Do Le Monde

Aquele jornal que, junto com o Osama Bin Laden, o Dr. Silvana e o Darth Vader, quer a população brasileira desarmada para poder comer nossas criancinhas. E, claro, todas as estatísticas que provarem que a proibição do comércio de armas pode trazer benefícios sociais serão taxadas como furadas, mentirosas e coisas do tipo.

Brasileiros relutam em proibir a venda de armas

Sufocada pela violência urbana, a população vota num referendo o comércio de armas, que matam cerca de cem pessoas por dia. Partidários do “não” acusam governo de não garantir segurança

Annie Gasnier, Correspondente em São Paulo

Trinta e seis mil cruzes em poliestireno branco flutuavam durante o fim de semana passado na superfície da Lagoa do Rio de Janeiro. Cada uma delas simbolizava uma pessoa vítima de uma arma de fogo em 2004, num ato a favor do desarmamento. Os brasileiros votam, neste domingo (23/10), para responder por referendo à seguinte pergunta: deve o comércio das armas de fogo e de munições ser proibido?

Com 99 mortos por dia, o Brasil, sem guerra nem guerrilha, está classificado pela ONU em primeiro lugar no ranking dos países com a maior quantidade de mortes por armas de fogo.

Isso sem contar os 20 mil feridos e as 50 mil pessoas condenadas a se locomover de cadeira de rodas. 17 milhões de armas de fogo circulam pelo Brasil afora, sendo que metade delas não está legalmente registrada.

Contudo, a sociedade parece estar duvidando dos benefícios de uma proibição total visando a reduzir a violência, questão esta que, ao menos por alguns dias, se sobrepôs à crise política suscitada pelos escândalos de corrupção que envolvem o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 52% dos eleitores estariam dispostos a votar “não”, segundo uma pesquisa que foi divulgada nesta quarta-feira (19).

Esta projeção não deixa de ser surpreendente, uma vez que no início da campanha, em agosto, uma pesquisa atribuía mais de 80% ao “sim” à proibição. Neste meio tempo, a campanha do referendo gratuita passou a ser veiculada nas rádios e na televisão, com os seus slogans redutores que vão sendo martelados, instalando a confusão nas mentes.

Esses eventos vêm causando desespero entre os defensores do “sim”, tais como a socióloga Joséphine Bourgois, da organização não-governamental (ONG) Viva Rio. “É desolador. As estatísticas provam o perigo que representam as armas, a espiral da violência que elas provocam, que elas estejam nas mãos de pessoas honestas ou de bandidos. Mas nós não temos nenhum slogan miraculoso para convencer as pessoas”, diz.

Por sua vez, os partidários do “não” utilizam como argumento a legítima defesa. “A proibição não resolve nada; ao contrário, ela retira um direito constitucional do cidadão. Defenda a sua liberdade, vote não”, clama a mensagem do campo do “não”.

A inversão de tendência da opinião obrigou o campo do “sim” a mudar a sua estratégia, levando-o a demonizar as armas para convencer os indecisos. O seu principal argumento: as armas legalmente adquiridas acabam nas mãos dos bandidos. O jornal “O Estado de S. Paulo” acompanhou o percurso de um revólver roubado de um engenheiro. No espaço de quatro meses, esta arma foi utilizada por uma gangue para efetuar três seqüestros, seis furtos e três assassinatos, sucessivamente.

A atualidade transborda de exemplos. Por exemplo, na segunda-feira (17), a morte de um adolescente, na sala de aulas, abatido acidentalmente por um camarada que havia trazido as armas do seu pai. Ou ainda, um torcedor que foi assassinado na véspera, numa estação do Metrô, horas antes do jogo.

Os crimes que são cometidos no ambiente familiar ou entre amigos representam, segundo pesquisas das universidades de São Paulo e Rio de Janeiro, a metade das mortes violentas. A vingança é o principal motivo desses crimes.

