Arquivo de 12/2004

As videocassetadas que, em vez de rir, nos fazem chorar

31/12/04

Eu fiquei arrepiado com os vídeos amadores que estão sendo distribuídos pela Internet mostrando o inferno da água do mar invadindo tudo. É com eles que se torna possível realmente entender como a onda poderosa e inexorável matou 125 mil pessoas (até a madrugada do dia 31 de dezembro).

Em um deles, para mim o mais apavorante, um homem grava a chegada das águas de um restaurante na beira da praia, igual a muitos que eu mesmo frequento nestes verões da vida. Ele mostra um casal na casa dos 60 ou 70 anos sendo tragado pelas águas diante das tentativas patéticas de um homem de salvá-los.

Mais assustador: Quando a água leva o casal, rola um deja vu mórbido e nada engraçado daquelas videocassetadas idiotas. Eles caem e o vagalhão os leva. Fim. Eu sempre achei meio ridículo rir daquelas pessoas se machucando na TV. Neste evento terrível, achei um motivo a mais para amaldiçoar essa diversão ridícula capitaneada pelo faustão gritando “orra, meeeeu!!!!!”

Ainda no mesmo vídeo, em seguida, o(a) cinegrafista se vê cercado pelas águas, que vão tomando o local onde ele está e eu estou até agora tentando entender como ele saiu dali, se é que saiu…

Dois pesos, duas medidas

31/12/04

Se o seu povo está sendo tiranizado e morto por um cara chamado Sadam Hussein E ESTÁ SENTADO EM CIMA DE RESERVAS BILIONÁRIAS DE PETRÓLEO, eu vou mobilizar minha máquina militar para, errrr…, “salvá-los” e “ajudá-los” a qualquer custo.

Mas, se você foi vítima de uma tragédia de proporções bíblicas na qual o número de mortes é 30 vezes o do World Trade Center e NÃO HÁ UM ÚNICO BARRIL DE PETRÓLEO EM JOGO… Azar o seu. Só lamento.

Boa sorte e vire-se com uma esmola, ok?

O que me impressiona é como o governo norte-americano nem se preocupa mais em fingir que é bonzinho e que tem alguma preocupação humanitária. Sem a polarização da Guerra Fria, em tempos de “ou está conosco, ou contra nós”, não há porque agradar ninguém.

Então, o discurso de salvadores da pátria e libertadores, que já tinha sido desmascarado, ficou mais oco e sem sentido.

Êeeeee, corja!!

Falcão entra em campo

28/12/04

Nos próximos seis meses, eu vou torcer para o Falcão arrasar no São Paulo. Se não der certo, ele volta pro futsal e ganha tudo novamente.

O cara é best of the best.

Em compro aquele forno

27/12/04

Eu tinha sentido isso no ano passado, quando reencontrei meus primos depois de, sei lá, uns 20 anos.

Foi numa festa na casa do meu irmão mais velho. Troquei algumas palavras com a Lu e o Gustavo (que eu tinha visto brevemente anteriormente, mas sem a chance de trocar mais do que algumas palavras) e fiquei com aquela boa impressão meio louca, porque eram pequenas conversas superficiais.

Eu não os via desde que eram crianças mesmo. Coisa de quando eles tinham cinco ou seis anos. Nesta época, eu tinha uns 10 ou 12. É muito tempo e muita água passando pelo moinho.

Minha irmã os conheceu melhor. Os encontrou diversas vezes e falou para mim sobre como eles eram bacanas. Mas hoje eu passei algumas horas na casa da minha prima (mãe deles) e vi o filme que o Gustavo dirigiu, um curta emocionante chamado “Aqueles Dias”.

Bateu aquele medão de que o filme fosse uma porcaria e eu fosse ter que disfarçar que tinha achado sensacional. A melhor parte é que “Aqueles Dias” é bom, sim, e que eu fui tocado pelo recurso hábil das imagens estáticas evocando sons da memória, pela nostalgia e pela dor do amor que vem e que se vai. Pelas emoções que transpiram dos atores e da história simples e bem executada.

