Um dia fora do roteiro

Uma semana de idílio. Minha família veio passar o Natal comigo e ficamos todos juntos, brigando, brincando e rindo. Depois que o pessoal foi embora, eu e Mônica resolvemos tirar um dia de absoluta esbórnia e fomos para o Wet and Wild, em Vinhedo, ao lado do Hopi Hari.

Tem uma pá de brinquedinhos maneiros. Um deles, fantástico, é um tubo que termina em uma espécie de funil no qual você dá voltinhas como se estivesse em um ralo.

Depois, quando você diria que o dia estava resolvido, lá fomos nós para um noite em uma pista de kart indoor. Esperamos pouco menos de uma hora e fomos pros carros. Eu queria contar aqui que arrasei e fiquei em primeiro lugar, mas não cheguei nem perto disso. Sou grande e beeeem pesado e isso já fazia meu carro ser mais lento do que a média. O carro ficou pequeno, meus pés ficaram bem desconfortáveis e meu quadril ficou apertado naquele banquinho. Além disso, sou ruim mesmo. Na tomada de tempo, fiquei em 16o. lugar entre 20 pilotos. Na corrida, fiquem em 14o., na frente da Mônica, pelo menos, porque senão ia ter que aguentar as piadinhas a semana toda.

A corrida da Mônica, aliás, foi um capítulo a parte. Ela causou dois mega-acidentes. Um deles chegou a envolver cinco carros ao mesmo tempo e paralisou a prova. Depois, em outra batida, conseguiu quebrar o carro e precisou ir pegar um kart reserva pra terminar a prova. O mais engraçado é que ela é muito melhor motorista do que eu no trânsito. Eu sou desatento e não gosto mesmo de dirigir. Mas na pista tudo muda de figura. É muito legal pensar a coisa toda em termos de estratégia. Escolher a trajetória e a forma de correr para diminuir as minhas desvantagens naturais.

Mas a parte chata foi que tantos acidentes não podiam acontecer sem que rolasse algum tipo de resultado ruim. A Mônica lesou os ligamentos  e pode ter quebrado um ossinho do pulso. E cá está ela com o braço imobilizado em plenos festejos de fim-de-ano.

De qualquer modo, fiquei feliz de termos conseguido desviar das nossas rotinas normais e procurar fazer coisas que não costumamos fazer. Só espero que a Mônica não mantenha o ritmo de se machucar cada vez que a gente sair do roteiro…

Igualzinho

Pra mim, sorte é só o nome que a gente dá a uma coisa boa que acontece. Quando algo dá errado, a gente chama de azar. Não acredito que o universo conspira pra eu tirar um número e ganhar na roleta.

Minha experiência com cassinhos se resume a uma noite no Conrad, em Punta del Este, uns anos atrás, e Las Vegas a trabalho este ano, quando fui obrigado a, pelo menos, experimentar alguns joguinhos.

E ontem, pela primeira vez, entrei em um bingo aqui no Brasil. Tudo o que eu conseguia pensar é no quanto somos idiotas. Afinal, alguém me explica qual é a diferença entre o bingo e um cassino?

Não me venha com balelas de dizer o óbvio de que nosso cassino não tem blackjack nem roleta. Não é isso. O clima é igual. Pessoas cansadas, com olhos vidrados, fumando e bebendo debragadamente. Vamos dar o desconto de que, pelo menos, um cassino se assume como uma casa do vício total. Cigarro, bebida e jogo. É melhor do que essas choperias que ficam te enchendo de álcool e proíbem as pessoas de fumar (eu não fumo, só pra esclarecer).

Mas então, qual é o obstáculo real para a liberação do jogo no Brasil? Porque eu não vi nenhum sinal de entidade beneficente naquele lugar. Vai entender…

Cara e endereço novos de novo

Não me odeie. Essa promete ser a última mudança de endereço deste blog. Talvez você nem note, porque eu botei um redirecionador que traz todo mundo do endereço anterior para o atual.

Eu sei que é chato. Por exemplo, você agora precisa se registrar para comentar. Uma chatice.
A mudança vem de uma necessidade de organizar a bagunça que minha árvore de arquivos do site foi se tornando e de preparar essa plataforma para um 2006 que será cheio de mudanças e de novos projetos. Mais sobre isso em alguns dias.

Perdidos no departamento comercial

O seriado americano “Lost” conta as aventuras de um grupo de sobreviventes de um acidente de avião. O programa foi um enorme sucesso, conquistando recordes de audiência. Por conta disso, a Globo trouxe a série para o Brasil e a exibirá em fevereiro. Para vender cotas de publicidade, a emissora distribuiu para o mercado publicitário um brilhante release com pérolas da redação como se pode ver.

“Tudo começa quando o médico Jack (Matthew Fox) acorda depois de desmaiar, sente dores e descobre, entre gritos e fumaça, que o avião em que viajava se partiu no ar e caiu numa floresta de bambus.”

Mas o melhor vem em seguida, quando eles resolvem descrever os personagens…

“O elenco de Lost

Jack (Matthew Fox) – médico que ao lado de Kate procura ajudar os outros sobreviventes na ilha.

Hurley (Jorge Garcia) – homem com um ingênuo senso de humor, apesar da situação desesperadora. Faz o possível para manter a calma e ajudar o próximo.

Sayid (Naveen Andrews) – é um homem do Oriente Médio que, além de todas as dificuldades, terá que lutar contra o preconceito racial de alguns sobreviventes.