“Sim, nós queremos desarmar os cidadãos honestos, que cometem crimes fúteis relacionados ao consumo do álcool, a ciúmes, a uma disputa no volante ou a uma partida de futebol”, explica Raul Jungmann, um deputado do Partido Popular Socialista (ex-comunistas) que é o secretário da Frente Parlamentar por um Brasil Sem Armas.

Por sua vez, a Frente Parlamentar pela Legítima Defesa rebate esta afirmação por intermédio do seu presidente, Alberto Fraga, um antigo coronel da polícia, hoje deputado do Partido da Frente Liberal (PFL, oposição de direita): “O governo não é capaz de oferecer uma boa segurança pública ao cidadão. Portanto, não se pode retirar deste último o direito de escolher se ele quer ou não ter uma arma na sua casa”.

Os defensores do “não” denunciam o perigo que representam bandidos muito bem armados demais. Contudo, pesa sobre eles a suspeita de estarem sob a influência do lobby do armamento. O Brasil é o mais importante produtor de armas de pequeno calibre da América do Sul. Esta indústria, que fornece cerca de mil postos de emprego, produz anualmente o equivalente a 85 milhões de euros (R$ 228,70 milhões); 70% das armas são destinadas à exportação.

Desde que o “não” ultrapassou o “sim”, as ações da firma Forjas Taurus, que abastece a polícia de Nova York, se valorizaram na Bolsa de São Paulo.

No Rio Grande do Sul, o Estado do país onde a população é a mais armada e onde estão instalados os fabricantes de armas, o secretário da Segurança e da Justiça do Estado, José Germano, defende o “não”. “O problema do Brasil não diz respeito ao seu comércio das armas legais, e sim àquelas que entram sem controle pela fronteira”, garante.

Contudo, as armas confiscadas dos bandidos mostram que 70% dentre elas são “Made in Brazil”.

A incapacidade das autoridades de reprimir a violência urbana, e não só durante o mandato de Lula, age contra a causa do desarmamento. O contexto político, desfavorável ao governo, poderia incitar também os eleitores a dizerem “não”, em vez de responderem à pergunta colocada pelo referendo.

No entanto, a campanha nacional de coleta de armas que teve início em julho de 2004, apoiada por ONGs e pelas Igrejas, havia convencido os brasileiros. Com ela, 440.000 armas foram entregues às autoridades. Durante este período, o número de vítimas de armas de fogo diminuiu de 8%: 3.234 vidas foram salvas.

Delícia descartável

Eu tinha ouvido falar, não tinha conseguido assistir e só agora devorei todos os episódios que pude de Entourage, da HBO.

Que série bacana de matar. É a prova de que dá pra se fazer um bom filme ou uma boa série com praticamente qualquer assunto.

Num resuminho básico, a série conta a história de Vic Chase, seu irmão mais velho e os dois amigos Turtle e Eric. Vic é um ator que caminha a passos largos para se tornar um superstar, seu irmão é um ator sempre desempregado a procura de um papel, qualquer um. Eric é o melhor amigo de Vic e se torna seu manager. Turtle é o patinho feio do grupo, gordinho e com um jeito me bocó.

Para dar brilho ao seriado, os caras colocaram o ótimo Jeremy Piven, que você não conhece de nome, mas já viu em algum lugar.

O bacana é que você acompanha a vida completamente alucinada desses quatro caras. Eles se divertem em festas regadas a sexo e drogas (que são muito piores no mundo real, mas já chocam os espectadores americanos nessa versão suavizada da TV), gastam os tubos e estão sempre atrás de mulheres.

Aí entra a sacada do seriado: Vic funciona como o gancho, mas a história que está sendo contada a maior parte do tempo é a de Eric, o verdadeiro motor do programa. Ele é o melhor amigo, leal e ambicioso, embora cheio de princípios. Quer ter uma namorada regular e tenta convencer o amigo a fazer filmes que prestem. Sua ascensão no mundo do showbiz, seus erros e acertos, vão guiando o espectador pelo mundo das celebridades hollywoodianas.

E ao redor disso, dá-lhe aparições especiais de atores bacanas. Até James “the king of the world” Cameron surge como o diretor do filme que Vic pretende fazer, nada menos do que Aquaman.