Não. A melhor parte veio depois, por meio do papo divertido, de ver o quanto temos todos em comum e de como é uma pena que tenhamos todos crescido separados quando podíamos ser amigos há muitos anos. Tudo bem. Ainda dá para recuperar o tempo perdido.

E eu juro que vou comprar o forno lindo e modernoso que a Luciana criou.

O início do fim

24/12/04

Aconteceram muitas coisas na minha vida nos últimos anos. Até aí tudo bem. Acontecem muitas coisas nas vidas de todo mundo o tempo todo.

Tá bom, então você entende que a frase acima é retórica. O que eu quero dizer é que minha vida mudou muito nos últimos anos e que eu não sou mais a pessoa que criou o “Meninos Eu Vi” no finalzinho de 2000/início de 2001.

No início de dezembro, aconteceu uma última coisa que precipitou essa mudança inevitável. Então, em janeiro, teremos algo novo, eu prometo.

Ahahahahahahahahahahahaahahahahahahahahaahahahahahahah

21/12/04

Depois de duas horas rindo sozinho, caindo da cadeira, parando pra tomar água e descansar, finalmente consigo parar por aqui para indicar esse link que eu vi no site do Pedro e, depois, no do CrisDias.

Respire fundo e clique abaixo. Uma recomendação, não veja esse negócio quando estiver sozinho. Vai que você tem um infarto e empacota de tanto rir…

http://www.interactiveminds.com.br/daileon.swf

Os meus preferidos de 2004

20/12/04

Séries de TV

Lost - MIstério, aventura, intriga e um dos mais belos novos rostos da TV, o pitéu Evangelyne Lilly. Desde a estréia de “24 Horas” eu não ficava tão ansioso na espera de um novo episódio de uma série de TV. È tão bacana que foi escolhido para dar uma força a “Alias”, série que já foi boa e que agora tenta desesperadamente se reencontrar.

Desperate Housewives - De vez em quando, os americanos acertam em cheio mesmo em uma série do conservador horário nobre da TV aberta. “Desperate Housewives” é tão bom que nem dá para acreditar que está fazendo tanto sucesso.

Os Aspones - Vem tendo altos e baixos, mas o elenco é um dos melhores da TV brasileira, ao lado de “A Grande Família”

The Dead Zone - O romance era intrigante, o filme de 1983 -com Martin Sheen e Christopher Walken- era bacaninha, mas meio perdido. A série, no entanto, faz parecer que o conceito foi pensado para esse formato na TV. O herói tem a oportunidade de explorar todas as possibilidades de aplicação de suas habilidades e a trama de fundo só deixa o espectador desesperado, esperando o próxmo episódio.

The Shield - Vic é o cara mais legitimamente sujo da TV. É por isso que os espectadores o adoram tanto. No primeiro episódio, ele mata um policial, depois comete um roubo, forja provas e vai cometendo um crime atrás do outro. Tudo em nome da lei e de sua aposentadoria. A série não tem episódio ruim e, sinceramente, quando chegar o momento, não vai acabar bem de jeito nenhum…

Estou de olho em: Veronica Mars - A protagonista é linda e até que sabe atuar. O mistério que vai permeando os episódios faz você voltar na semana seguinte. Mas falta alguma coisa. Vou continuar assistindo para ver se os roteiristas encontram o caminho antes do programa ser cancelado…

Livros

Hitchcock/Truffaut, François Truffaut - A nova edição da Companhia das Letras é um tributo imperdível para quem ama o cinema. No encontro de titãs, François Truffaut conversa com seu ídolo, Alfred Hitchcock sobre a arte do cinema. O resultado é uma aula inesquecível de como se faz bom cinema e como se constrói um livro inesquecível.

O Código da Vinci, Dan Brown - É um best seller com tudo de ruim que os best sellers têm. Personagens rasos, tramas forçadamente intrincadas e ação que não pára, pronta para dar o copy paste em um roteiro de Hollywood. Mas no que é bom, “Código” é o melhor dos últimos anos. A trama de fundo foi de encontro ao inconsciente coletivo de milhões de pessoas que se sentem traídas pelos seus líderes religiosos. Nas minhas férias, em maio deste ano, eu passei por três países europeus diferentes e em todos o denominador comum era o sucesso de “Código”. No Brasil, não foi diferente e até os subprodutos vieram com força total.

