Cidade dos pesadelos

“Vou quebrar duas bonecas. Se você não chorar, vou me abster de quebrar as outras cinco.”

Vera, a professora, em “Dogville”

Na semana que passou, doente depois de algumas noites viradas, eu fui ver “Dogville” e não sabia se o que eu via era pesadelo ou realidade. Na verdade, não era nenhum dos dois, era um filme. E dos bons.

Lars Von Trier é um marketeiro que vende seu peixe muito bem. Seus filmes são sempre inventivos e ele está sempre procurando a novidade que será execrada pelos mais conservadores e endeusada pelos mais moderninhos. No meio do caminho, o que importa é que Trier é dos poucos diretores hoje em dia que procura fazer algo estimulante a cada novo trabalho.

Em “Dogville”, ele faz uso da estética em favor da mensagem. A primeira sacada genial é a idéia de fazer os personagens se moverem em um ambiente totalmente artificial. A estranheza dos primeiros segundos, nos quais o espectador vê que a cidade é minúscula, que os cenários não têm paredes e que certos objetos são desenhados no chão, é logo superada e a cidade ganha vida.

Esta representação não tem sutileza nenhuma. É o diretor derrubando as paredes para mostrar as pessoas da maneira mais cruel possível. Assim, quando um personagem é estuprado, a agonia de ver que a apenas alguns metros as vidas de todos seguem normalmente, pode-se dizer que aquela é a cena que justifica a tal decisão estética do cenário, que era aparentemente estapafúrdia.

Melhor, a ausência das paredes apenas aumenta a sensação de que, em um grupo social, não há verdadeiros segredos. As pessoas sabem dos pecados, dos podres, mas preferem seguir em frente, como se nada mais fosse tão importante. Mais ou menos como nós nos carros vendo crianças esfomeadas pedindo esmola no semáforo e seguindo em frente.

Assim, discute-se a hipocrisia social. Os pecados cometidos pelos personagens de “Dogville”, a cidade das paredes imaginárias, são um simulacro dos nossos pecados, dos erros que nós permitimos acontecer todos os dias. As divisórias imaginárias que protegem os crimes dos cidadãos são como as leis e convenções que todos aceitamos para poder seguir em frente com nossas vidas. Como as CPIs que nunca dão em nada e que não despertam nenhum tipo de revolta, ou como os presidentes de superpotências que ganham seus mandatos com eleições fraudulentas e não são contestados nem pela oposição derrotada. Coisas inacreditáveis. Como um estupro acontecendo debaixo dos nossos olhos. Mas que fingimos não ver, porque há uma parede imaginária ali…

Só que “Dogville” não pára aí. O filme é também discute o paternalismo dos ricos e a forma como eles vêem os mais pobres com uma mistura de pena, nojo e superioridade. Ricos e pobres é uma relação relativa. A classe média é vista com desprezo pela alta, mas enxerga os pobres com pena. Acha que poderia dar um jeito neles. Todos têm uma solução para salvar aqueles que julgam inferiores.

O final, que é uma catarse para o público médio, não passa de uma discussão interessante sobre como funciona esse mecanismo. Ao mesmo tempo, nos deixa pensando o que Lars prepara em seu próximo filme, que será protagonizado pelo ator negro Danny Glover. Um prato cheio.

Marketing de primeira

Tem alguma coisa muito errada. Eu nunca tinha ouvido falar de coação dessas empresas via Internet até o episódio com o CrisDias esta semana que passou.

Motivado pela história, dando uma “googlada”, fui descobrindo barbaridades com dezenas e dezenas de reclamações.

O Edney é a nova vítima. Ele vem recebendo e-mails grosseiros e violentos de supostos funcionários de uma outra empresa, a HCO.

Então agora nós temos versões modernas dos valentões da escola nos perseguindo em nossos sites? Em vez de prometer socos, em vez de roubar o lanche, eles dizem que vão mandar advogados atrás de suas vítimas.

