Acabei de ver o episódio final do terceiro ano de Dead Zone, adaptação para o formato de série do livro “A Hora da Zona Morta”, de Stephen King, que chegou aos cinemas em um filme com Christopher Walken.
Eu já tinha gostado do filme, que vi muitos anos atrás e olhei a série com desconfiança. Mas depois que o terceiro ou quarto amigo meu disse que o seriado era ótimo, resolvi tentar. Desenterrei uma fita com o piloto a qual eu nunca tinha visto e achei muito promissor. Nos episódios seguintes do primeiro ano, a coisa só melhorou.
Mas vamos colocar todo mundo na mesma página. O filme, o livro e a série contam a história de um cara que tem uma vida perfeita. É rico, dá aulas de ciência para adolescentes e tem uma noiva pela qual é apaixonado. Uma noite, ele sofre um acidente automobilístico e entra em coma por seis anos. Qando acorda, descobre que, ao tocar as pessoas, é tomado por visões de tragédias terríveis.
Mas não é só isso. A mulher que ele ama estava grávida quando ele sofreu o acidente, teve o filho e casou-se com outro homem. A mãe de Johnny morreu e o seu melhor amigo atualmente é o seu fisioterapeuta.
A série vai mostrando casos mundanos, nos quais o herói Johnny Smith (Anthony Michael Hall, de “Clube dos Cinco” e “Piratas do Vale do Silício”) ajuda a polícia ou simplesmente uma pessoa na qual esbarra na rua. Até que um dia ele faz contato com um jovem candidato ao congresso americano e descobre que aquele homem causará, de alguma forma, uma hecatombe que irá varrer Washington do mapa. Apavorado, ele decide fazer tudo para evitar a catástrofe.
Essa linha mestra é a que guia as três temporadas já produzidas. O último episódio, o motivo original de eu escrever este texto, termina em um momento crucial, desesperador, de deixar qualquer fã engasgado com a espera de meses até a continuação.
O quarto ano está em produção e deve estrear no início de 2005. A série é exibida no Brasil pelo canal AXN, nas segundas, às 21h.