Eles não param de chegar

São dezenas por hora. Agora que Meninos virou história, eu desabilitei o seu formulário de inserção de comentários. Em tese, é possível visualizá-los, mas não dá para comentar.

Em tese.

Os robôs continuam inserindo comentários no banco de dados, mesmo sem o formulário. São como uma praga.

É claro que é por um aspecto técnico que eu vou tentar descobrir hoje à noite, mas só dá mais ainda a medida do quanto essa onda do spam de comentários é muito mais um vandalismo do que qualquer outra coisa.

Aqui, por enquanto, é preciso se registrar no Blogger para comentar. Assim que eu implementar um sistema decentemente protegido desses pilantras, isso vai ficar mais simples. Peço desculpas pelo incômodo.

O fim e o início

Foram quatro anos muito bons, mas o tempo deste site passou.

Este negocinho está cheio de defeitos, com permalinks quebrados e coisas do tipo. Os problemas serão corrigidos nas próximas semanas, enquanto eu incremento o meu novo weblog, que vai se chamar Radar Pop.

O nome é pretensioso, talvez, mas tem tudo a ver com o que me tornei por conta de meus desejos pessoais e da minha profissão. Você pode achar que o Radar Pop será parecido demais com esse site aqui e não estará de todo errado. O site mudou comigo, não havia porque rolar um rompimento total. Mas o novo site vai estar mais adequado às mudanças que eu espero fazer nos próximos meses e que estarão mais antenadas com minhas idéias, meus anseios pessoais e profissionais.

Então, se você é um frequentador assíduo, ajuste sua lista de favoritos para o novo endereço:

www.radarpop.com.br

Este site não morre. Fica aqui, quietinho, como registro do passado. Visite-o sempre que desejar.

Festa do lixo

Incrível. O tal do clipe feito por uma galera brincalhona em cima daquela “música” do Latino é a materialização perfeita do que o “trabalho” deste incauto que se intitutla artista significa.

Mas o tal clipe é uma brincadeira, uma ação entre amigos e cumpre seu papel com perfeição. A “produção” desse tal de Latino, que devia ser um profissional, é abaixo da crítica porque não é nada, é menos que lixo.

O primeiro post de uma nova era

O Meninos Eu Vi foi pro museu.

É a hora e a vez do Radar Pop.

Bem-vindo, sinta-se em casa. Se tudo der certo, as coisas vão ficar agitadas por aqui nos próximos meses, com um monte de novidades.

Mas sabe como é. Eu estava vendo posts antigos em que prometi mudanças de design e otras cositas tantas vezes que até perdi a conta. Acho que desta vez vai.

A sua parte da barganha

Essa é a minha profissão maluca em que um jornalista viaja ao Rio Grande do Sul para conhecer as impressionantes instalações de uma poderosa multinacional que produz espumantes e acaba passando um dia no Forum Mundial Social.

Num dia eu estava provando bebidas, cercado de jornalistas como eu e de empresários que estavam lá em um evento de relações públicas. No outro, enquanto todo o resto do grupo voltava para São Paulo, eu aproveitei que minha passagem era para as 21h e passei o dia perambulando pelas quentíssimas e empoeiradas instalações do Forum.

O mundo ali é bem diferente. Os sucessos são pins e posters de Che Guevara ou ampliações das fotos de Sebastião Salgado. Todos se vestem com roupas simples e o gigantesco camping é um desafio mesmo para quem se julga “disquerda”, desapegado do consumismo e dos confortos que nos amolecem, porque conforto é muito bom. Mas, oras, se é para nós, porque não seria para outras pessoas?

Fazer piadas com isso é um das muitas armadilhas ardilosas da direita, claro. Os esquerdistas não querem que as pessoas vivam em cabanas, sujos e maltrapilhos. Há enormes variações, claro, mas o que se busca é um patamar mínimo de qualidade de vida. É o fim de um jeito de ver o mundo em que um grupo de pessoas que nasce em um berço qualquer se acha melhor e com mais direito a uma vida confortável do que quem nasce em uma caixa de papelão.

Uma das grandes delícias do forum é que as conversas nunca são banais. Há jovens e velhos discutindo política o tempo todo. Aquela indolência mental de deixar toda e qualquer discussão séria para amanhã é coisa para poucos. As pessoas costumam dizer que fala-se muito e pouco se faz, o que é apenas uma forma de desacreditar as discussões ideológicas. Tudo sai da discussão, do pensamento, do debate. Nenhuma idéia importante da humanidade saiu de uma pessoa bebendo cerveja diante da TV, consumindo lixo pop. É duro, querido leitor, mas é a mais pura verdade. Disseram para você que seria possível viver assim. Deixe a parte pesada e difícil para nós. Trabalhe e se divirta. Faça a sua parte.