Sawyer (Josh Holloway) – um certo ar de perigo ronda sua personalidade e seu intenso senso de desconfiar de todos ao seu redor poderá ser fatal para os outros náufragos.

Locke (Terry O’Quinn) – é um homem misterioso e retraído, que guarda uma ligação misteriosa com a ilha, maior que a de qualquer outro sobrevivente.

Jin (Daniel Dae Kim) e Sun (Yunjin Kim) – formam um casal de coreanos que, devido às suas tradições, valores e língua, enfrentam dificuldades para se comunicarem com os outros.

Kate (Evangeline Lilly) – a heroína da série. Se mostra equilibrada e sem nenhum conhecimento médico é a primeira a tentar ajudar os outros sobreviventes.

Charlie (Dominic Monaghan) – é um astro do rock em decadência, que esconde um doloroso segredo.

Boone (Ian Somerhalder) – irmão afastado e controlador de Shannon, que vive brigando com ela, mas terá que aprender a viver com os demais para garantir a sobrevivência dos dois.

Claire (Emilie de Ravin) – jovem que está grávida de oito meses e que não está preparada para as dificuldades da maternidade.

Shannon (Maggie Grace) – moça egoísta, que prefere pintar as unhas dos pés em pleno caos.

Michael (Harold Perrineau) – acaba de ganhar a custódia de seu filho de 9 anos, Walt
(Malcolm David Kelley), após a morte de sua ex-mulher. Apesar de serem pai e filho, mal se conhecem.”

Jabá do bem

Em fim-de-ano, jornalista recebe um monte de brindes. Sâo bugigangas como bloquinhos, bonés, calendários, agendas, garrafas de espumantes nacionais e outras coisas do tipo. Claro que há também aquele monte de presentes caros que em locais mais sérios nem podem ser aceitos. Mas em geral são bugigangas sem muita utilidade real.

Eis que chega na minha mesa um brinde muito bacana e que me deu vontade de duplicar, triplicar, sei lá. A ESPN Brasil mandou uma bola embalada em um papel colorido e uma etiqueta que diz: “Entregue a bola a uma criança carente e receba nossos votos de feliz Natal e próspero 2006″.

Porque não, em vez da bola, um prato de comida, muita gente vai perguntar. Claro que há sempre quem tem a desculpa perfeita pra não fazer nada.

Incansável

Alguns meses atrás, eu fui a Las Vegas acompanhar a luta final do seriado “O Desafiante” (The Contender). Foi um barato, claro. Conheci uma cidade completamente alucinada e entrevistei o Stallonne e o Sugar Ray Leonard, além dos competidores.

Já naquela época, Stallonne falava de seus “novos” projetos: uma continuação de Rambo e outra de Rocky. O cara estava em uma forma inacreditável, forte pra dedéu, e diziz que, aos 58 anos, queria provar que ainda tinha seu valor, embora reconheça que o tempo dos fortões dos filmes de ação passou, pelo menos para ele e para Arnold Schwarzenegger, o Governator.

Os filmes não devem ser grande coisa, mas o cara não desiste, mais ou menos como Rocky. E o Sly criou até video-diário, no estilo do Peter “Lord” “Kong” Jackson.

Adriaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaannnnnnnnnnnnnnnn!!!!

O Homem de Itu

Depois que a história sobre a suposta preocupação dos produtores do novo “Superman” com o tamanho dos poderes do ator Brandon Routh, eu só posso pensar que a sinopse do filme vai mudar para algo mais ou menos assim:

“Depois de seis anos de celibato, o bem-dotado Superman volta ao planeta Terra. Mas ele descobre que, mesmo tendo tanto para oferecer, sua amada Lois Lane partiu para outra. Sentindo-se importente, apesar de todos os seus poderes, resolve lutar pelo amor de Lois. Ao mesmo tempo, seu antigo inimigo, Lex Luthor, com inveja das enormes capacidades do herói kryptoniano faz tudo para subjugá-lo.”

E acredite, eu estou muito, muito ocupado.

Acordem, dinossauros

Ontem estreou o programa “Casamento à Moda Antiga”, no SBT, e o que a gente vê é que os caras que pensam TV, jornais e tudo mais ainda estão no século passado. A Rosana Hermann dá o link do blogueiro James Kanseko, que deu uma vasculhada no Orkut e descobriu um monte de informações que adiantam o resultado do programa. Como alguns dos participantes têm perfis lá e trocaram até scraps, estão basicamente entregando o que vai acontecer nas próximas semanas.

É básico que as pessoas precisam assinar um acordo de sigilo. Aliás, acordos como esse protegem a empresa mesmo de postagens da internet. OU seja, os dinossauros que ainda nâo sabem como funciona um mundo conectado nem precisavam saber o que são esses negócios de orkut, blog e coisas do tipo…

Bauer não perdoa

O agente Bauer foi o porta-voz da unidade federal especializada em ações anti-terroristas no caso do passageiro que foi eliminado, não… Vamos usar um termo mais limpinho. O passageiro foi deletado da existência.

Vamos lá. Se a gente acreditar na história deles, vai pensar: Noooossa. São tempos de medo, é normal que isso aconteça. Se o cara não devia nada, não devia ter corrido, devia ter obedecido a poliça. Isso, claro, se a história é verdadeira.

Escaldados pelo caso da polícia londrina que fuzilou impiedosamente um brasileiro, contou uma cascata e depois teve que voltar atrás à luz de evidências, é bom esperar mais um pouco. Vamos conter nosso cagaço e nossa docilidade frente às otoridades, por favor.

Mas que eu nunca me meteria com um agente chamado Bauer, isso eu garanto…