Sensacional!!!

Silvio Santos é um cara esperto. Só põe porcaria na TV, mas é esperto. Coloca aqueles lixos que o povo gosta.

Pois a novidade é que entre os integrantes do novo Casa dos Artistas está um travesti.

Sério. Ontem, a história saiu na primeira página do Uol, mandando você pro Koluna do Meio, na área gay do portal. Mas ainda não revelava quem é a boneca.

Hoje, o Kike acaba com o mistério na sua coluna, Uol Vê TV.

A Boneca é a Bianca.

Veja a ficha dela no site do Casa dos Artistas:

E a ficha no site de acompanhantes Chantily:

Agora, as imagens lado a lado:

É claro que Bianca-Kailane está lá para chocar, para chamar atenção. O motivo é unicamente esse. É claro que, como o público em geral é conservador e, claro, curioso, vai gerar um enorme bafafá e, talvez, faça as pessoas sintonizarem o Casa dos Artistas.

De resto, vão rolar as babaquices conservadoras de sempre. Você sabe como é, os conservadores não conseguem cuidar da vida deles, precisam cuidar da sua, da minha vida. Eles querem definir com quem você pode casar ou se relacionar. Eles querem ditar seus costumes. Mas você não vai deixar isso acontecer, claro…

Então, como eu dizia, os conservadores vão reclamar, vão achar um absurdo um travesti entrar na casa deles e receber elogios dos filhos e dos papais e coisa e tal.

Nessas horas, eu quase agradeço ao SS. Seu golpe publicitário acaba tendo um efeito educativo em algum lugar lá no fundo. Mas é só lá no fundo. Na superfície, aqui no nosso mundinho, vai ser a caretice e a gritaria conservadora de sempre.

O SS ri. Ele está sempre um passo a frente.

E La Nave Va

Na Folha: Para Lula, jornalista que não defende conselho é “covarde”

“Vocês são um bando de covardes mesmo, hein? Vocês não tiveram coragem de defender o Conselho Nacional de Jornalista”, afirmou o presidente, ontem à noite, no saguão de entrada do hotel em que está hospedado.

No momento em que deixava o local para ir a um jantar oferecido pelo novo presidente do país, Leonel Antonio Fernandez Reyna, Lula foi em direção a cerca de dez jornalistas brasileiros, que aguardavam sua saída do hotel. Nem chegou a ser questionado, indo direto ao assunto.

A Folha, então, o indagou se o projeto é de interesse dos jornalistas ou do governo . Lula respondeu, antes de ser cercado por seguranças e deixar o local: “Pra nós não. Pro governo o que importa é fazer as coisas que a categoria entender que é boa para ela”.

Na última sexta-feira, em visita ao Paraguai, Lula afirmou que somente falaria com os jornalistas que o aguardavam caso eles se posicionassem a favor da criação do CFJ. “Se vocês começarem a defender o conselho de imprensa, eu dou [entrevista].”

Ontem pela manhã, na cerimônia de posse de Leonel Reyna no governo da República Dominicana, Lula ouviu seu colega defender a liberdade de imprensa.

Sit, George, Sit!!

Dica da Helenice

“Há duas tentações que nenhum governante pode sentir: impedir a impressão de notícias e autorizar a impressão de moedas. Por isso, defendo a liberdade de imprensa e a autonomia do Banco Central. E esse projeto do conselho cria uma tentação autoritária. O autoritarismo raramente se instala de uma vez. Ele chega sempre aos poucos, sem que as pessoas percebam. E, às vezes, vem disfarçado de boas intenções.”

CRISTOVAM BUARQUE, senador (PT-DF) e ex-ministro da Educação

Na vida, há que se ter ginga…

Boa dica do Hiro

A catarse

Ainda bem que tem gente com tempo de sobra pra inventar essas coisas

Pra mim, é ainda mais legal do que o Bush dançante.

Você sabe que seus amigos te conhecem quando…

O bolo da sua festa surpresa é mais bacana do que o do aniversário de oito anos do filho do vizinho.

Olga empolga, embora seja méeedio

A adaptação do livro “Olga”, de Fernando Morais, é uma superprodução de R$ 12 milhões.

O filme conta a história da espiã judia-alemã que se apaixona por seu protegido, Luis Carlos Prestes. Ela engravida, os dois são capturados pela ditadura de Getulio Vargas e Olga acaba deportada para a Alemanha Nazista. Como a moça é judia, acaba morrendo em um campo de concentração.

A história é tão boa, tão boa, que dá trabalho estragar. Mas Jaime Monjardim tenta com afinco. Justo o líder da empreitada parece não saber o que fazer com a câmera a maior parte do tempo. E você sabe como é… Quando o diretor fica sem idéias, dá um close e pronto. Resolvido. Por conta disso, “Olga” fica com gosto de telefilme, de minissérie. Chega a irritar em alguns momentos, nas sucessões de rostos que preenchem a tela sem que esse preencimento tenha alguma função.

Além disso, Monjardim, mesmo em uma produção grandiosa, teima em fechar planos e mostrar pouco. O que é grande, soa pequeno, barato, fechado. As cenas externas, em momentos cruciais como a intentona de 1935 soam como peças ilustrativas, sem função dramática. Nesse momento, pra piorar, o filme anda em ritmo de trailer. Os fatos se sucedem rapidamente de forma atabalhoada.

A produção é primorosa, mas a direção de fotografia, mesmo tecnicamente perfeita, falha em pontuar os diferentes momentos emocionais da vida de Olga. Tudo fica no mesmo tom melancólico, triste, frio. Olga e Prestes se amam como nunca amaram ninguém antes, mas é tudo frio, lento, sem química.

Camila Morgado faz o que pode mesmo sob direção equivocada e prova que é atriz de primeira linha. Se entrega ao papel e lhe confere uma verdade que comove o espectador de coração mais duro.

Os diálogos expositivos irritantes (“pronto, estamos em um esconderijo no Méier”, quando os dois já estão dentro da casa, ou seja, o personagem está explicando pro espectador e não pro seu interlocutor na história) e duros atrapalham os atores e dão prova de mais um dos muitos defeitos da produção média brasileira.

Ferrou. Devastei o filme. Mas o que acontece é que o espectador médio, que vê minisséries na TV, vai adorar o filme. A história, como eu disse lá em cima, é muito boa. Suplanta os erros grosseiros do diretor estreante. Olga precisa ser conhecida. Depois dela, falta um filme que conte a história do grande personagem que foi Prestes.

Os robôs do Asimov – antes de assistir ao filme

Dá pros jornalistas pararem de dizer que “Viagem Fantástica”, de 1966, foi baseado em um livro de Isaac Asimov?

Asimov escreveu a romantização do filme (em cima do script) e odiou o que viu. Recebeu a autorização para escrever a história do seu jeito, mas nunca ficou satisfeito. Odiou tanto que escreveu “Viagem Fantástica 2″ para expiar sua culpa. A história está no prefácio da segunda aventura.

Quanto ao “Eu, Robô”, que motiva esse comentário, ainda não vi. Estava ocupado em todas as cabines de imprensa que aconteceram.

Mas estou com uma pulga enorme atrás da orelha ao ver, no trailer, robôs atacando humanos. Não sei quanto ao resto, mas isso vai contra tudo que eu li do Asimov. Mas deixa eu ver o filme, porque de repente aquelas cenas estão totalmente fora de contexto.

Em 2006…

O primeiro jogo foi o único que sobreviveu na minha máquina por dois longos anos, e está no meu HD até hoje. Se o próximo conseguir ser em primeira pessoa de uma forma realmente utilizável, será a segunda grande revolução do gênero…