Pois não é tempo de ficar calado não. A única maneira de o cidadão-internauta se defender disso é usando a rede a seu favor. Usando as redes de amigos, milhares deles, como o Cris usou e como o Edney está usando.

Consulte seu amigo advogado, fale com seu amigo jornalista, deixe as pessoas saberem do que está acontecendo. Em pouco tempo, essa história vai se tornar maior do que eles podem controlar e o vagalhão vai varrer os valentões.

Faça isso, e esses moços fortões logo vão estar procurando emprego por aí.

E quem foi que perguntou?

Coisas que a gente recebe pelo e-mail… Como eu não estou aqui pra promover ninguém, troquei o nome da figura em questão por Fulana.

Assim dá para o leitor entender como funciona a vida dessas celebridades vazias. Uma pessoa que contrata alguém para escrever um texto como esse, com erros de acabamento flagrantes, realmente patético, não tem mesmo nenhuma noção.

“FULANA CHORA NO AEROPORTO

FULANA esta com o coração partido, sua filha esta embarcando neste momento para (o EXTERIOR), onde fará intercambio durante X meses. ‘Sinto meu coração apertado, é muito difícil se despedir que (sic) alguém que faz parte da minha vida dia a dia, minuto a minuto e principalmente aquela que é a razão da conquista do meu trabalho e a motivação para seguir em frente com os meus sonhos. Mas temos que reagir e pensar que faz parte de (sic) vida e principalmente que será muito importante para o futuro dela’”

Embaixo vem o telefone da assessoria.

Agora, fala sério. Qual será o campo Assunto do próximo e-mail?

FULANA toma um tombo na porta da academia?
FULANA acordou os vizinhos com dor de barriga?

Pode ser…

Medo

Ah, sim, Esqueci de comentar que finalmente vi o trailer de “Dawn of the Dead” no cinema. E lá, meu amigo, funcionou muito bem.

É uma refilmagem do clássico podreira do George Romero. Mostra um grupo de pessoas que, quando o mundo enlouquece e os mortos acordam como zumbis, se fecha dentro de um shopping center.

Em alguns momentos, este trailer revela demais do filme, mas tudo bem. Aquele final com a película pegando fogo e as mãos tentando romper a tela é de arrepiar o mais durão dos mortais.

Eu queria muito que isso fosse trote…

Incrível. Reproduzo na íntegra o texto do site do CrisDias em que um suposto funcionário de uma esmpresa de recolocação, a Dow Right, pede a ele que retire um texto de seu weblog, porque a empresa para a qual essa figura supostamente trabalha, também supostamente se sentiria ofendida pelas críticas recebidas no site.

Se não fosse uma coisa tão séria, eu até acharia que é um dos trotes que eu sempre reproduzo aqui. O cara escreve mal, erra termos do “adevoguês” e argumenta mal.

O longo braço da lei

E-mail recebido hoje:

De: Hilton (com e-mail do HotMail)

O que ocorre é o seguinte, no link de seu Weblogger http://www.crisdias.com/weblog/index.php?p=10305477&c=1 , é feita uma citação sobre a empresa Dow Right empresa a qual represento já faz algum tempo, lá é citada a matéria que a Revista VocêS/A fez envolvendo o nome de nossa empresa. Até ai sem problemas, mas esta matéria esta sendo tratada sobre judicie, na primeira estancia nossa empresa obteve vitória sobre a editora Abril e provavelmente consiga vitória neste caso pois a matéria foi vinculada de forma irregular. O que solicito junto ao senhor é a retirada do conteúdo deste link, pois após a vinculação que foi colocado em seu Weblogger a respeito da matéria, existiram alguns comentários que vem nos prejudicando. De maneira alguma estamos querendo fazer quaisquer tipo de censura, apenas estamos sendo julgados antes mesmo de um sentença final da Justiça Brasileira. Outro fato relevante que estive analisando com os meus advogados é que todos aqueles que vincularem esta matéria podem respoder no passivo do processo. Algo que não temos interesse algum que ocorra com o Sr.
e acredito que o Sr. o mesmo.