É uma visão edulcorada de um mundo de aparências e trocas de favores. Vic está sempre entre o esquecimento e o estrelato e tudo parece conspirar a seu favor. Quando as coisas se complicam, seu sorriso dourado e seus olhos (azuis ou verdes?) abrem caminho na multidão. Ele vai ser um movie star e os espectadores vão acompanhando cada degrau de sua ascensão.

Uma delícia de série descartável…

Exemplos extremos

Contando que eu fico recebendo:

- Decálogos de Lênin – …

- pegadinhas do supertraficante Xaxim (certamente a Rede Globo e o Kayser Soze pagando uma grana por fora ao Cocadaboa para ridicularizar o movimento pelo NÃO, afinal eles querem desarmar o povo brasileiro para… Para… Para… Ah, sei lá para que eles querem isso)

- aqueles textos que mostram como todos os malfeitores da história desarmaram suas populações antes de mergulhar seus países em pesadelos totalitários. Claro que praticamente todas as informações cedidas podem ser derrubadas após cinco minutos de pesquisa histórica elementar. Mas isso é algo que ninguém que reenvia as malditas mensagens parece interessado em fazer. Já nem sei mais se é por ignorância mesmo ou por má fé.

A coisa toda entrou em uma espécie de vale-tudo que me dá nauseas. Por conta de tanta baboseira, acho que posso colocar um texto inteligente, bem escrito. Só para variar. E, ah, o texto é MESMO do Marcelo Coelho. Não veio de uma corrente da Internet não.

E como isso aqui é um blog, eu dou o link pro artigo original, no site da Folha, mas julgando o texto bom demais pra ficar escondido atrás daquela proteção mala, coloco-o inteirinho aqui no meu site mesmo…

