Arquivo de 04/2004

Olha um opala fresquinho, acompanha defunto

30/04/04

“o veiculo estava estacionado o motoqueiro estava bebado e nao viu o carro e bateu na traseira” (sic)

É incrívellllllllllllllluulllllulululululululuululululllllllllllll!!!

Homem vende carro batido e usa no anúncio a foto do sinistro, com vítima mortal incluída.

Para que não exista nenhuma dúvida de que o Mercado Livre vende de tudo

Link by Metamorpha

Hummm… Não gostei muito não.

30/04/04

O Aint It Cool News mostrou a cara do novo Batman.

Achei meio falso, sei lá…

Burro tem que morrer…

30/04/04

O UOL conta que o ator John C. Reilly abandonou as filmagens da continuação de “Dogville”, “Manderlay”, porque o diretor resolveu mostrar a execução de um burro.

Hummm. Por que será que eu estou apoiando o John C. Reilly?

Os argumentos do produtor do filme são ridículos de tão simplórios. Dizer que, é uma besteira chorar por um animal morto quando diversos estão morrendo todos os dias é de uma babaquice atroz. É difícil acreditar que alguém diz isso sem estar fazendo piada.

Sem contar que estamos chegando ao nível de cinismo em que a decisão pessoal de uma pessoa de deixar um trabalho, e perder dinheiro com isso, por conta de sua retidão moral virou motivo de piadas e ironias. O título do UOL é engraçadinho e o produtor ainda tem a coragem de fazer graça e dizer que os outros atores não tiveram problema com aquilo, como se a atitude do Reilly fosse aberrante… Fala sério.

É de matar ou não é?

25/04/04

Escrevi sobre o Kill Bill no ano passado e quero saber o que você achou.

uma lida lá e volta aqui para comentar, vai.

Esses malditos mortos que não ficam quietos

24/04/04

No Vietnam, nos fim dos anos 60, o governo dos Estados Unidos se meteu em um atoleiro e mandou milhares de jovens para a morte. Ali, nas selvas, enfrentaram um povo decidido a não entregar seu país e disposto a morrer pela sua causa. O governo tentou esconder seu fracasso, fingir que não estava tudo indo para o brejo, mas não deu. Os corpos de seus jovens teimavam em aparecer.

Não foi casual que naquela época, mais precisamente 1968, um filme podreira falasse de mortos que vinham assombrar os vivos e comiam sua carne. O nome do diretor era George Romero. Ele ainda fez mais dois filmes com esse tema e o último deles, “Dia dos Mortos”, ganhou a tensa e estilosa refilmagem “Madrugada dos Mortos”, que estreou por aqui no fim-de-semana passado.

Na era do Big Brother, da globalização, do recrudescimento da paranóia americana, do sucesso de Tiros em Columbine e (oh! claro) da Guerra do Iraque, “Madrugada” é incrivelmente atual e dá de novo a medida dos medos do americano médio.

Os mortos aqui não são só zumbis, assim como os ETs e outros monstros simbolizavam o medo do comuismo na Guerra Fria, os zumbis feios, rápidos e mortais simbolizam o mundo exterior do qual os cidadãos médios dos Estados Unidos morrem de medo.

Não é preciso ser um gênio para ver que os americanos enxergam a América como o shopping center do filme: trancado e cercado de desvalidos, fanáticos que não temem a morte. Afinal, é assim que os americanos médios vêem os muçulmanos (e os pobres em geral). São aqueles caras estranhos e sujos, meio irracionais e que estão dispostos a morrer por uma causa incompreensível.

Além disso, filmes em que grupos heterogêneos se vêem confinados em um local por um tempo enorme são coisa antiga (e matéria básica de testes psicotécnicos). Mas é que hoje, quando a gente vê um a um morrendo por um motivo ou por outro, o deja vu dos reality shows é inevitável. É só uma prova de como certos filmes e temas vão se mantendo atuais ao longo de décadas.

