Cidade Domesticada
Para que todo mundo ache que eu sou um mal-humorado de marca maior, vi “Cidade dos Homens” ano 2 de um fôlego só é fiquei extremamente incomodado com esse ecumenismo que me cheira cada vez mais a uma tentativa de manter a turba domesticada, anestesiada, sob controle.
O discurso do pobre trabalhador e cumpridor de suas obrigações é uma constante na dramaturgia televisiva, mas aqui ganha uma dimensão que irrita. No primeiro ano de “Cidade”, o último episódio já tinha me deixado incomodado. É aquele no qual o menino classe-média cruza com o favelado.
Aqui, esse tema dominou completamente os cinco episódios da série.
No limite, eu amo cada vez mais os personagens imorais e arrivistas dos filmes do Jorge Furtado. Essa caretice, esse discurso emburrecedor está me deixando desesperado e desesperançoso demais…