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Seja bem-vindo. Este é o blog do jornalista Alexandre Maron. Aqui você vai encontrar textos sobre assuntos que vão de cultura pop a política, de religião a video games. Há também meu histórico profissional e meu portfolio. Conheça meus outros projetos.

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Aperte os cintos, o diretor sumiu


“Quarteto Fantástico”, nova bomba da Marvel, é filme sem direção

O “Quarteto Fantástico” tem o mérito de ser o gibi que deu origem, em 1962, à era Marvel, em que os heróis viviam em cenários do mundo real (Nova York), passavam por problemas com os quais os leitores seriam capazes de se identificar e as histórias tinham a lógica da continuidade como em uma novela.

Mas foi só. Depois de fazer muito sucesso nos anos 60, os personagens começaram a se repetir e viraram coadjuvantes. Só voltaram a fazer sucesso quando John Byrne escreveu e desenhou suas histórias na virada dos anos 70 para os 80. Depois disso, foi ladeira abaixo. Tédio e muita, muita chatice, com novos roteiristas surgindo a cada dois anos e garantindo que tinham achado um jeito de fazer aqueles personagens booooring fazer sentido. Claro que tudo sempre acabava com a revista cada vez mais em baixa.

Pois esses personagens que hoje são de segundo escalão, se muito, geraram “Quarteto Fantástico”, produção que é a prova de que filmes de super-heróis seguem o mesmo princípio de quaisquer outros: com bons diretores, são uma beleza. Com diretores ruins, salve-se quem puder. Juntam-se a bombas do quilate de “Demolidor”, “Elektra”, “O Justiceiro”, “Mulher Gato” e “Liga Extraordinária”, porcarias da nova safra de adaptações de histórias em quadrinhos.

Basta olhar o elenco. Não há ninguém ali que tenha alguma expressão. Até os extras estão mal dirigidos. Quem é Jessica Alba (ok, fez “Dark Angel”, bomba que só sobreviveu por dois anos na TV porque era produzida por James Cameron), who the hell is Ioan Gruffudd, Chris Evans? Fala sério. Julian McMahon, que errr… “interpreta” o Dr. Doom, é salvo por uma direção segura em “Nip/Tuck”, mas aqui ele é tão ruim quanto sempre foi em “Charmed”. Sem alguém que lhe diga direito o que fazer, e sem talento, um canastrão é só mais um rostinho bonito e perdido na tela. Eu podia ser bonzinho e dizer que Michael Chiklis, de “The Shield” é a única coisa que presta como O Coisa. Mas eu estaria mentindo, porque ele está mal também. Com tanta gente de TV ou do terceiro escalão de Hollywood, só podia dar mesmo em um filme de cinema com jeitão de coisa feita para a TV.

Olhe para o elenco de Batman: Morgan Freeman, Michael Caine, Gary Oldman, Liam Neeson. Olhe para o de “Quarteto”. Não há nada que se dê valor aqui.

A direção de arte confunde filme-famíla com filminho em que todo mundo tem cabelinho no lugar, impecável, limpinho. Dá vontade de vomitar, porque tudo parece de plástico. A pele de pedra do Coisa, a pele de metal do Dr. Doom. Plástico all the way. A fotografia é mesmo de filme de TV, toda bonitinha, coloridinha. Um lixo, parece filme feito pra criança burra.

O roteiro é de uma indigência a toda prova. Bem Grimm se vê com aquela pele de pedras e resolve ir contar pra mulher de um jeito que, em vez de traduzir a dor dele, apenas arranca risadas. A coitada diz que tem uma surpresa para ele, ao que o pobre monstro responde “também tenho uma surpresa pra você” (acredite se quiser, ele diz isso). Tem até a mulher dele descendo pra rua de babydoll (!!!) com pernocas saradas de fora e rejeitando ele ali mesmo, desesperada, enquanto ele diz “Mas você prometeu que iria ficar comigo em qualquer situação…”. Depois, os caras criam uma das mais ridículas cenas de reencontro que eu já vi, com uma série de coincidências na ponte do Brooklin. E você logo vê que o “Quarteto” tem um futuro brilhante quando Reed pede a Sue Storm que fiquei invisível para passar por uma multidão. Eles se enrolam, o plano não funciona, não tem fundamento e não leva a lugar nem vantagem nenhuma. Um vexame.

Os equívocos vão se empilhando, com situações que não aparecem hoje nem em filme infantil. Tudo se resolve de um jeito inverossímil, sem lógica, os atores estão completamente perdidos e cenas que deveriam ter peso dramático soam apenas engraçadinhas. Em resumo, o diretor é completamente incompetente. Tim Story é o responsável por uma bomba chamada “Taxi” (aquela porcaria com Gisele Bundchen). E prova que não é só o bom e velho carro de praça que ele não tem a menor condição de conduzir.


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5 respostas para 'Aperte os cintos, o diretor sumiu'

  1. Jeniffer Diz:

    Oie tudu bem com vcs ?

    Eu sou a jeniffer muito Fân de vcs

    Acho que vcs nao entende minha lingua né

    Mais sempre quis ser comu vcs entao comu nao da né rsrsrsrs

    Entao ta beijao pra vcs

    Are mais ( l l l l )

  2. tattiana Diz:

    hello bom tipo adorei o seu trabalho!
    mais eu naum li o texto mais de kra eu cajei super itersante o trablho de vcs
    bay kiss

  3. Marcelo Diz:

    queria q tivese o 2 seria muito legal!

  4. $$$italo$$$ Diz:

    achei legal ter supper poderes!!!!!!
    como faz isso???
    isso e de verdade???

  5. italo Diz:

    e legal ter super poderes??
    eu sou seu fan???
    eu queria ser o homem de fogo!!!!

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