Outra coisa interessante é, pela milésima vez, a fascinação deles por armas. Ícones de poder, elas se tornam o fetiche principal dos anti-heróis ao longo do filme. No primeiro ato, quando eles chegam ao shopping, as armas estão nas mãos de seguranças que tentam fazer valer suas idéias. Como a classe média se acha superior a essas pessoas, dá logo um jeito de tomar-lhes os brinquedos e assumir o controle. O mesmo segurança grosseirão do início se mostra um companheiro valoroso, capaz de enormes sacrifícios no decorrer do filme. As armas ressurgem em vários momentos como ícones e são ainda responsáveis por um dos momentos mais tensos e perigosos do filme.

E se não fosse só por tudo isso, “Madrugada” é um filme de arranhar poltrona, roer unha e sair pela rua olhando para os lados, com medo de que algo estranho aconteça. Ou seja, faz o que todo filme de terror devia fazer, mas anda falhando ultimamente: mete medo. E ainda por cima é bem feito. Se você curte o gênero, vá ver.

Globo faz “24 Horas” virar, deixa eu ver, “16 Horas”?

21/04/04

Já faz algum tempo que eu não vejo TV aberta. Não é elitismo, nem uma questão de princípios. É só um fato. Com a chegada do videocassete, do DVD e do computador eu fui ficando cada vez mais apegado a assistir às coisas nos meus termos. Vejo filmes quando quero, não queando um programador diz que eu devo assistir.

É claro que ainda estou restrito aos horários de lançamentos dos produtos na TV, por exemplo. Mas com a quantidade de coisas que eu tenho para ver, ler e ouvir não existe esse negócio de “eu não tenho nada para fazer”. Sempre há algo, porque a fila é grande.

É por isso que eu não vi o primeiro episódio do segundo ano de “24 Horas” que a Globo exibiu no domingo passado. Eu assisti na época em que foi exibido e falei bastante da série aqui. Aliás, tenho um carinho especial pelo programa e tive a deliciosa oportunidade de conhecer todo o elenco e produtores no ano passado.

No fim das contas, ainda bem que eu não vi, porque eu teria ficado muito, muito, muito irritado. E por quê?

Simples. Porque algum executivo espertalhão da emissora decidiu que ele sabe mais sobre o que seu espectador deve ver do que as pessoas que ganharam milhões para produzir o seriado original. Aí, o que ele fez? Retalhou dois episódios em um. Os incompetentes juntaram o primeiro, que foi exibido com 60 minutos mesmo em vez dos 46 minutos de praxe, por conta dos intervalos, e juntaram ao segundo, este com os tais 46 minutos. Seriam 106 minutos, certo? Então me conte como foi que eles exibiram tudo em 64 minutos (info da sempre ótima coluna do Kike)?

Onde essa besta quadrada estava com a cabeça? De onde essa figura nefasta tirou essa idéia? A série tinha ido bem de audiência mesmo com todas as dificuldades impostas pela emissora, exibindo alguns episódios por volta de 1h30 da manhã.

Na verdade, a Globo teve um procedimento genial exibindo o primeiro ano de “24 Horas” no formato diário. Eu tinha conversado sobre isso com alguns amigos da área de TV paga, mas achava que a Globo nunca ia achar espaço naquela grade vetusta para colocar um programa nesse formato. Eu estava errado, eles tiveram a coragem, deu certo e foi um sucesso. Então por que diabos eles resolveram fazer tudo errado agora?!

Não entendo, não entendo mesmo. Se eu fosse um amante de teorias conspiratórias, diria que estão querendo matar a série. Mas não consigo conceber tanta estupidez…

Atualização:
Hoje de tarde recebi um e-mail do André Eiras me chamando a atenção para essa história. Isso só prova que tem muita gente irritada com o assunto. Ainda bem.

Vamos precisar de outro Timmy!

18/04/04

Wow!

Mataram o novo lider do Hamas.

A situação não é engraçada, mas me lembra tanto daquele seriado que era exibido no mundo da Família Dinossauro, em que um cientista explodia a cabeça de seu assistente ou cobaia, sei lá, olhava para a câmera e dizia: “vamos precisar de outro Timmy!”

Me lembra também, aquelas piadas do Monty Phyton.

