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Seja bem-vindo. Este é o blog do jornalista Alexandre Maron. Aqui você vai encontrar textos sobre assuntos que vão de cultura pop a política, de religião a video games. Há também meu histórico profissional e meu portfolio. Conheça meus outros projetos.

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Annie Hall virou Polly Prince

Pouco menos de 30 anos atrás, um comediante chamado Woody Allen fez um filme sobre um rapaz judeu que se apaixona por uma menina porra-louca. O nome era Annie Hall, e tornou Diane Keaton uma estrela, lhe rendendo um Oscar. Em 2004, um rapaz judeu conhece uma menina porra-louca, mas o resultado é anódino, não mais do que simpático. O filme passou e nem fez muito sucesso nem foi comentado. Mas acho que há uma pequena coisa a dizer…

Peço desculpas por colocar esses dois filmes tão díspares em termos de qualidade no mesmo texto, Allen poderia até ficar com raiva de mim, se soubesse que eu existo. Mas é que, se Annie era a mulher moderna dos anos 70, Polly é uma versão domesticada, pateurizada desta mesma mulher. Só nos lembra o quanto nós ficamos certinhos, chatos, pouco cultos e nada espertos.

Annie Hall marcou época. E me dói ver o que aconteceu com aquela mulher nos dias de hoje. A indústria deu a volta, a iludiu e a transformou em uma consumidora alucinada de cosméticos. Apenas uma versão ainda mais gastadora da dona de casa fofinha e infeliz do passado. As roupas urbanas casuais viraram “vintage”, tudo ganhou seu rótulo e as coisas mudam pra ficar como sempre foram.

Mas, a despeito da digressão, na aridez atual, “Polly” serve como comédia romântica descartável. Até porque Aniston e Stiller são simpáticos e Hank Azaria está lá, fazendo mais um tipo engraçado.

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