Séries de TV
Lost - MIstério, aventura, intriga e um dos mais belos novos rostos da TV, o pitéu Evangelyne Lilly. Desde a estréia de “24 Horas” eu não ficava tão ansioso na espera de um novo episódio de uma série de TV. È tão bacana que foi escolhido para dar uma força a “Alias”, série que já foi boa e que agora tenta desesperadamente se reencontrar.
Desperate Housewives - De vez em quando, os americanos acertam em cheio mesmo em uma série do conservador horário nobre da TV aberta. “Desperate Housewives” é tão bom que nem dá para acreditar que está fazendo tanto sucesso.
Os Aspones - Vem tendo altos e baixos, mas o elenco é um dos melhores da TV brasileira, ao lado de “A Grande Família”
The Dead Zone - O romance era intrigante, o filme de 1983 -com Martin Sheen e Christopher Walken- era bacaninha, mas meio perdido. A série, no entanto, faz parecer que o conceito foi pensado para esse formato na TV. O herói tem a oportunidade de explorar todas as possibilidades de aplicação de suas habilidades e a trama de fundo só deixa o espectador desesperado, esperando o próxmo episódio.
The Shield - Vic é o cara mais legitimamente sujo da TV. É por isso que os espectadores o adoram tanto. No primeiro episódio, ele mata um policial, depois comete um roubo, forja provas e vai cometendo um crime atrás do outro. Tudo em nome da lei e de sua aposentadoria. A série não tem episódio ruim e, sinceramente, quando chegar o momento, não vai acabar bem de jeito nenhum…
Estou de olho em: Veronica Mars - A protagonista é linda e até que sabe atuar. O mistério que vai permeando os episódios faz você voltar na semana seguinte. Mas falta alguma coisa. Vou continuar assistindo para ver se os roteiristas encontram o caminho antes do programa ser cancelado…
Livros
Hitchcock/Truffaut, François Truffaut - A nova edição da Companhia das Letras é um tributo imperdível para quem ama o cinema. No encontro de titãs, François Truffaut conversa com seu ídolo, Alfred Hitchcock sobre a arte do cinema. O resultado é uma aula inesquecível de como se faz bom cinema e como se constrói um livro inesquecível.
O Código da Vinci, Dan Brown - É um best seller com tudo de ruim que os best sellers têm. Personagens rasos, tramas forçadamente intrincadas e ação que não pára, pronta para dar o copy paste em um roteiro de Hollywood. Mas no que é bom, “Código” é o melhor dos últimos anos. A trama de fundo foi de encontro ao inconsciente coletivo de milhões de pessoas que se sentem traídas pelos seus líderes religiosos. Nas minhas férias, em maio deste ano, eu passei por três países europeus diferentes e em todos o denominador comum era o sucesso de “Código”. No Brasil, não foi diferente e até os subprodutos vieram com força total.
A Ditadura encurralada, Elio Gaspari - Esqueça os arquivos da ditadura. A série do jornalista Elio Gaspari traz um retrato impressionante dos bastidores dos anos de chumbo. Com o texto e a verve de um dos melhores jornalistas do país. Indispensável, junto com o resto da coleção, claro.
The Plot Against America, Phillip Roth - O que aconteceria se Franklin Roosevelt tivesse perdido a eleição para Charles Lindbergh? Roth conta neste livro intrigante a história de sua vida em uma América alternativa que se aliou aos alemães, nunca foi lutar a Segunda Guerra mundial e deixou os nazistas dominarem a Europa. Espere um pouco que a Companhia das Letras deve estar para lançar.
Roberto Marinho - Começa com o relato da senilidade do criador da organizações Globo. Segue sem medo de relatar os momentos polêmicos da trajetória do homem que foi amado, odiado e julgado por alguns culpado de todas as misérias brasileiras após 1964. Bial não se esquiva de nada e acaba sendo responsável por uma ótima biografia que conta 100 anos de história do Brasil moderno.
CDs
American Idiot (Green Day) - Na era do MP3, em que os discos foram destruídos em pedacinhos este trabalho do Green Day nos lembra para que serve o bom e velho álbum conceitual, como unidade ideológica de um grupo. É uma ópera rock, é iconoclasta e, pasme, bom, muito bom de ouvir.