Para isso solicito então a retirada deste conteúdo com uma certa urgência, pois estamos tendo prejuízos diários com esta vinculação. Se verificar no próprio link colocado em seu Weblogger a matéria já foi retirada junto ao CMI, os mesmo cooperaram e entenderam a nossa situação.

Grato pela atenção e fico no aguardo de uma rápida resolução, conto com a sua compreensão.

Hilton Agostinho
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De: crisdias

Oi Hilton,

OK, vou consultar meu advogado.

Só queria esclarecer que a única parte de minha autoria são duas frases: o link “Sabotagem e censura: busca de emprego na web” e a frase “O desemprego no país é grande e malandro ainda se aproveita. Pau neles.”

Todo resto é texto dos leitores do meu site então você pode contactar cada um se quiser, pedindo que retirem seu comentário de lá. Com a autorização de cada um eu retiro.

A parte em itálico é trecho da reportagem citada. Mas… não é esse o serviço da Dow Right? Procurar emprego para alguém e – com todo direito – receber por esse serviço? “A empresa de Recursos Humanos DOW RIGHT cobra para buscar por um emprego.” Eu já estive desempregado e contratei uma dessas empresas. Gostei do serviço e paguei a parte que me cabia. Se a Você S/A escreveu algo que feriu a empresa, tudo bem, cabe a vocês retirar a matéria de circulação. Mas o meu texto não difama em nada a Dow Right, pelo menos a meu ver.

Além disso eu sei que o conceito de “liberdade de expressão” no Brasil é meio turvo. Hoje mesmo estava lendo que a prefeita de São Paulo vai processar o Clodovil porque ele a chamou de “idiota”. No Brasil você só pode chamar alguém de idiota em público se puder provar que a pessoa é, realmente, idiota. O mesmo para ladrão, corrupto, etc. Liberdade de expressão existe no papel mas com processos de calúnia e difamação a coisa fica complicada.

Ainda assim acho que estou exercendo meu direto à liberdade de expressão de dizer que não concordo que uma empresa exiga na justiça o direito de editar uma revista antes de ela chegar às bancas. No blog surgiu uma discussão construtiva sobre um assunto. Um amigo meu que já se sentiu prejudicado na imprensa deu sua opinião, pessoas debateram, etc.

No meu weblog eu falo sobre filmes, música, programas de TV… de alguns eu gosto, de outros não. É isso: minha opinião. Já pensou se os produtores do filme da Lara Croft pedissem que eu tirasse do ar o texto onde digo que esse é o pior filme que eu já vi? Isso também deve prejudicar os negócios deles, mas é uma opinião minha.

Não pretendo tirar o texto do ar mas como disse vou consultar meu advogado. Se ficar decidido na justiça que a Dow Right não cobra para *procurar* emprego mas só quando encontra (que é o ponto chave da discussão) eu coloco uma chamada na primeira página do meu blog esclarecendo. Isso se chama retratação.

Tal fato é fácil de verificar. É só eu ligar para a empresa agora e perguntar sobre seus pacotes de recolocação.

Bom… eu sei que você já sabe tudo isso que eu disse acima mas seu trabalho é proteger a imagem da empresa para qual trabalha. Talvez ela realmente seja vítima de um complô da Editora Abril e nesse caso coloco uma retratação sem problemas. Não ganho nada com meu site, ele existe para informar que o lê e para eu expressar minhas opiniões. Se isso não for mais possível por ferir os interesses de uma empresa talvez seja a hora de tirar não só o tal texto como o blog todo do ar.

Esperando ter sua compreensão,
Cristiano Dias

PS: Essa nossa conversa também vai para o ar. Ou será que publicar emails recebidos também é dano moral?
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Amigos advogados que quiserem se manifestar são bem-vindos. Nos vemos no xilindró.

