Tenho que confessar. Fui contaminado pelo vírus do Orkut.
É aquele site que fez o Friendster parecer uma invenção do século retrasado. Você é convidado, se registra e começa a encontrar os amigos e formar sua rede. Em pouco tempo, você descobre as comunidades e vai se inscrevendo como se não houvesse amanhã. Ali, conhece novas pessoas interessantíssimas, discute assuntos malucos e vai ficando mais e mais fascinado.
Hoje eu contei e estou inscrito em 101 comunidades, ontem a contagem estava em 66. Amanhã, estarei em mais algumas e temo em pensar como estará esse número em mais um mês. Essas comunidades viram selinhos em seu perfil e, em pouco tempo, você começa a ser definido muito mais pelas comunidades que frequenta do que propriamente por aqueles textinhos chatos no seu perfil.
Na hora de fazer amigos, eu fui conservador. Me restringi nesse estágio inicial apenas a procurar conhecidos nas redes. Só que, anteontem, um cara que eu não conheço e que é indiano me pediu para reconhecê-lo como amigo. Ele me conheceu em uma comunidade, descobriu que temos algumas idéias em comum e me mandou a mensagem.
O que eu gostei foi de ver que as comunidades podem, com um pouco de dedicação dos integrantes dos grupos, ser mais agradáveis e amigáveis do que os newsgroups. Tá bom. Exagerei um pouco.
Na hora de formar comunidades, os integrantes do Orkut começaram a experimentar e criar tanto grupos de torcedores do mengão quanto maluquices efêmeras como o “Tem, Mas Acabou”, que foi ganhando versões 1, 2, 3… Para sacanear a febre de formação de comunidades inúteis que ninguém freqüenta.
Os experimentos vão seguindo. Criaram uma comunidade na qual as pessoas contam experiências interessantes, outras nas quais escrevem pequenos contos e há as dos que criticam a caretice dos controladores do Orkut.
Sim. Porque a caretice impera geral e comunidades que discutem assuntos mais polêmicos são convidadas a se retirar. Pior ainda, em um momento de insanidade, pessoas com apelidos foram incitadas a usar seus nomes verdadeiros.
Virou piada rápido. Como os caras iam saber que os nomes apresentados eram verdadeiros? O valoroso Nighthiker comprou a briga com os caras e, até aqui, parece que os caras desistiram de importuná-lo.
Ontem, na tentativa de experimentar, eu estabeleci o grupo “Resolvendo Problemas”. A idéia é inicialmente simples: as pessoas descrevem de forma fiel e detalhada seus problemas e os integrantes da comunidade vão sugerindo soluções.
E daí? Simples. É uma aplicação grosseira da idéia de processamento distribuído. É algo como eu pegar meu problema e fazer uso de alguns segundos de máquina dos cérebros de meus companheiros de comunidade. Com o passar dos dias, teremos mais pessoas discutindo os assuntos e a própria metodologia vai brotar naturalmente.
O legal é ver a coisa toda se desenvolvendo sem você. É interessante ver a forma que a idéia original vai tomando.
O que você está esperando? Quer entrar?