A Ditadura encurralada, Elio Gaspari - Esqueça os arquivos da ditadura. A série do jornalista Elio Gaspari traz um retrato impressionante dos bastidores dos anos de chumbo. Com o texto e a verve de um dos melhores jornalistas do país. Indispensável, junto com o resto da coleção, claro.

The Plot Against America, Phillip Roth - O que aconteceria se Franklin Roosevelt tivesse perdido a eleição para Charles Lindbergh? Roth conta neste livro intrigante a história de sua vida em uma América alternativa que se aliou aos alemães, nunca foi lutar a Segunda Guerra mundial e deixou os nazistas dominarem a Europa. Espere um pouco que a Companhia das Letras deve estar para lançar.

Roberto Marinho - Começa com o relato da senilidade do criador da organizações Globo. Segue sem medo de relatar os momentos polêmicos da trajetória do homem que foi amado, odiado e julgado por alguns culpado de todas as misérias brasileiras após 1964. Bial não se esquiva de nada e acaba sendo responsável por uma ótima biografia que conta 100 anos de história do Brasil moderno.

CDs
American Idiot (Green Day) - Na era do MP3, em que os discos foram destruídos em pedacinhos este trabalho do Green Day nos lembra para que serve o bom e velho álbum conceitual, como unidade ideológica de um grupo. É uma ópera rock, é iconoclasta e, pasme, bom, muito bom de ouvir.

Smile (Brian Wilson) - Se o álbum fosse ruim, ainda assim seria obrigatório comprar. Como é ótimo, só posso te perguntar o que você está fazendo aí que ainda não tem o seu. WIlson é louco, ou foi louco, ou estava, sei lá. Antes de mergulhar na escuridão da sua doença, chegou perto de se tornar um ícone tão grande quanto os Beatles. Mas foi só perto e isso aconteceu há muito tempo. Hoje, juntou os cacos e acerta as contas com o passado e com os fãs. Brilhante.

Elis e Tom - Ela era uma semi-deusa e se fez acompanhar dos melhores. Aqui, no primoroso trabalho de reconstituição de um momento único, até a posição dos intrumentos no estúdio foi remontada de forma a simular com a maior perfeição, em um sistema de som estéreo 5.1, a sensação de estar lá, ao lado do maestro e da voz da pimentinha.

Genius Loves Company - Ray Charles passou seus últimos meses de vida trabalhando. Bacana. O resultado é um album suave, seguro e que soa ainda melhor como documento de seu peso no mundo pop. Ele canta com Norah Jones, James Taylor, Diana Krall, Elton John e B.B. King, entre outros. Boa companhia, sem dúvida.

Kasabian - O grupo inglês é bom. Bom, não, é bacanérrimo. Isso aí. Só nos adjetivos, sem analisar demais, porque o som dos caras me bateu forte pela complexidade que eu não costumo encontrar em disco de estréia. Uma espécie de Chemical Brothers com (mais) lyrics. Ou somente uma boa banda que está pronta para estourar, apesar do nome esquisito.

Filmes
Os Incríveis, Brad Bird - Os caras da Pixar ainda não erraram uma. Neste delicioso, cinético, colorido e hilariante filme de ação produzido em formato de animação, o espectador volta a ser criança e a torcer por super-heróis fantasiados. Mais bacana é que o autor se baseou em uma das melhores HQs de todos os tempos, “Watchmen”. É para ver e rever.

Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças - O filme mais romântico dos últimos anos, ponto. Dito isso vale colocar em discussão a atual obsessão dos autores pela manipulação da realidade e da memória. Seria um sonho escondido, uma fantasia infantil? O que importa é que “Brilho”, se pode parecer conformista em alguns momentos, é na verdade de um cinismo ou de um pragmatismo esmagador. Encara de frente o fato de que não há fórmula mágica para resolver as diferenças dos casais modernos e que a melhor maneira de terminar alguma coisa é seguir vivendo e enfrentando as dificuldades que surgem a cada minuto.