Coisas que me tiram do sério, por Cristiano Dias, 11:57.

* * *

Inacreditável.

Umas semanas atrás, recebi uma mensagem de um artista que tinha lido em meu weblog um texto que ele julgou ofensivo ao seu trabalho. O cara foi educadíssimo, nunca pediu que eu tirasse o texto. Queria me convencer de que eu estava errado sobre ele e tentou me conhecer e conversar comigo. Simples.

Naquele dia, ele conquistou minha admiração na mesma medida que esses caras, seja a história toda um trote ou não, ganharam o meu nojo.

Para quê Banners?

Uma das coisas boas de ter o meu próprio domínio é não estar sujeito aos banners malucos e pesados de lugares como o blogspot ou àquelas maluquices da hospedagem gratuita do Yahoo.

Mas todo site tem um custo mensal (ou anual) e eu quero que o Meninos não seja uma fonte de gastos. Não é teambém meu objetivo parar de trabalhar e ficar em casa recebendo cheques do Google, da Amazon ou do Submarino (embora isso não fosse uma má idéia…).

Então, depois de pensar muito no assunto, vou adotar a política de ter banners e de criar uma seção de sugestões de compra. O objetivo é bancar a infra do site, que vai ganhar uma área de portfólios e textos especiais.

Mas aí você pergunta: por que diabos eu vou criar um espaço só para isso?

Simples. Eu não quero que um link no meio de um texto meu leve você a uma compra que me rende comissão, porque em pouco tempo você vai começar a pensar que eu só falei daquele assunto ou só sugeri aquele livro, CD ou DVD porque tem um ganho qualquer lá na frente. Essa não é a função deste site.

No entanto, em uma área reservada, na qual claramente ao comprar por aquele link você sabe que está dando uma pequena parte do dinheiro gasto para mim, as regras estão claras e eu não fico com a sensação de que meus poucos leitores vão achar que eu estou passando a perna neles.

Estamos entendidos então?
Só assim o Vilago vai poder receber as mensalidades que eu estou devendo… :)

Vida de jornalista

Mensagem que chegou na minha caixa postal por esses dias, direto de uma assessoria de imprensa.

O grifos e bolds são meus.

“Caso o seu veículo venha a fazer alguma reportagem envolvendo traição, ciúmes e/ou relacionamento, envolvendo ou não Luma de Oliveira, nossa sugestão são os autores das obras…”

Ai, ai, ai.

Pagando o pato

Texto do Robert Fisk publicado na Folha hoje:


Ocidente começa a pagar por suas escolhas

ROBERT FISK
DO “”INDEPENDENT”

Eles tinham sido avisados. Os Aznares, os Blaires e os Bushes da vida tinham sido avisados por aqueles que eram seus aliados -França, Alemanha e muitos outros, sem falar nos árabes- que sua cruzada contra a Al Qaeda poderia acabar se voltando contra eles. As explosões em Madri são não só uma vingança terrível pela participação da Espanha na “”parte dois” da “”guerra ao terror” -a invasão ilegal do Iraque-, mas um ataque cruel e doloroso da Al Qaeda contra civis.

Se os neoconservadores dos EUA acreditam na chamada “”guerra das civilizações”, então a Al Qaeda faz o mesmo. Afinal, que outro efeito pode o massacre em Madri ter no Ocidente do que o de voltar a enfatizar a idéia de que o islã e o Ocidente estão em conflito, por mais absurda que ela possa ser, historicamente falando? Agora civis irão morrer na Europa de maneira tão brutal quanto morreram em Bali, na Tunísia, em Istambul e -façamos o esforço de olhar para o mundo sob outra ótica- como tem sido despedaçados por nossa bombas no Afeganistão e no Iraque.