Sonhos agitados de um homem de bem

Os juristas que me perdoem, mas, às vezes, eles recorrem a argumentos tão abstratos e sublimes que o significado prático do que dizem se perde de vista. Acho que isso acontece no caso do referendo.
Leio muitos adeptos do “não” invocando o sagrado direito do cidadão à autodefesa. Mas será que existe relação direta entre um princípio constitucional abstrato e o tema concreto da comercialização das armas e munições? Aparentemente, sim. Mas tento explorar um pouco os absurdos embutidos na tese.
A rigor, se eu tivesse de me defender para valer, um revólver e uma caixa de balas seriam insuficientes. O crime organizado dispõe de metralhadoras, granadas, armas exclusivas do Exército e tudo mais que o dinheiro pode comprar. Em nome do famoso princípio constitucional, armas de nenhum tipo deveriam ser proibidas. Nem as atômicas. Só assim eu poderia de fato me defender das investidas de bandidos, de terroristas islâmicos, de potências estrangeiras ou dos impulsos liberticidas do Estado contemporâneo; convenhamos que o governo brasileiro não me deixa tranqüilo diante de nenhum desses quatro cavaleiros do apocalipse.
Imagino também que exista alguma lei ou portaria impedindo-me de criar tigres e onças dentro de casa. Eu poderia alegar, entretanto, que se trata do meu direito à defesa também. Que tal produtos químicos, como o gás mostarda ou o sarin? São modos de fazer valer aquilo que está escrito na Constituição.
Só que, com isso, nenhum Estado existiria. E, ainda que eu pudesse me sentir protegido, seria difícil considerar mais segura uma sociedade em que eu desfrutasse de tanta liberdade para comprar tais aparatos de defesa individual.
Com esse exemplo extremo, quero dizer apenas que há uma diferença entre o princípio abstrato e a questão colocada no referendo. Não está escrito em nenhuma Constituição, nem na Bíblia, nem no genoma da espécie, que todo ser humano tem direito a se defender de inimigos com balas de revólver calibre 38. Ou com metralhadoras. Está escrito, sim, que todo ser humano tem direito a se defender.
E o significado disso incide sobre uma situação completamente diferente do que a imaginada pelos adeptos do “não”. O direito à legítima defesa, entendo eu, ocorre em casos excepcionais. Serve para absolver, não para permitir.
Imagino a história clássica. Ouço ruídos no quintal. Saio da cama, visto o meu velho chambre grená, calço os chinelos de pelica e vou ver o que se passa. Um garoto de 18 anos aparece à minha frente com uma semi-automática na mão; outro surge do nada e me encosta um revólver na nuca. Estão drogados. Querem dólares, querem me seqüestrar, nem sabem direito o que vão fazer. No prédio em frente, alguém acende a luz e põe a cara para fora da janela. O pivete lança uma rajada de advertência. Mas, com isso, eles se distraíram. Tomo nas mãos o revólver que me encostaram na nuca e -sou bom nisso- liqüido os dois bandidos.
Muito bem, chamo a polícia e conto o que ocorreu. É numa situação desse tipo que, acho eu, o direito à legítima defesa pode ser invocado. Cometi um homicídio, ato bem mais grave do que comprar balas no mercado negro; mas sou, claro, absolvido. É isso o que a Constituição me garante: não ser condenado num caso em que cometi um crime para me defender.
Para manter a comercialização de armas, invoca-se um princípio que vale em casos extremos, em situações concretas e irreversíveis -isto é, quando o sangue já foi derramado-, como se fosse um preceito, um ideal, uma projeção quanto ao futuro, quase um programa de governo.
Se fosse assim, se todo direito consagrado na Constituição fosse encarado em abstrato, nenhuma lei, nenhuma regulamentação seria possível. Um usuário de ônibus poderia considerar que o trajeto utilizado limita o seu direito de ir e vir, um camelô sem papéis em ordem poderia defender o princípio do livre comércio, um plagiário poderia reclamar a liberdade de imprensa. Em nome do direito à propriedade privada, uma construtora poderia infringir a lei do zoneamento; em nome do direito à educação eu deixaria de pagar mensalidades escolares; e, para proteger-me dos assaltantes, eu poderia colecionar morteiros e lança-chamas dentro de casa.
Obviamente, não é assim que os direitos funcionam. De todo modo, não vou a extremos. Abdico do lança-chamas se me derem meu revólver.
Afinal, sou um homem de bem. Isto é, acho que sou. O termo anda tão generalizado hoje em dia que vai se constituindo numa espécie de categoria mítica. Quem seria esse “homem de bem” ou “cidadão de bem”, tanto faz?
Imagino-o de suspensórios, bigode fino, brilhantina no cabelo, pigarro na garganta. A Bíblia está em cima da mesa para leituras edificantes. O revólver está na gaveta para qualquer eventualidade. O cinto, no armário, para a disciplina doméstica. O caderninho com o telefone da amante ele deixou no escritório. Princípios, princípios.
Estamos diante de uma personagem de Nelson Rodrigues. No seu mundo tragicômico, todos dão tiros e defendem seus princípios.
Mas querem acabar com o homem de bem. Castrá-lo de seu revólver. Na associação clássica, era para o revólver ser um substituto do pênis. Mas não: falamos de um revólver hipotético, que quero ter o direito de comprar um dia, para matar agressores desconhecidos.
É um revólver mais imaginário do que real. É uma coisa que se guarda na gaveta do criado-mudo. É uma proteção. É uma espécie de garantia mágica de nossa sobrevivência. É uma coisa que não pode ficar na mão das crianças. Estranho, esse revólver: tem todas as características de uma camisinha.
O marido abre os olhos; teve sonhos agitados. Onde estão John Wayne, os índios, o Fernandinho Beira-Mar? A mulher pergunta se está tudo bem. Ele diz que sim: vira de lado, começa a roncar. Dorme o sono dos justos. Que assim seja.

Clap, clap, clap. De vez em quando, é preciso e partir para as extrapolações extremas para que algumas coisas façam sentido. Alguns desses argumentos eu até já usei, mas não com a mesma verve, claro.

EU VOTO SIM

Eu acho o máximo a forma como a direita vai renovando os argumentos ridículos de sempre e usando o medo como moeda de troca.

