



Ontem, vindo pro Rio, sento-me na fileira 23.
O avião não decolou, descemos todos em Congonhas e eu só pude viajar hoje.
8 + 15 = 23.
É um número importante. Hua hua hua…


Demorou porque eu estava sem câmera digital, os cinco pequerruchos já estão com quase 21 dias.

Não dá para acreditar. Se eu tivesse recebido esta notícia na sexta, ia achar que era piadinha de primeiro de abril.
Mas não é. Embora tenha sido postada na sexta, estava na primeira página do UOL hoje, dia 3.
Eu não tenho mais dúvidas do porquê da flagrante decadência do Rio de Janeiro. Defenestrem esses conservadores podres desta cidade, deste Estado rápido, antes que o Rio desapareça coberto pelo esterco que sai das orelhas destas pessoas.
O Rio só me mata de vergonha. Mais do que o Lula, com suas pataquadas semanais.
Caramba, que coisa irritante essa contagem regressiva patética até o momento da morte do papa.
A cada momento uma atualização. A pressão está baixa, infecção urinária, rins não estão mais funcionando, sem atividade cerebral… É quase um checklist mórbido dos sistemas do papa sendo desligados.
Esse é um efeito colateral da era da mídia rápida, instantânea onipresente. A antecipação, antecipação…
A Copa será, o time jogará, o filme emocionará, a olimpíada… Quando chega o momento, é uma brochada geral.
Que saco.
Mais uma gracinha do Google. Hoje o Gmail comemora um ano e seu contador de megabytes da caixa postal está subindo progressivamente, rumo ao infinito e…
Peraí. Pára tudo. Infinito?!!!
Não. É uma piadinha dos caras. Hoje, comemorando um ano, o Gmail oferece mais um gigabyte de presente e estabelece o compromisso de aumentar essa capacidade sempre que for possível.
Hummm. Bacana, bacana.
Feliz aniversário, Gmail.

Minha vigilia em relação a transformação em filme do mais venerado gibi de todos os tempos continua.
O site CHUD (Cinematic Happenings Under Development) colocou no ar uma entrevista de primeiríssima linha com Paul Greengrass, o diretor do filme. É de tirar o fôlego. Como eu disse, Greengrass é um diretor inteligentíssimmo, que usa filmes de ação como “A Supremacia Bourne” para divertir enquanto joga uma camada de comentário político. Assim, a gente pode esperar um filme que não deixará de lado as multiplas camadas da obra que o inspirou. E, caramba, o cara se referiu a “Watchmen” como o “Cidadão Kane” dos quadrinhos.
Mas o mais promissor é ver o especial da revista inglesa Empire. Os caras visitaram os escritórios da produção, viram o que estava rolando por lá e afirmam categoricamente que Greengrass e sua turma estão no caminho certo para criar um grande filme.
Mas falta muito.
Num mundo em que os trailers contam a história inteira do filme, fiquei até surpreso de ver o preview de “Red Eye”, de Wes Craven.
Revela só que é necessário para que o espectador corra para o cinema assim que o filme for anunciado. A obra ser eventualmente ruim é apenas um detalhe.

O gato, o cachorro e o coelho, em WE3
Você não precisa adorar bichinhos para curtir “We3″, a última maluquice do Grant Morrison que eu li.
É uma minissérie que conta a história de um coelho, um gato e um cachorro que são recolhidos por um grupo de pesquisa militar americano e transformados em animais ciborgues, inteligentes e falantes, treinados para serem verdadeiras máquinas de guerra.
Um dia, cortam a verba deste grupo e resolvem sacrificar os animais. A treinadora deles os solta, na tentativa de dar-lhes alguma chance. Os três saem por aí e se tornam os únicos amigos sinceros no mundo, enfrentando a máquina militar que tenta eliminá-los.
É uma história simples contada por um desenhista que está no auge de sua habilidade narrativa. Coisa fina. Se vai sair aqui um dia, é outra discussão.