas costumam achar que essa cassação é a prova de que o país amadureceu. Eu não sei se isso é verdade, não.

Toda derrocada deste tipo é apenas o resultado de um confronto de forças políticas. É só isso. Eu só acredito em amadurecimento quando vejo vários corruptos sendo presos e cassados o tempo todo. Enquanto isso não acontece, é só queima de cartucho. Entregam a cabeça de um figurão para fazer o jogo de cena de sempre.

De modo geral, é só uma narrativa construída coletivamente na qual há um vilão que é punido no final. É simplista enxergar as coisas assim e o mundo como um lugar cheio de vilões vestidos de preto. E mesmo a definição de vilão muda muito em função da época que vivemos.

Mas eu sou o cínico. De repente este é mesmo um grande dia para o Brasil.

Earl e o Karma

Quer saber do que diabos se trata “My Name is Earl”?, vai no Doces Bárbaros.

Canta, Dança…

Hilariante essa reportagem da Laura Mattos para a Folha de hoje. Ela relata sua visita ao “novo” Menudo, que entra em turnê em janeiro.

Vamos, então, entrevistar o Menudo? Como a proposta é feita em 2005 e não há 20 anos, a repórter não desmaia nem chora de emoção, longe disso. Só liga para marcar. “Menudo hoje? OK”, respondeu a assessora. Bem mais fácil do que deve ter sido às vésperas daquela apresentação no Morumbi.

Endereço na mão, lá vai a Folha. Uma ruela atrás da avenida Ricardo Jafet, casa antiga, Kombi velha na garagem. Uma moça de short e chinelo abre o portão e indica. É lá no fundo, no quintal. Um estúdio improvisado, ar-condicionado barulhento. Dois homens comem sanduíche de pão de fôrma, outros dois estão sentados num sofá florido empoeirado e um último dorme em outro, meio rasgado. Uns segundos, e a ficha cai: sim, essas pessoas são os menudos.

Olá, tudo bem, você é da Folha, né? Eu sou o Roy.” Lá está ele, 34 anos, baixinho, barriguinha, cabelos avermelhados, camiseta estampada com uma foto sua ao lado de Ivete Sangalo. E pochete.

A assessora chama num canto: “Olha, acho que não vai ter show no Olympia [e não teve mesmo, foi cancelado alguns dias antes da apresentação]. Então não quero que foquem a reportagem nisso, mas na turnê que será em janeiro. Também não quero que entrevistem só o Roy, porque queremos focar o grupo todo.” Ela é contratada da Sunshine, que cuida da “carreira” do Menudo, da banda Rouge, da dupla sertaneja Gian e Giovani e do grupo de pagode Harmonia do Samba.

Sensacional. É nessas horas que eu vejo que escolhi a profissão certa. Uma cena dessas não tem preço.

Sério ou çério?

No campo de assunto do meu e-mail, leio a seguinte pérola:

“Jornalismo sério ao seu alcançe !”

Isso mesmo. Alcance com cedilha.

Era um spam de um suposto site de notícias.

Se o tal jornalismo é sério eu não sei. Mas eu já tenho certeza de que a ortografia é uma piada…