A Má Educação, Pedro Almodovar - Depois de parecer ter se domesticado, Almodovar chuta o balde e volta com um filme recheado de boiolices que vão enrubescer as velhinhas que ele conquistou com seus últimos filmes. “Má Educação” é uma espécie de noir relido pelo espanhol malucão. E o resultado é impiedosamente Almodovariano, que pese a sensação de que ele se apressou um pouco no final. O que mais preocupa é saber se ele vai abandonar de vez as mulheres, colocadas em segundo plano nos seus últimos dois trabalhos, ou virá com alguma obra arrasadora que vai nos arrebatar mais uma vez.

Antes do Pôr-do-sol, Richard Linklater - Eu disse ali em cima que “Brilho Eterno” é o filme mais romântico dos últimos anos, né? Pois bem, vou deixar a coerência de lado e dizer que “Antes do Pôr-do-Sol” também é. E daí? Vai reclamar, é? Se eu já adorava a história original, rever os personagens nove anos depois e passear com eles por Paris (que revisitei apenas duas semanas depois de ter visto o filme) foi uma catarse.

Farenheit 911, Michael Moore - Não deu, né, seu Moore? Mas tudo bem. O documentário do gordinho que se recusa a calar a boca e ser “imparcial” foi um dos assuntos do ano e, apesar das reclamações, é óbvio que fez barulho no contexto da campanha presidencial deste ano nos Estados Unidos. Moore assume uma posição e a defende com unhas e dentes. Há quem diga que é tudo mentira. Mas tudo bem, deixe eles reclamando, gritando, esperneando. A gente sabe que não é.

Hour concours - Homem-Aranha 2, Sam Raimi - O diretor é um cara bacana pra dedéu. Não só trouxe meu herói de infância à vida como fez do seu segundo filme uma obra deliciosamente imperdível. Um espetáculo para se visto e revisto pelos fãzocos como eu. Não espere equilíbrio de mim quando estou falando do amigo da vizinhança, ok?

Faltou ver: Sideways, Finding Neverland e Million Dollar Baby

>>>>>>>>>>>>>>>>>> E a seguir… Os melhores quadrinhos do ano…

Famílias

19/12/04

Eu tirei essa foto muitos anos atrás, durante um trabalho de fotografia no zoológico do Rio de Janeiro.

A luz está desequilibrada, o enquadramento não é grande coisa, mas eu adoro essa imagem em três níveis. A família de macacos, a família humana que a observa e você, que está olhando tudo aí da sua cadeira.

Criadores de seriados para a TV trazem resultados diferentes para as HQs

19/12/04

Dois escritores vieram da TV e estão fazendo trabalhos diametralmente opostos nos gibis que escrevem para a Marvel.

O primeiro é J. Michael Straczinsky, que cuida atualmente do Homem-Aranha. Ele começou bem, criou uma May Parker como nenhum outro autor conseguiu antes, colocou algumas aventuras deliciosas no caminho de Peter Parker, mas pôs tudo a perder com a atual sequência em que mexe no passado de Gwen Stacy e do Duende Verde.

O atual arco é exagerado, absurdo, coloca personagens bem estabelecidos em situações absolutamente fora de suaspersonalidades originais e soa como um golpe, uma tentativa de criar impacto. Isso fica mais importante depois que eu li uma série de artigos comentando a malfadada saga do clone, odiada por nove entre dez leitores antigos do Homem-Aranha.

Os artigos mostram os bastidores da construção da história. Para situar quem não se lembra muito bem, a tal saga do clone trazia de volta um, errrr…, clone de Peter Parker que havia desaparecido anos atrás. O tal clone ressurgia com o nome Ben Reilly, que ele adotou durante os anos na estrada, para rever a tia May, que ele sabia estar muito doente.

