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Seja bem-vindo. Este é o blog do jornalista Alexandre Maron. Aqui você vai encontrar textos sobre assuntos que vão de cultura pop a política, de religião a video games. Há também meu histórico profissional e meu portfolio. Conheça meus outros projetos.

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É assim que se faz

Uma coisa que sempre me irritou em seriados é que, obrigados a colocar os nomes de atores convidados nos créditos do início de um episódio, você sempre sabia que o maldito Canceroso ia aparecer no episódio de “Arquivo X” em questão. Aquilo me deixava maluco.

Pois a série que caga para as convenções idiotas e faz tudo por uma surpresa espetacular jogou fora esse expediente. Para que o espectador seja realmente surpreendido pela aparição de personagens-chave, os caras NÃO colocam os nomes do atores nos início. Só no final.

Foi essa estratégia genial que me levou a ter calafrios no penúltimo episódio do terceiro ano de “24″. Cada vez mais eletrizante. Fui pego de surpresa pelos caras e isso eu prezo muito em um filme ou programa de TV. Aliás, o ponto fraco este ano está no presidente Palmer. Parece que os escritores não sabem o que fazer para mantê-lo vivendo algo interessante. É algo difícil mesmo depois dos eventos espetaculares do ano passado, em que ele chegou a ser destituído do poder por algumas horas…

Isso me lembra o gibi histórico do Homem-Aranha (número 121) que mostra a morte da namorada do herói, Gwen Stacy. Depois de uma capa que diz “um desses personagens vai morrer”, os créditos e o título (”O dia em que Gwen Stacy morreu”) estão na última página, em que Gwen está nos braços do Aranha. Genial.

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