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Seja bem-vindo. Este é o blog do jornalista Alexandre Maron. Aqui você vai encontrar textos sobre assuntos que vão de cultura pop a política, de religião a video games. Há também meu histórico profissional e meu portfolio. Conheça meus outros projetos.

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O Fantasma do carnaval


Gerard Butler e Emmy Rossum em “O Fantasma da Ópera”: deliciosamente cafona

“O Fantasma da Ópera” foi meu primeiro musical da Broadway. Por conta disso, dei todos os descontos e licenças, já que estava fascinado por aquela opulência e cafonice deliciosas.

Revê-lo em filme foi decepcionante. Decepcionante em um nível de quando você revê “Terra de Gigantes” e “Viagem ao Fundo do Mar”, saca? Era mágico quando eu era moleque e não passa de tosqueira hoje em dia.

Eu ainda gosto das músicas. Acho cafona, mas tenho que reconhecer que grudam forte no ouvido. O baile de máscaras, que vale pelo balé, é uma daquelas músicas óbvias que fica rebatendo o ponto de que o fantasma vai surgir a qualquer momento porque as máscaras fazem você se esconder do mundo. A música faz muito sentido quando ele, desesperado, canta um trecho no final. Antes, soa como enrolação total.

No filme, o diretor Michael Schumacher adaptou menos do que devia e conseguiu manter um certo ar carnavalesco que bem cabe ao filme. Mas em muitos momentos, desviar a câmera para bailarinos quando algo muito importante está acontecendo, soa ridículo. Em outros, ele fez um grande trabalho de dar impacto fílmico ao que, na peça, tinha um poderoso efeito dramático. Os cenários e figurinos estão tão fantásticos quanto pede o filme. E, peço perdão aos fãs, mas musical com alguns takes em que as vozes estão dessincronizadas, não dá…

E, claro, se Christine escolher o conde no lugar do fantasma já soava ridículo na peça, no filme a coisa é ainda mais patética, principalmente depois que ela encena “Don JUan” com o, errr…, vilão. A escolha entre o conde e o fantasma não é a de um homem versus um monstro. É do desejo versus o amor romântico. Afinal, a antológica cena em que o monstro leva a sua pupila aos subterrâneos é uma das maiores transas metafóricas do teatro fast food.


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5 respostas para 'O Fantasma do carnaval'

  1. Carlos Alexandre Monteiro Diz:

    Fala, Maron!

    Michael Moore é O cara.
    Aguardemos ansiosos por “Fahrenheit 9/11″…mais uma bomba - das boas - vem por aí!
    E te convido pra fazer uma visitinha ao meu blog…Também andei postando sobre Moore.

    abraços,
    Carlos Alexandre Monteiro (Carlão)

  2. MaGioZal Diz:

    Deixa eu te contar um pequeno segredo.

    Na academia em que freqüentei em 1997, haviam aulas de exercícios em que a professora colocava músicas de Andrew Lloyd Weber (entre elas, as do “Fantasma da Ópera”) como trilha sonora.

    O bizarro foi que semanas depois eu me peguei gostando daquelas músicas…:-D

  3. Erik Roach Diz:

    20th Century Fox served YouTube with a subpoena Wednesday demanding the Google-owned viral video site disclose the identity of a user who uploaded copies of entire recent episodes of primetime series “24″ and “The Simpsons.”..

  4. Terrance Hyman Diz:

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  5. Keegan Bowman Diz:

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