Quando a educação pública entrou em decadência, em vez de lutar por uma melhoria nos serviços, a saída foi criar escolas particulares. Lindo. Décadas depois, a classe média (leia-se, os otários que sempre compram essas idéias da direita rica e acabam se dando mal) não consegue mais pagar pela educação dos filhos… A direita rica, que criou a solução, continua rica e em escolas caríssimas. O otário de classe média, quando perde o emprego ou sofre um contratempo, tira os filhos da escola. Mas é tudo culpa dele que é um otário. Cada um por si. Se ele está nessa situação é porque não tem talento nem inteligência, aqueles argumentos de sempre do individualismo.

Quando a saúde entrou em decadência, o que fez a direita endinheirada? Em vez de reclamar, de protestar e exigir, foi pros planos de saúde, pros hospitais pagos. A classe média, claro, seguiu seus passos. Hoje, os hospitais estão abandonados e os planos de saúde vivem deixando os clientes (sim, de pacientes, viraram clientes) na mão. Ah, os criadores da idéia continuam indo a médicos e hospitais particulares e pagam por suas consultas caríssimas, porque não precisam de plano de saúde… A classe média está se esgoelando com os atendentes dos planos de saúde exigindo um mínimo de qualidade de atendimento.

Quando a segurança pública começou a decair, em vez de se mobilizar para estancar o problema o que fez a direita endinheirada (seguida pela classe média ignorante, sempre com resultados de qualidade inferior, claro)? Contratou segurança particular. A violência cresceu tanto que hoje as pessoas não confiam na polícia, nos seguranças e em mais ninguém.

Então, a saída é o cada um por si. A gente compra umas armas e pronto. Nada de resolver os problemas, a solução é sempre um remendo. A solução é não gastar recursos nem energia para combater a violência, é desviar o assunto e se preocupar com o SEU capricho.

Vivemos em um mundo em que se manifestar e organizar por algum direito é coisa de gente chata e CDF. Manifestação política é coisa de “comunista”. Ao mesmo tempo, reclamar como consumidor é algo totalmente aceito e estimulado. É o que eu sempre digo: deixamos de ser cidadãos e nos tornamos consumidores e apenas isso. Consumimos direitos, candidatos e, claro, produtos. O argumento mais usado pelo cidadão é: “sou eu quem paga seu salário…” Ok, até parece…

Estamos indo por um caminho lindo. Apenas consumindo, consumindo e consumindo. Vamos nos consumindo, e nossos direitos vão sumindo.

Farsa e fatos

A internet parece uma fonte sem fim de histórias absurdas. E quem parece ter entendido isso muito bem, para o melhor e para o pior, é o pessoal do Cocadaboa.

Como eles, nunca dá pra saber onde começa a farsa e termina o fato. Eu já vi algumas pessoas colocadas em situações complicadas no meio de algumas cortinas de fumaça que eles inventaram.

Pois a mais nova história é em torno do suposto traficante Xaxim, que deu uma entrevista a uma jornalista. Segundo o Cocadaboa, o traficante não existe e toda a história é uma farsa. Claro, vamos e convenhamos, eles são tão sacanas que poderiam até ter pedido pra uma mulher fingir que era a tal jornalista apenas para ridicularizá-la. Mas aí seria um caso para tribunais, por conta de difamação e coisas do tipo. Além do mais, não é esse o estilo deles.

O mais impressionante, se realmente a ligação e a história são reais, é ouvir a moça falando com o tal suposto Xaxim e acreditando em todas as baboseiras absurdas que ele diz. É claro que ela foi vítima de sua boa fé. Mas, cá entre nós, quem acredita em alguma coisa, qualquer coisa, que venha do Cocadaboa? Se aqueles e-mails dela pedido ajuda aos caras são verdadeiros, ela praticamente pediu para ser enganada.

A história original fica em: Traficantes querem proibição do comércio de armas

A suposta troca de mensagens fica em: Diga Não ao Não

E gera esse arquivo que supostamente é uma entrevista por telefone.