Em poucos meses, os autores mataram a tia May (em uma ótima história, diga-se de passagem) e revelaram que Ben Reilly era o verdadeiro Homem-Aranha e que o Peter Parker que os leitores acompanharam por quase 20 anos era o clone.

Foi a primeira idéia arriscada que os autores tiveram para o personagem em décadas. Mas, claro, se desfez em uma incerteza criativa crescente que foi tornando as histórias mais e mais ocas e confusas. Pior do que fazer uma série de aventuras confusas foi o desespero de desfazer tudo meses depois, inclusive a morte da tia May. E tudo isso usando uma série de desculpas esfarrapadas.

Pois bem, Straczinsky está indo pelo mesmo caminho. Não sei por que. Talvez as idéias boas tenham se acabado e ele esteja desesperado, talvez ele sinceramente ache que teve uma grande sacada. Mas que a coisa está feia, isso está. E, pior, a arte do Brasileiro Mike Deodato não está ajudando em nada.

Se você quer saber o que o Straczinsky aprontou, e eventualmente estragar a surpresa de ler quando as revistas saírem por aqui em português, selecione o texto invisível abaixo:

Gwen Stacy ainda está morta. Mas Peter descobre que ela teve dois filhos (!) com Norma Osborn (!!) e que eles sofrem de uma doença que os faz crescer de forma acelerada (!!!!). Osborn os criou dizendo que Peter Parker era o culpado de tudo e que devia pagar pelos erros.
Em suma, Gwen chifrou Peter com Norman, engravidou, fugiu para a Europa para ter o filho, voltou e, por não querer entregar-lhe as crianças, foi assassinada pelo Duende.

Agora me diga como isso poderia ficar ainda pior…

———————————————-

Enquanto isso, a Marvel chamou Joss Whedon (de “Buffy”, “Angel” e “Firefly”)para escrever X-Men. Eu confesso que fiquei descrente no princípio, mas logo deu pra notar que Whedon entende os personagens e que não está tratando este trabalho como algo pequeno e desimportante. Os diálogos são cortantes e precisos, os personagens fascinantes e mesmo na hora de utilizar o clássico golpe de ressuscitar um personagem ele deu um jeito de surpreender o leitor.

Aliás, esse hábito dele é uma das coisas mais deliciosas de seu trabalho. Jogar o espectador-leitor em uma direção e surpreendê-lo com outra coisa inesperada.

Para saber o que Whedon aprontou, e eventualmente estragar a surpresa de ler quando as revistas saírem por aqui em português, selecione o texto invisível abaixo:

Um novo vilão, por meio de uma respeitada cientista, oferece ao mundo a cura para as mutações. Enquanto isso, os X-Men estão reestruturando a escola, sob o comando de Ciclope e Emma Frost, e recebem Kitty Pride de volta. Eles invadem o prédio da organização que oferece a cura aos mutantes (na qual Fera está interessado) com a forte suspeita de que o corpo de Jean Grey está sendo usado nas pesquisas do tal soro anti-mutação.

Kitty Pride desce ao ponto mais profundo do complexo para tentar encontrar o corpo de Jean, mas descobre que quem está preso lá dentro… É o Colossus.

Mico total - Atualizado

18/12/04

Então, um jornalista ganha o prêmio Esso por uma reportagem publicada em um jornal pequeno e os jornais grandes, de Rio e São Paulo, resolvem questionar a seriedade do prêmio?

Caramba. Mas quem tem poder são eles, como é que a gente vai acreditar que um jornalzinho indie tem poder de pressão maior do que o deles?

E o jornalista premiado quer que seu nome seja retirado dos anais do prêmio Esso, mas não quer devolver o dinheiro?

Putz.

Nem sei o que dizer…

Atualização:

O que faltava dizer (eu estava correndo quando escrevi este texto acima) é que, embora o perfil seja emocionante, em alguns momentos achei a reportagem preconceituosa. Mas, eu insisto, daí a questionar o julgamento do juri desta forma e chegar a mandar umas vaias, é uma enorme falta de educação e de respeito com o jornalista premiado.