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Seja bem-vindo. Este é o blog do jornalista Alexandre Maron. Aqui você vai encontrar textos sobre assuntos que vão de cultura pop a política, de religião a video games. Há também meu histórico profissional e meu portfolio. Conheça meus outros projetos.

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A licao de Robert Rodriguez

Vergonha total que eu vi Sin City ha quase um mes, quando estive aqui em New York por alguns dias, e n~ao escrevi nada sobre o filme. O Franque chegou a me mandar um e-mail reclamando que eu vi e nada falei…

Peco sinceras desculpas pela omissao. Vou ser simples e direto, porque este teclado esta uma droga e eu tenho que ir passear (eheheeheh). Gostei do filme. Acho o Robert Rodriguez um cara inventivo, cheio de energia, mas seus filmes nao passam de uma colecao de cenas que sao colagens de ideias alheias. Sua edicao e sempre preguicosa, o acabamento de seus filmes deixa a desejar. Em Sin City ele tiha todos os storyboards prontos (as HQs, sacou?) entao foi mais um feito tecnico do que qualquer outra coisa. Grafismo por grafismo, eu prefiro Waking Life ou o novo do mesmo diretor, que eu nao lembro o nome e vai trazer Keanu Reeves adaptando um conto de Phillip K. Dick.

Mas dizendo isso parece ate que eu acho o filme ruim. Que nada. Eu adorei, me diverti muito, curti a maneira como as historias foram transplantadas, embora tenha achado um pouco longo demais. So nao caio nessas balelas de que Sin City iria ressuscitar a carreira de Mickey Rourke (na vai) e que e uma revolucao (nao e). Rourke pode continuar achando papeis estranhos para fazer, mas nunca tera sua carreira de volta. Ele era o novo Robert de Niro nos anos 80 e se perdeu completamente. E o filme nao e uma revolucao em nada. Os efeitos especiais baratos ja eram uma marca de rodriguez em trabalos anteriores. Alias, seu modelo de producao e o que de mais interessante ele tem a oferecer aos seus fas. O grafismo visual arrojado ja vem rolando em filmes h’a algum tempo. Alias, um dos maiores fracassos do ano passado Captain algumacois and The World of Tomorrow, ja usava as trucagens de Sin City.

A imprensa de entretenimento podia babar menos e reconhecer Rodriguez pelo que ele e: um prodigio, sim, mas nao em termos narrativos, e sim no que toca ao modo de fazer filmes de uma maneira que permite ao autor ser criativo sem gastar milhoes. O proprio Rodriguez ja consegue cumprir metade de sua promessa. Gasta pouco. Falta abandonar os cliches.

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