Não se trata aqui de ridicularizar a campanha pelo Não à proibição do comércio de armas. Antes, outras pessoas caíram em golpes e ser enganado não é uma exclusividade deles. É claro que muitas pessoas da facção do SIM vão usar essa história de alguma forma. Mas não é isso que se questiona aqui, repito.

O importante é pensar que todos ficam aceitando qualquer baboseira que lhes aparece desde que corrobore alguma crença pessoal. Pelo SIM e pelo Não, seria melhor se todos fossem mais cuidadosos.

Em nome da amizade

É engraçado como a gente engole umas coisas de algumas pessoas por conta de, sei lá, anos de amizade.

Ultimamente, engoli umas coisas meio idiotas, mas a principal delas foi me colocarem em uma lista de discussão na qual eu não tinha interesse e eu não reclamar do monte de mensagens que chegavam na minha caixa postal. Depois, quando mandaram uma mensagem imbecil e eu respondi, o tal amigo censurou minha resposta. Eu engoli, em nome da amizade, e deixei pra lá. A lista era dessa outra pessoa, moderada, e aquele amigo não queria aquilo. Lista moderada e privada não tem nada a ver com democracia nem liberdade de expressão. Se eu não gosto, não entro e pronto.

Aí, alguns dias atrás, um outro episódio. Recebo uma mensagem com uma informação estranha e, já mais escolado, mando uma mensagem neutra, apenas pedindo que as pessoas verifiquem a veracidade da tal informação. A mensagem também foi censurada. Aí foi demais. Saí da lista e acusei o golpe. Tem coisas que eu não posso mais aturar a essa altura da vida.

Espero que a pessoa em questão releve minha irritação, em nome da nossa amizade…

Estoy acá

Estoy a ajar uno abesiurdio esto puapo de portuñol. Jo hablo uno perfecto español, pero que si, pero que no, arriba, arriba. Jo hablo mucho bien.

La comemoracione criada por lo CrisDias es ridicula, una cossa abissiurda, una ofencia para uno homobre como jo, que abra uno perfecto español.

Carne nova

Vá lá conferir o blog da Mônica.

Você vai adorá-la quase tanto quanto eu. Não, isso seria impossível. Eu amo essa mulher.

O decágulo do Lênin… da Silva?

Ok, ok

Alguém por favor me dê uma prova de verdade da existência do tal Decálogo de Lênin. Esse texto circula há meses na internet e eu não consigo encontrar uma fonte de informação confiável sobre a existência dele ou de onde foi tirado.

Já perguntei a professores, nada. Fiz busca no google em alemão, francês, espanhol e inglês. Nada.

Aceito ajudas e sugestões.

Atualização – Trecho da mensagem de Rodrigo Marcelino da Silva:

“Sou mestre em Sociologia, professor universitário e há mais de 10 anos estudioso da tradição de pensadores marxistas. Você jamais achará esse texto em qualquer outro idioma, simplesmente, porque ele não foi escrito por Lênin. Não existe esse texto entre as obras do autor.

Ele é produto de mentes hipócritas, fascistas e anti-democráticas, q se furtam ao debate teórico e político de qualidade, enquanto distorcem, desqualificam, adjetivam (quando o q é preciso é substantivar o debate), deturpam etc. (perdoem-me
pelas adjetivações, mas, diante desse despautério, o sangue ferve). É mais fácil estigmatizar do q ousar enfrentar um debate franco, aberto, teoricamente embasado e politicamente conseqüente.

Desafio qualquer um a encontrar esse texto entre as obras do autor! Tenho os volumes da editora alfa e ômega das obras completas de Lênin e já conversei c/ alguns do maiores especialistas sobre. Tenho obras desse autor e espanhol e adinha só: NADA! Não há nada! Nadinha…”

Em busca de respostas…

“From the dawn of our species, Man has been blessed with curiosity. Our most precious gift, without exception, is the desire to know more – to look beyond what is accepted as the truth and to imagine what is possible.”

- Alvar Hanso, Address to the U.N. Security Council, 1967