Há também a tentação de descrever toda aquela gente como uma bando de arruaceiros e vagabundos. É só o jeito fácil de fugir da participação e embarcar na maravilhosa aventura da alienação política em que o mundo é dividido em respeitáveis empresários que fazem o que é preciso para o progresso e um bando de indolentes que só quer moleza. Se você quiser, vá em frente. Tape o sol com a peneira.

Ontem de noite, vi no UOL que um grupo de “punks” (terminologia usada pelo site) foi pego com bombas e armas. Segundo a polícia de Porto Alegre, eles iam se confrontar com um outro grupo de skinheads. “Arruaceiros!”, você vai pensar. Como tudo mais, é um recorte da realidade. Não há contexto, não há profundidade e o fato é relatado de forma rápida e superficial. É só uma muleta para o pensamento conservador de praxe. É o suficiente para se tirar as conclusões que querem que você tire ou que você quer tirar porque assim tudo fica mais fácil. “São vagabundos, não sabem como é o mundo real. Eu vou é seguir o meu caminho”.

Aqui estamos nós. Pense aí com seus botões se essa barganha foi realmente vantajosa.

Cadê?

Peraí… Esqueceram de indicar o Paul Giamatti, por “Sideways”, e o Jim Carrey, pela jóia chamada “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”.

O mais impressionante é que o Jamie Foxx merecia o Oscar só pelo trailer de “Ray”, que deixa qualquer mortal arrepiado. Eu ainda não vi o filme, mas já posso imaginar em que estado vou sair do cinema.

Tres crianças salvas por um anjo

Talvez seja aquela música torturante, dolorida de Damien Rice, ou ainda o rosto angelical de uma Natalie Portman, mas “Perto Demais” já é certamente um dos filmes mais emocionantes de 2005. Contando que estamos em janeiro, dizer isso não é pouca coisa.

Eu não podia ter visto este filme cinco ou dez anos atrás. Eu não o entenderia como o entendo agora (e certamente vou entendê-lo de uma forma diferente quando revê-lo daqui a mais uns anos), não teria a bagagem necessária para me identificar com cada um dos conflitos vividos pelos personagens.

Eu não vou contar a sinopse do jeito que os jornais vão contar para você. Meu ponto de vista é outro e não posso ignorar isso. Pra mim, o filme conta a história de uma jovem que morre para salvar três crianças.

A sinopse dos jornais é outra. Fala de dois casais, Jude Law e Natalie Portman ao lado de Julia Roberts e Clive Owen, cujas histórias se cruzam por conta do vício de um deles (Law) pela maravilhosa sensação de paixão e da incapacidade de outro (Roberts) de decidir com qual dos homens que aprecia quer ficar. No caminho desse casal central, os outros dois saem profundamente machucados emocionalmente.

Reduzir a isso é muito pouco.

“Perto Demais” vai enfileirando qualidades. Owen e Portman fazem valer seus Globos de Ouro com atuações que saem dos cafundós do fundo da alma. O jeito de contar a história, falando principalmente dos momentos de crise e deixando de lado os idílios, mais ou menos do jeito que as pessoas se lembram de suas relações, é um achado que dá à história um peso e uma densidade atordoantes. Ao fim, quando “The Blower’s Daughter” toca novamente, você mal pode levantar da cadeira.

Não é uma questão de dica, de sugestão, de nada. Vá ver esse filme. Depois dele, mesmo que você eventualmente nem entenda muito bem o que aconteceu, você será uma pessoa melhor. É o que as grandes obras têm a capacidade de fazer com a gente.

Quatro fantásticos

O blog completou quatro anos.

Como eu disse antes, não sou a mesma pessoa que eu era antes. Quatro anos atrás, eu estava chegando em São Paulo, me reestabelecendo por aqui em um novo emprego. Muita, muita coisa aconteceu neste tempo.

O site vai ganhar um perfil mais pop, talvez como uma revisão do que ele foi no seu segundo ano de existência. Estou fazendo alguns ajustes e teremos surpresas nas próximas semanas.

Elektrokutada nas bilheterias

Não estava cheirando bem mesmo, mas eu não seria capaz de dizer que iria ser um fracasso tão retumbante. “Elektra” estreou em cerca de 3200 salas nos Estados Unidos e faturou US$ 12,5 milhões. No mesmo fim de semana, o filme “In Good Company” estreou em menos da metade do número de salas e fez muito mais grana, US$ 13,9 milhões.

O trailer prometia que seria um lixo no estilo Mortal Kombat e já me deixou preocupado. A exibição para imprensa aqui no Brasil foi na semana passada e eu não pude ir. Quando assistir ao filme, falo por aqui.

Quem se recuperou no segundo trailer foi “Constantine”. O primeiro me irritou por ser muito, muito chupado da estética de “Matrix”. O segundo é mais promissor, embora ainda me deixe com reservas quanto à qualidade do filme. Mas vamos ver, ouvi gente falando bem…