Ah, claro, como eu poderia esquecer?!

Sangue e vísceras. Isso mesmo. Me lembra sangue e vísceras.

Puxa.

Brochada na indústria pornô…

16/04/04

Outra vez segundo a a Reuters, o ator pornô Darren James acabou de realizar o impensável: parar o sexo livre de dezenas de colegas.

Seu teste de HIV deu positivo e o evento funesto fez que as 14 atrizes de filmes pornográficos com quem ele transou e os 35 atores com quem elas fizeram sexo em seguida entrassem em observação por 60 dias.

E o pior é que ele diz que a culpa é do Brasil, porque ele veio filmar aqui uma de suas produções sensacionais.

Santo recall!!!

16/04/04

A Mattel fez um recall do Batmóvel!!!

A Reuters conta que o carrinho de brinquedo veio com um defeito que criava um risco para crianças e o fabricante resolveu corrigir o problema.

As comunidades, o networking e os experimentos sociais

16/04/04

Tenho que confessar. Fui contaminado pelo vírus do Orkut.

É aquele site que fez o Friendster parecer uma invenção do século retrasado. Você é convidado, se registra e começa a encontrar os amigos e formar sua rede. Em pouco tempo, você descobre as comunidades e vai se inscrevendo como se não houvesse amanhã. Ali, conhece novas pessoas interessantíssimas, discute assuntos malucos e vai ficando mais e mais fascinado.

Hoje eu contei e estou inscrito em 101 comunidades, ontem a contagem estava em 66. Amanhã, estarei em mais algumas e temo em pensar como estará esse número em mais um mês. Essas comunidades viram selinhos em seu perfil e, em pouco tempo, você começa a ser definido muito mais pelas comunidades que frequenta do que propriamente por aqueles textinhos chatos no seu perfil.

Na hora de fazer amigos, eu fui conservador. Me restringi nesse estágio inicial apenas a procurar conhecidos nas redes. Só que, anteontem, um cara que eu não conheço e que é indiano me pediu para reconhecê-lo como amigo. Ele me conheceu em uma comunidade, descobriu que temos algumas idéias em comum e me mandou a mensagem.

O que eu gostei foi de ver que as comunidades podem, com um pouco de dedicação dos integrantes dos grupos, ser mais agradáveis e amigáveis do que os newsgroups. Tá bom. Exagerei um pouco.

Na hora de formar comunidades, os integrantes do Orkut começaram a experimentar e criar tanto grupos de torcedores do mengão quanto maluquices efêmeras como o “Tem, Mas Acabou”, que foi ganhando versões 1, 2, 3… Para sacanear a febre de formação de comunidades inúteis que ninguém freqüenta.

Os experimentos vão seguindo. Criaram uma comunidade na qual as pessoas contam experiências interessantes, outras nas quais escrevem pequenos contos e há as dos que criticam a caretice dos controladores do Orkut.

Sim. Porque a caretice impera geral e comunidades que discutem assuntos mais polêmicos são convidadas a se retirar. Pior ainda, em um momento de insanidade, pessoas com apelidos foram incitadas a usar seus nomes verdadeiros.

Virou piada rápido. Como os caras iam saber que os nomes apresentados eram verdadeiros? O valoroso Nighthiker comprou a briga com os caras e, até aqui, parece que os caras desistiram de importuná-lo.

Ontem, na tentativa de experimentar, eu estabeleci o grupo “Resolvendo Problemas”. A idéia é inicialmente simples: as pessoas descrevem de forma fiel e detalhada seus problemas e os integrantes da comunidade vão sugerindo soluções.

E daí? Simples. É uma aplicação grosseira da idéia de processamento distribuído. É algo como eu pegar meu problema e fazer uso de alguns segundos de máquina dos cérebros de meus companheiros de comunidade. Com o passar dos dias, teremos mais pessoas discutindo os assuntos e a própria metodologia vai brotar naturalmente.

O legal é ver a coisa toda se desenvolvendo sem você. É interessante ver a forma que a idéia original vai tomando.

O que você está esperando? Quer entrar?

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