Arquivo de 06/2004

Hã? Blogar?

13/06/04

Ah. Tô no Rio, de férias com a família… De repente, parece que parar para atualizar esta página é coisa pra daqui mais uns dias…

De qualquer maneira, como registro, vi “Tróia” hoje e fiquei no mais ou menos. Brad Pitt confirma que é só um rosto bonito. Esforçado como Tom Cruise e tão desprovido de talento dramático quanto ele. O filme investe em uma espécie de realismo ao abandonar mitologia e se prender aos guerreiros e políticos que fazem a história andar.

Sinceramente, o que eu mais gostei do filme foi a forma que o diretor operário-padrão Wolfgan Pettersen arrumou para mostrar que Aquiles é mais que um mortal comum. Ele usa um modo de filmagem em alta velocidade nas cenas de combate que permite ao espectador ver cada movimento do campeão grego. Junte isso com computação gráfica e você tem um quase super-herói.

Além da falta de talento de Pitt, a coisa engrossa porque Orlando Bloom e Erica Bana são dose pra elefante. Bloom é uma pessoa sem presença, sem porte, inexpressiva. Bana é mais esforçado, mas não é o suficiente. É tragado pelo filme. Ali, de bom mesmo, a performace do Brian Cox e forma física do pitéu Diane Kruger.

Muy amigo

10/06/04

Engraçado como o filtro anti-spam do Yahoo Mail parece uma peneira. Passa de tudo e todos os dias eu recebo lixo de todo tipo tanto na minha caixa de spams quanto na inbox regular.

Mas não é que justo o meu convite para entrar no GMAIL foi parar na caixa de SPAM???!!!

Não me cheira muito bem não…

Almodovar voltou, olhando pra trás

9/06/04

Nos últimos filmes, eu costumava provocar um amigo que é fã absoluto de Almodovar dizendo que o diretor espanhol estava domesticado. Parece que “A Má Educacão” veio para ser uma resposta do diretor a quem disse esse tipo de coisa.

Sim. Porque essencialmente “A Má Educacão” é um filme gay. Nem mais nem menos. Gay do início ao fim.

Não sei se é o caso. O que mais me agrada na história toda é pensar na cara das pessoas que foram assimilando o universo almodovariano por meio de suas obras mais palatáveis dos últimos anos e vão entrar no cinema para ver esse filme. Vamos ouvir gritos de terror de velhinhas, reclamações de machões e coisas do tipo.

É engraçado, porque, de certa forma, é uma evolução direta de “Fale com Ela”, afinal já ali, as mulheres foram colocadas em animação suspensa, em segundo plano, e Almodovar se dedicou a investigar os homens. Aqui, ele mergulha fundo em seus fetiches e faz Gael Garcia Bernal aparecer em cenas gays que vão deixar a comunidade do arco íris alvoroçada.

Como Almodovar está mais calminho e nos últimos anos os filmes gays surgiram com fúria nos cinemas alternativos, em uma comparação, “A Má Educação” não tem nada demais. Mas carrega uma estrela em ascensão no mundo indie fazendo coisas, na falta de uma palavra melhor, ousadas. Isso já causa interesse o suficiente.

Junte-se a isso um padre completamente homossexual que adora menininhos e a controvérsia está formada. Mas lembre-se que, por exemplo, além de “Maus Hábitos”, Penélope Cruz fez uma freira grávida e com AIDS em “Tudo Sobre Minha Mãe”. Não é tanta novidade assim.

Juntando tudo isso, “Má Educação” é um filme que, em alguns momentos, me entediou um pouco. Tem uma certa prolixidade e um tempo considerável gasto com os fetiches de Almodovar. Mas o diretor se reencontra no meio de suas firulas de roteiro e caminha para um final, embora apressado, satisfatório.

Tô de volta

8/06/04

Ok. Ainda estou de férias, mas a quentíssima Espanha, a orgulhosa (e metida) França e a adorável e acolhedora Portugal ficaram para trás. E agora, temos os acentos de volta :)

É tempo de ver as muitas contas, se preparar para as faturas de cartão de crédito e organizar as dezenas de fotos que eu tirei. A melhor notícia da volta foi que, sentado na frente do meu computador, consegui recuperar umas trilhas que desapareceram de um CD no qual eu fui descarregando as imagens ao longo da viagem. Ufa!!

Aqui em Sampa, está um friozinho gostoso (desde que você esteja devidamente agasalhado, claro) e os engarrafamentos insuportáveis já nos lembraram bem de onde estamos. Matei um pouco das saudades que eu estava sentindo dos meus cachorrinhos, comi feijão com arroz e, estranhamente, achei tudo muito barato depois de passar 23 dias pagando de 1 euro (cerca de R$ 3,80, ontem) a 3 euros (R$ 1,40, pela mesma cotação) por uma simples Coca-Cola ou mesmo por uma garrafa d´água.

Mais uns dois ou três dias eu eu vou pro Rio para passar pelo menos uma semana. Depois disso, bem, é a vida, volto ao trabalho…

As mil cores de Madri

5/06/04

É duro, mas minha viagem de férias está para acabar. Ultima parada: Madri.

Sao apenas dois dias. Amanha embarco pro Brasil feliz e satisfeito com tudo o que eu vi por aqui. Foi inesquecível.

Nos ultimos dias, aprendi que Portugal tem uns balneários de primeira, lindos e que, mais uma vez, humilham o Rio de Janeiro, como é regra geral. Aqui na Europa, qualquer aldeiazinha de quinta categoria, seja na Espanha, Portugal ou Franca, tem mais tino turístico do que a cidade que já foi maravilhosa. Só me deu mais raiva desses Maias e Condes.

Ahhhh vira virou… Pois!

1/06/04

Onde é que “50 First Dates”, que ganhou a boa tradução “Como se Fosse a Primeira Vez” no Brasil, poderia se chamar “Minha Namorada tem Amnésia”?

Aqui nesta linda terrinha. A pequena e hospitaleira Portugal.

Saí de Lisboa, vim pro Porto por tres dias e agora vou pro Sul de Portugal de novo. A viagem segue com nossa ida a Madri no fim-de-semana. Depois, de volta ao Brasil e pelo menos uma semana de Rio de Janeiro. Acho que eu não quero trabalhar nunca mais…