Smile (Brian Wilson) - Se o álbum fosse ruim, ainda assim seria obrigatório comprar. Como é ótimo, só posso te perguntar o que você está fazendo aí que ainda não tem o seu. WIlson é louco, ou foi louco, ou estava, sei lá. Antes de mergulhar na escuridão da sua doença, chegou perto de se tornar um ícone tão grande quanto os Beatles. Mas foi só perto e isso aconteceu há muito tempo. Hoje, juntou os cacos e acerta as contas com o passado e com os fãs. Brilhante.
Elis e Tom - Ela era uma semi-deusa e se fez acompanhar dos melhores. Aqui, no primoroso trabalho de reconstituição de um momento único, até a posição dos intrumentos no estúdio foi remontada de forma a simular com a maior perfeição, em um sistema de som estéreo 5.1, a sensação de estar lá, ao lado do maestro e da voz da pimentinha.
Genius Loves Company - Ray Charles passou seus últimos meses de vida trabalhando. Bacana. O resultado é um album suave, seguro e que soa ainda melhor como documento de seu peso no mundo pop. Ele canta com Norah Jones, James Taylor, Diana Krall, Elton John e B.B. King, entre outros. Boa companhia, sem dúvida.
Kasabian - O grupo inglês é bom. Bom, não, é bacanérrimo. Isso aí. Só nos adjetivos, sem analisar demais, porque o som dos caras me bateu forte pela complexidade que eu não costumo encontrar em disco de estréia. Uma espécie de Chemical Brothers com (mais) lyrics. Ou somente uma boa banda que está pronta para estourar, apesar do nome esquisito.
Filmes
Os Incríveis, Brad Bird - Os caras da Pixar ainda não erraram uma. Neste delicioso, cinético, colorido e hilariante filme de ação produzido em formato de animação, o espectador volta a ser criança e a torcer por super-heróis fantasiados. Mais bacana é que o autor se baseou em uma das melhores HQs de todos os tempos, “Watchmen”. É para ver e rever.
Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças - O filme mais romântico dos últimos anos, ponto. Dito isso vale colocar em discussão a atual obsessão dos autores pela manipulação da realidade e da memória. Seria um sonho escondido, uma fantasia infantil? O que importa é que “Brilho”, se pode parecer conformista em alguns momentos, é na verdade de um cinismo ou de um pragmatismo esmagador. Encara de frente o fato de que não há fórmula mágica para resolver as diferenças dos casais modernos e que a melhor maneira de terminar alguma coisa é seguir vivendo e enfrentando as dificuldades que surgem a cada minuto.
A Má Educação, Pedro Almodovar - Depois de parecer ter se domesticado, Almodovar chuta o balde e volta com um filme recheado de boiolices que vão enrubescer as velhinhas que ele conquistou com seus últimos filmes. “Má Educação” é uma espécie de noir relido pelo espanhol malucão. E o resultado é impiedosamente Almodovariano, que pese a sensação de que ele se apressou um pouco no final. O que mais preocupa é saber se ele vai abandonar de vez as mulheres, colocadas em segundo plano nos seus últimos dois trabalhos, ou virá com alguma obra arrasadora que vai nos arrebatar mais uma vez.
Antes do Pôr-do-sol, Richard Linklater - Eu disse ali em cima que “Brilho Eterno” é o filme mais romântico dos últimos anos, né? Pois bem, vou deixar a coerência de lado e dizer que “Antes do Pôr-do-Sol” também é. E daí? Vai reclamar, é? Se eu já adorava a história original, rever os personagens nove anos depois e passear com eles por Paris (que revisitei apenas duas semanas depois de ter visto o filme) foi uma catarse.
Farenheit 911, Michael Moore - Não deu, né, seu Moore? Mas tudo bem. O documentário do gordinho que se recusa a calar a boca e ser “imparcial” foi um dos assuntos do ano e, apesar das reclamações, é óbvio que fez barulho no contexto da campanha presidencial deste ano nos Estados Unidos. Moore assume uma posição e a defende com unhas e dentes. Há quem diga que é tudo mentira. Mas tudo bem, deixe eles reclamando, gritando, esperneando. A gente sabe que não é.
Hour concours - Homem-Aranha 2, Sam Raimi - O diretor é um cara bacana pra dedéu. Não só trouxe meu herói de infância à vida como fez do seu segundo filme uma obra deliciosamente imperdível. Um espetáculo para se visto e revisto pelos fãzocos como eu. Não espere equilíbrio de mim quando estou falando do amigo da vizinhança, ok?
Faltou ver: Sideways, Finding Neverland e Million Dollar Baby
>>>>>>>>>>>>>>>>>> E a seguir… Os melhores quadrinhos do ano…