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Seja bem-vindo. Este é o blog do jornalista Alexandre Maron. Aqui você vai encontrar textos sobre assuntos que vão de cultura pop a política, de religião a video games. Há também meu histórico profissional e meu portfolio. Conheça meus outros projetos.

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Pela última vez


O Agente: Sabe qual é o seu pecado?
Mal: Eu gosto de todos os sete. Mas hoje… Hoje eu escolho a Ira

Mr. Universe: The signal must be free…

Acabou o seriado Firefly e eu tive que esperar alguns meses dolorosos até que a caixa de DVDs chegasse às minhas mãos e eu pudesse ver todos os episódios na ordem, do jeito que sei criador Joss “Buffy” Whedon tinha imaginado. Quando acabei de ver a caixa, pensei que nunca mais iria ver aqueles personagens.

Sabe-se lá como, Whedon convenceu a Universal a bancar Serenity, um filme de US$ 40 milhões continuando as aventuras dos personagens. Não ia dar certo, Joss. As pessoas não estão interessadas nesse assunto.

E qual é o assunto de Firefly? Um mundo futurista sem aliens. Os humanos colonizaram o universo e se meteram em uma guerra civil unificadora. O lado vencedor é a Aliança, uma espécie de versão mais realista da federação de “Jornadas nas Estrelas”. Nossos heróis não estão em uma nave limpinha ultramoderna, como em “Jornada”. Eles pilotam uma tranqueira, uma banheira velha chamada Serenity.

Os passageiros e tripulantes desta nave são uns perdidos na vida, liderados por Mal, um ex-soldado do lado que perdeu a tal guerra civil. Desgostoso da vida, ele parece um homem sem princípios. Mas esse é só o olhar moralista, claro. Mal é um homem desiludido a procura de uma razão pra viver.

Talvez o que torne a série meio anódina para a platéia habitual seja justamente este ar meio morto-vivo de Mal, o herói. ELe é um Han Solo que não achou uma causa pela qual lutar. Quando acha, a coisa toda muda de figura.

E a tal causa só surge de verdade no filme “Serenity”. É aqui que Mal parece vivo como nunca. É aqui que ele gera toda a chama que não queimou na série.

Serenity é um filme delicioso para os fãs que pode ser divertido para quem nunca viu a série. Como o autor não sabia se ia ter outra chance, coloca ali alguns momentos memoráveis e resolve uma trama crucial do seriado: a história de River, a menininha louca e paranormal.

Hà também os reavers, os selvagens homicidas que trucidam quem aparecer pela frente, e um vilão que parece o Morpheus tirado de Matrix e implantado ali.

O engraçado é que eu tive uma semana horrível, um fim-de-semana merda, uma segunda-feira horrorosa e pelo menos durante essas duas horas de “Serenity” consegui me desligar de tudo e vibrar que nem um garotinho.

Infelizmente, no entanto, essa pode ter sido a última exibição do filme em uma sala de cinema aqui no Brasil, já que a Universal desistiu de lançá-lo no circuito comercial depois que Serenity fracassou fragorosamente no mercado americano. O filme custou US$ 40 milhões e rendeu US$ 24. Um fracasso enorme que não faz justica a um filme divertido, engraçado e emocionante.

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6 respostas para 'Pela última vez'

  1. Mary Jane Diz:

    Chorei. O filme todo. A minha paixão por Serenity é tão gisgantesca, que eu já assisti e reassisti aquela caixinha muitas vezes. Rever todo mundo, receber explicações sobre tudo que estava confuso na minha cabecinha, e um desfecho para a história me fez chorar como criança. Joss Whedon é rei. Cacete, fazia tempo que eu não passava mal no cinema.

  2. nica Diz:

    Amei o filme também, e olha que eu nem acompanhei a série inteira - vi só uns episódios isolados. Os americanos não sabem o que é bom mesmo.

  3. Cristiano Dias Diz:

    Tio Movielens disse que eu vou dar 4.5 presse filme. Ele NUNCA diz que eu vou dar 4.5 pra nada…

  4. Alexandre Maron Diz:

    Olha, eu pulava e vibrava como um garotinho no cinema. Fiquei até com vergonha. Eu adoro a forma como Whedon sabe te jogar numa direção e em seguida surpreender.

  5. alexmaron Diz:

    E a Mônica deu uma definição perfeita. Serenity é o episódio de final de temporada que Joss Whedon não conseguiu fazer.

  6. Xander Barley Diz:

    I think this one doesn’t make any sense: breungles, mentioned somewhere

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