Eu modifico, tu modificas…

A moda é fuçar as coisas e fazê-las suas, com a cara do dono.

Os carros são modificados, ou “tunados”, os videogames são mexidos e melhorados pelos usuários, os gabinetes dos computadores ganharam milhares de sacadinhas (a maior parte ridículas, diga-se de passagem) e a coisa segue em frente com os livros de recados, recordações e fotos, a decoração… e o corpo, claro. Eu e você temos dois braços e pernas, dois olhos, uma boca, um nariz. Mas eu tenho uma tatuagem, um piercing… um olho de cobra!!!

Se eu fosse menos cínico ia dizer “power to the people” e sair pulando feliz. Acho que é “poder ao consumidor”, mas mesmo isso é questionável, porque cada mudança é seguida de uma gritaria de algum fabricante. Até que entendem que não dá pra lutar contra a maré e a coisa se acalma…

E os moleques deram um jeito de transformar o PSP em um Apple II… (do Boing Boing)

De volta

Ok, foi simples. Eu só precisei exportar todo o blog anterior pra cá.

O Radar Pop segue sendo um blog sobre o programa e aqui passa a ser o meu espaço para os comentários pessoais, as bobagens de sempre e, claro, óbvio ululante, a minha opinião.

O podcast

Então você já viu que temos um podcast.

Está cru, muito cru. Mas no espírito do podcast, resolvemos deixar assim mesmo. O segundo programa vai ser mais curto e contar com dois pseudo-locutores mais à vontade, hesitando menos, repetindo menos as palavras. É importante que você opine, diga o que gostou e o que não gostou. Fale mal, mas fale de nós.

Precisa de mais música, mais cinema, mais quadrinhos, mais tecnologia, mais ciência? Estamos pensando em falar somente de dois temas por semana, mais umas músicas para dar alguma leveza. Mas quais deveriam ser esses temas?

Como dá pra notar, minha voz ficou meio baixa mesmo. É que estamos fazendo o programa de duas cidades diferentes, usando voz sobre IP. Eu estou em São Paulo e o Cris no Rio. Vamos resolver isso nos próximos episódios. Então acompanhe e veja se a gente vai aprender a fazer um programa que preste.

RadarPop, o podcast, o mito

Contrariando todos os prognósticos eu e Maron levantamos nossos traseiros gordos e produzimos o primeiro do que promete ser uma série semanal de podcasts, RadarPop, sua dose semanal de cultura e entretenimento (e informações não necessariamente úteis).

No melhor estilo tosqueira-garagem ainda o programa ainda está cheio de erros, mas a idéia é essa. Comente, fale, reclame e diga se ficou legal e como podemos melhorar. Sua ligação é muito importante para nós.

O que foi dito:

AlexMaron e CrisDias após a gravação do primeiro programa
AlexMaron e CrisDias após a gravação do primeiro programa

Baixe seu exemplar aqui: radarpop-0001.mp3, 67 minutos. (em breve em BitTorrent, enclosures, iTunes e blablabla)

Os fins e os meios

Demétrio Magnoli, sempre lúcido, em sua coluna:

“No tumultuoso ano de 1992, sob o impacto das mobilizações que conduziriam à renúncia de Fernando Collor, encontram-se as raízes da camarilha que hoje controla o PT. O grito de “Fora Collor!” surgiu entre as bases petistas, à revelia de Lula, que procurou inicialmente contê-lo, e provocou uma dissidência na Articulação, a corrente dirigente do PT. No ano seguinte, pela primeira vez, essa corrente perdeu o controle sobre o Diretório Nacional do partido. Nas eleições presidenciais de 1994, o candidato Lula montou uma coordenação paralela e informal de campanha, contornando a linha política definida nas reuniões da coordenação oficial.

FHC foi eleito no rastro do Plano Real, mas Lula interpretou a derrota, de modo simplista e egocêntrico, como um produto da força do poder econômico e do “radicalismo do PT”. Dedicou seus esforços, então, à construção de uma nova maioria no PT. (…) A nova maioria não tinha idéias, (…) mas tinha um plano de ação: combater o programa original do PT e a sua identidade de partido democrático e militante.

(…)Em nome da meta obsessiva de conduzir Lula à Presidência, Dirceu assumiu a missão de tecer a rede de uma camarilha política que asfixiou o PT e, já como quadrilha de delinqüentes, viria mais tarde a estender seus tentáculos pela administração federal.

A camarilha é um fim para Dirceu, mas um meio para Lula, que acalenta o sonho de fundir a sua corrente política ao PSDB. Na conjuntura de crise aberta pelo desvendamento da ação da quadrilha, Lula tentou acelerar a implosão do PT por meio da candidatura de Tarso Genro à presidência do partido. Mas a “refundação”, um nome pomposo para a operação de descarte da carcaça de Dirceu, despedaçou-se (…).”

Essa página apoiou a candidatura de Lula, o que nunca significou ficar dizendo sim a todo tipo de idéia estapafúrdia que sua administração apresentou. Hoje, parece inquestionável que o tal “presidente operário” virou uma sonora decepção. É enojante vê-lo se arrastando e fazendo acordos patéticos (mais uns, além dos que fez com partidos que nada tinham a ver com a herança petista para garantir a sustentação de seu governo) apenas para garantir sua sobrevivência e é incrível ver o quanto as pessoas que votaram no PT por anos estão decepcionadas e perdidas. No ano que vem, veremos o que surge no vácuo da desilusão causda pela derrocada moral do PT e de seu candidato símbolo.