Fontes próximas à organização de Osama bin Laden estão perplexas com a estranha mensagem, vinda supostamente dos responsáveis pelo ataque, publicada no jornal em língua árabe “”Al Quds Al Arabi”. A mensagem sugeria que a resposta inicial ao envolvimento da Espanha no Iraque tivesse sido o ataque contra tropas italianas em Karbala. Se fosse verdadeira, teria feito referência à morte de sete agentes de inteligência espanhóis perto de Hilla. Usar uma declaração pública para instruir suas próprias “”células” a lançar mais ataques não demonstra a discrição extrema normalmente manifestada pela Al Qaeda em seus comunicados.

Mas as prisões feitas na Espanha, os telefonemas para celulares, a grande escala das explosões nos trens, tudo isso mostra uma Al Qaeda tão confiante e implacável quanto sempre -e, agora, decidida a atacar na Europa. Se o pé direito pousou em Istambul e o esquerdo em Madri, onde, geograficamente falando, o pé direito dará seu próximo passo? Podemos pegar um atlas e uma régua e fazer o cálculo por nós mesmos.

Sofrimento atroz
Não acredito que isto seja a Terceira Guerra Mundial. Tampouco é uma “”guerra ao terror” nem ainda uma “”guerra de civilizações”. Mas nossos próprios líderes nos conduzem, propositalmente, para um período de sofrimento atroz porque se negam a encarar as causas das injustiças reais do mundo islâmico.

Nossos líderes foram avisados repetidas vezes sobre as conseqüências da participação no desvario iraquiano dos EUA. Eles mentiram para nós. Falaram em armas de destruição em massa que não existiam, em ligações entre o Iraque e o 11 de Setembro que tampouco existiam. Agora, presos na armadilha do Iraque, estamos loucos para deixar o país, para fugir, deixando em nosso lugar uma força semitreinada de policiais de colaboração que irão derramar seu sangue por nós.

Estamos começando a pagar o preço por tudo isso. Será que tudo realmente começou em 11 de setembro de 2001? Não, começou muito antes disso. E quantidade nenhuma de discursos mascarados ou de sinceridade moralista poderá mascarar o grau em que fomos induzidos por nossos líderes a aderir a esse conflito insano.

Tradução de Clara Allain

“A invasão do Iraque é um desastre”, diz o futuro primeiro ministro espanhol

A população espanhola expressou sua indignação com o embrulho no qual seu governo a meteu ao apoiar a invasão americana do Iraque. Como o atentado pode ter sido daquela entidade informe chamada Al Qaeda, que toma a forma de qualquer grupo terrorista que o governo americano quiser, os espanhóis resolveram que era a hora de dizer ao seu governo que eles querem o fim do envolvimento espanhol na aventura americana.

Não é nenhuma surpresa. Pesquisas nos meses que antecederam o conflito demonstraram que nenhuma das populações dos países envolvidos apoiava a iniciativa de seus dirigentes. Mas assim mesmo eles ignoraram a voz de seus eleitores e foram à guerra.

Mesmo com tudo isso, poucos dias antes uma pesquisa indicava a vitória governista, mas o atentado em Madri virou o jogo. Ontem, o governo de direita perdeu a maioria no parlamento para os socialistas.

O futuro primeiro ministro espanhol, José Luis Rodrigues Zapatero, já avisou que vai tirar as tropas espanholas do Iraque. Vamos ver se ele vai conseguir.

Segundo ele, essa invasão maluca é um desastre. Demorou pra eles sacarem, hein?

Então, o saldo dessa história é que precisou um grupo de assassinos sanguinários matar o próprio povo deles para eles enxergarem o óbvio? É como eu disse mais embaixo: eles fazem as merdas e as vítimas somos nós. Mas eles continuam lá em vidas confortáveis, enquanto os cidadãos que eles juraram servir e proteger enterram seus familiares.

Barganha ruim essa.

O terrorismo do qual eu não falei

Eu ia escrever um texto enorme. Mas estou cansado mesmo.

Os números de gente morta só vão crescendo e o que a gente vê é que os líderes que nos levaram a essas situações continuam lá. Essas coisas nunca os atingem.

Parece que estamos condenados.