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Sem os amigos, como eu já disse, é mais difícil

Tô enrolando há alguns dias pra falar do, digamos, pré-piloto do “Joey”, a série que vai substituir Friends na TV americana contando as histórias de, bem, Joey.

Como eu disse, é o um tratamento inicial. Até estrear em (acho que) outubro deste ano na TV americana ainda tem chão. Mas vai precisar de muito trabalho. Pelo menos um dos atores já foi trocado, a pitéu Ashley Scott (a Gigolo Jane de “A.I.” e a Caçadora de “Birds of Prey”), que interpretava uma vizinha linda e casada.

Mas falando dos desafios ou problemas, em primeiro lugar, tem elenco de apoio pequeno. É ele, a irmã e o sobrinho. Antes, Joey tinha mais cinco amigos. Agora, com muito espaço, pode cansar rápido seu público.

É claro que Joey, o personagem, vai mudar. Ele precisa ser menos estúpido e vai evoluir um pouco. É normal que isso aconteça com essas derivações (spin off) de séries. Quando tinha cerca de um sexto do tempo para se mostrar, era necessário menos desenvolvimento para seu personagem. Ele podia só entregar aquelas falas engraçadas e ir pegar o cheque. Agora, ele tem que preencher praticamente 22 minutos por semana e estar em quase todas as cenas. Ou muda e evolui ou morre.

Quanto ao roteiro da série. No primeiro episódio coloca JOey em Los Angeles e estabelece onde fica e com quem. Como aqui não é um site de revelações sobre segredos de séries, não vou ficar contando piadas do episódio.

Quem vai precisar contar algumas e boas piadas é Joey, ou vai acabar indo se encontrar com os amigos em algum lugar fora da TV.

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